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segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Fimetal Realiza Fórum com os Sindicatos filiados no Nordeste no Rio Grande do Norte

Nesse sábado 22, a Diretoria Executiva da FIMETAL - Federação Interestadual dos Metalúrgicos do Nordeste, se reuniram na Sede do Sindicato dos Metalúrgicos de Mossoró no Rio Grande do Norte, participaram as Principais Lideranças do Ramo Metalúrgico da Região, O STIMA conta hoje com dois diretores na Diretoria, Pedro Neto na Diretoria Plena e Jarlis Adelino como Secretario Geral. Participaram também Lideranças do Rio Grande do Norte, Paraíba, Ceará, Bahia e Maranhão.
Os dirigentes sindicais se reuniram para discutir o planejamento da realização do segundo congresso da FIMETAL que acontecerá em 2015 com potencialidade de se realizar no Estado do Ceará ou Pernambuco.

Nessa Reunião já foi apontado o nome do possível novo presidente já que o mandato dessa atual diretoria se encerra no congresso, o Atual Presidente é Marcos Paulo de Mossoró-RN e novo nome cogitado vem de Fortaleza-CE Francisco Wil poderá se tornar o segundo presidente da maior entidade do ramo da Região.
Logo após o termino da Reunião em Mossoró-RN o Secretario Geral Jarlis Adelino e o Diretor Pedro Neto, foram para Campina Grande-PA, para publicação do Edital na Região Nordeste que será circulado em todos os Sindicatos Filiados a FIMETAl.

Fonte: Secretaria de Comunicação do STIMA

Convocação do STIMA Edital 16/2014

EDITAL Nº 16/2014

ASSEMBLÉIA GERAL NEGOCIAÇÃO SALARIAL


         O STIMA através de seu presidente convoca todos os trabalhadores sócios e não sócios, para participarem da Assembléia Geral de APROVAÇÃO DE PAUTA DE NEGOCIAÇÃO SALARIAL 2015 da categoria que será realizada no dia 20 de dezembro de 2014 em dois horários para que todos possam participar.

LOCAL

STIMA - Sede do Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de Açailândia e Região, localizada na Rua Marly Sarney N 1242 – centro de Açailândia.

Pauta da Assembléia:
        
DELIBERAÇÃO DE PAUTA DE NEGOCIAÇÃO SALARIAL 2015

Data dia 20 de dezembro de 2014.

1ª Assembléia as 09 (nove) horas.

2ª Assembléia as 17 (dezessete) horas. 

As Referidas Assembléias serão realizadas em 1ª (primeira) convocação, com a maioria plena dos trabalhadores, ou após 30 (trinta) minutos em 2ª (segunda) convocação, com qualquer numero de trabalhadores presentes na forma da Lei.

Açailândia - MA, 20 de novembro 2014

JARLIS ADELINO

PRESIDENTE

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Saveiro MID BACK 2015 Coletânea Flash Dance anos 90

Relembre o Top 10 - Músicas Brasileiras dos Anos 90!!! Confira

Vaga de Emprego O DIEESE – Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos está selecionando 9 vagas de Assistente Administrativo I para atuar nos estados do AC, AL, AP, MA, MT, PI, RO, RR e TO.

SELEÇÃO EXTERNA 021/2014
ASSISTENTE ADMINISTRATIVO I

DIEESE – Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos está selecionando 9 vagas de Assistente Administrativo I para atuar nos estados do AC, AL, AP, MA, MT, PI, RO, RR e TO.

  1. Jornada: parcialmente externa de 30h semanais, de segunda-feira à sexta-feira, durante o horário comercial.
  2. Forma de contratação: CLT – Prazo determinado de 6 meses, com possibilidade de prorrogação.
  3. Local de trabalho: Rio Branco, Maceió, Macapá, São Luís, Cuiabá, Teresina, Porto Velho, Boa Vista e Palmas.

  1. Etapas do processo de seleção:
  • Inscrições e análise de currículo;
  • Prova teórica (matemática e português);
  • Para os aprovados na prova, (prova prática de informática) e entrevista de seleção.

5. Requisitos:
  • Residir em Rio Branco, Maceió, Macapá, São Luís, Cuiabá, Teresina, Porto Velho, Boa Vista ou Palmas;
  • Ensino Médio completo;
  • Conhecimento do município do local de contratação;
  • Boa caligrafia e atenção ao trabalho;
  • Facilidade de comunicação e na realização de cálculos;
  • Bons conhecimentos em informática (excel e word);
  • Habilidade no uso da internet.

