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quarta-feira, 27 de julho de 2016

Cientistas belgas criam máquina que converte urina em água potável

Equipe coletou xixi em festival de música e recuperou 1.000 litros de água.
Sistema criado utiliza energia solar, dizem criadores.

Da Reuters
Sistema criado pela Universidade de Ghent usa uma membrana especial (Foto: Francois Lenoir/Reuters)Sistema criado pela Universidade de Ghent usa uma membrana especial (Foto: Francois Lenoir/Reuters)
Uma equipe de cientistas de uma universidade na Bélgica anunciou a criação de uma máquina que converte urina em água potável e fertilizante com ajuda de energia solar, uma técnica que pode ser aplicada em áreas rurais e em países em desenvolvimento.
O sistema criado pela Universidade de Ghent usa uma membrana especial e os cientistas afirmam que é eficiente no consumo de energia e pode ser aplicado em áreas desconectadas da rede elétrica.
"Conseguimos recuperar fertilizante e água potável a partir de urina usando apenas um simples processo de energia solar", afirmou o pesquisador Sebastiaan Derese, da universidade.
A urina é coletada em um grande tanque, aquecida com energia solar e passada por uma membrana em que a água é recuperada e nutrientes como potássio, nitrogênio e fósforo são separados.
Sob o slogan em inglês #peeforscience (#xixipelaciencia), a equipe utilizou o equipamento durante um festival de música de 10 dias em Ghent, recuperando 1.000 litros de água da urina do público.
O objetivo é instalar versões maiores da máquina em ginásios e aeroportos, mas também levar o equipamento para áreas rurais de países em desenvolvimento onde fertilizantes e água potável são escassos, disse Derese.
Como ocorreu em projetos anteriores em que a equipe que desenvolveu a máquina se envolveu, a água recuperada do festival será usada para produção de cerveja.
"Chamamos do esgoto para a cervejaria", disse Derese.
Equipe utilizou o equipamento durante um festival de música (Foto: Francois Lenoir/Reuters)Equipe utilizou o equipamento durante um festival de música (Foto: Francois Lenoir/Reuters)

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