6. Principais atividades a serem desenvolvidas
  • Coletar preços de produtos que integram a cesta básica, visitando supermercados, feiras, armazéns, açougues, padarias e outros estabelecimentos.
  • Coletar informações diversas para pesquisas.
  • Digitar os dados coletados em programa apropriado.
  • Auxiliar nos serviços administrativos gerais do escritório.


7. Remuneração e benefícios
  • Salário base: R$ 625,59
  • Auxílio alimentação: R$ 374,00
  • Vale-transporte
  • Auxílio-creche para filhos menores de 7 (sete) anos
  • Plano de saúde subsidiado
  • Seguro de vida
8. Inscrição:
  • Enviar currículos para o e-mail curriculo@dieese.org.br com o assunto “Assistente Administrativo I e o estado onde deseja trabalhar”, por exemplo, “Assistente Administrativo I AC” até o dia 26 de novembro de 2014, impreterivelmente.
  • Atenção: não serão considerados currículos enviados sem essa especificação no assunto.
  • Os currículos devem indicar telefone, endereço e e-mail para contato.

Esta seleção terá validade de seis meses a partir da publicação deste edital.


São Paulo, 12 de novembro de 2014.
(edital disponível no nosso sítio http://www.dieese.org.br)

Governo federal vai pedir apuração de vídeo que mostra mulher sendo espancada a pauladas

Mulher aparece com os cabelos raspados enquanto é agredidaReprodução/Facebook
A SPM (Secretaria de Políticas para Mulheres da Presidência da República) informou nesta segunda-feira (17) que vai pedir a apuração dovídeo que mostra uma mulher sendo espancada com um pedaço de pau. As imagens, publicadas no fim de semana no Facebook, foram assistidas mais de 1,2 milhão de vezes.
Segundo a secretária de Enfrentamento à Violência da SPM, Aparecida Gonçalves, não é comum que agressões sejam denunciadas em vídeo.
— Poucas pessoas gravam, porque acontece dentro de casa. Tem denúncia, porque se ouve os gritos e aí a polícia chega. Mas poucas vezes a gente viu uma filmagem nesse nível e nesse detalhamento.
A secretária ressalta que cenas como essa podem servir para que a sociedade reflita sobre o tema e se empenhe em denunciar agressões sofridas por mulheres.
— [O vídeo] faz com que as pessoas comecem a perceber do que nós falamos quando falamos em violência contra a mulher. Nós estamos falando disso, de uma mulher acuada em um canto, feito uma criança de três anos, completamente submissa. Uma paulada dessas na cabeça dela mata.
Aparecida tomou conhecimento das imagens após o R7 entrar em contato com a secretaria. Ela afirmou que vai pedir a colaboração de outras instituições para apurar a autoria do crime, já que o vídeo foi divulgado sem qualquer detalhe.
— Eu vou conversar com o Ministério Público e com a Secretaria da Segurança Pública para ver se tem como a gente descobrir mais informações.
Ela fez um apelo para que qualquer pessoa que possa ajudar a chegar ao agressor denuncie. É possível entrar em contato com o Ligue 180 (serviço da SPM), ou com o 191 (Disque-Denúncia) e 190 (Polícia Militar).
— Uma prova dessas [vídeo] vai colocar o agressor na cadeia, com certeza.
Nas imagens, o cabelo da vítima parece ter sido raspado momentos antes do espancamento. Também é possível ouvir um choro de criança e pessoas que pedem para o agressor parar depois de algum tempo.
No primeiro semestre deste ano, o Ligue 180 recebeu 15.541 denúncias de violência física contra mulheres. A maioria dos relatos recebidos pela SPM é encaminhada para órgãos estaduais, como Ministério Público e polícia, que vão ser responsáveis pela apuração dos fatos.

'Maior desafio é combater preconceito contra o pobre', diz ministra do Bolsa Família


Em entrevista à BBC Brasil, Tereza Campello discute números que apontam crescimento na quantidade de brasileiros na miséria e descarta cortes em programas.
Após uma campanha eleitoral acirrada, em que parte da sociedade brasileira vilanizou os beneficiários de programas como o Bolsa Família – muitos deles, pobres e nordestinos –, resta a necessidade de "combater o preconceito contra o pobre", na opinião da ministra do governo federal responsável pelos programas.
Há quase quatro anos à frente do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, a economista Tereza Campello encabeça iniciativas que marcaram os governos petistas na última década, entre eles o Bolsa Família e o Plano Brasil Sem Miséria.
"A gente não pode pegar esse ódio de meia dúzia de pessoas absolutamente nefastas que falam absurdos do Bolsa Família e achar que isso é o Brasil", diz a ministra, que cita dados comprovando que os brasileiros, em sua maioria, apoiam os programas sociais.
Formada pela Universidade Federal de Uberlândia, Campello fez parte da equipe de transição do primeiro governo Lula e foi alçada ao cargo de ministra na administração de Dilma Rousseff. Ela conversou com a BBC Brasil na semana passada, durante um evento na London School of Economics, em Londres.
A ministra reconheceu que a deterioração da economia pode ter um impacto negativo nas populações mais pobres e discutiu dados oficiais divulgados pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) que mostram um aumento no número de brasileiros vivendo na miséria.
Sobre sua permanência no cargo no próximo mandato, a ministra diz que a "pergunta deve ser feita à presidenta da República", mas que "pretende continuar ajudando o projeto, independente de onde for".

Metalúrgicos brasileiros e alemães voltam a se reunir em conferência em 2016

4ª Conferência Expressões da Globalização será na Alemanha e foi definida ao final da 3ª  edição, que aconteceu esse mês , que reafirmou parceria solidária entre entidades sindicais dos dois países.

 
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Metalúrgicos brasileiros e alemães voltarão a se reunir em 2016, na 4º Conferência “Expressões da Globalização”. O evento será na Alemanha e foi anunciado ao final da terceira edição, nesta sexta-feira (14), em Guarulhos (SP), que durante três dias reuniu cerca de 200 trabalhadores em multinacionais alemãs de suas matrizes e das filiais brasileiras.
As entidades promotoras avaliaram que a troca de experiências em atividades como essa aprofunda as relações solidárias entre o movimento sindical dos dois países, além de contribuir para a unificação de lutas e a valorização de redes sindicais e comitês mundiais de metalúrgicos em multinacionais.

A 3º Conferência teve como tema “Trabalhadores (as) frente à Crise Econômica, Política e Social - cinco anos depois", foi uma realização da Fundação Hans Böckler (FHB), organizada pela Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT (CNM/CUT), em parceria com o Instituto Integrar e o IG Metall (o sindicato nacional dos metalúrgicos alemães). A primeira edição do evento foi feita no Brasil em 2009 e a segunda ocorreu na Alemanha, em 2012.

O presidente da CNM/CUT, Paulo Cayres, ressaltou a importância dessa cooperação e da solidariedade de classe entre a categoria metalúrgica dos dois países, que garantem a qualificação e o fortalecimento das ações sindicais para se contrapor à prática de exploração e repressão das empresas. “No Brasil, assim como em todo o mundo, sofremos ataques constantes aos nossos direitos, porque o capital tem suas redes ampliadas para além dos muros das fábricas. Há 12 anos no Brasil, a elite capitalista tenta minar os governos progressistas que a população tem escolhido democraticamente nas urnas, porque acha que só os representantes dela podem governar”, disse o sindicalista.
Crédito: Roberto Parizotti
Paulo Cayres
Paulo Cayres (microfone) destacou importância da vitória de Dilma Rousseff
Por isso, na opinião dele, o resultado da última eleição foi uma vitória gigantesca da classe trabalhadora e dos movimentos sociais, diante de todos os ataques desferidos conta a presidenta Dilma Rousseff ao longo de seu mandato e durante o processo eleitoral. “Os trabalhadores mostraram que têm um projeto muito mais democrático, justo e inclusivo para o Brasil, que incomoda a direita, porque, para ela, trabalhadores não podem ter direitos, não podem viajar, não podem ter acesso às mesmas coisas que os ricos têm. É isso que está incomodando os capitalistas e que nos faz cada vez mais procurar mecanismos que nos fortaleçam enquanto classe e que reafirmem nosso principal princípio, que é a solidariedade entre os trabalhadores de todo mundo”, afirmou o presidente da CNM/CUT.
 
Crédito: Roberto Parizotti
Martin B
Martin Behrens (microfone) reafirmou relação solidária entre metalúrgicos dos dois países

Em sua intervenção final o diretor da FHB, Martin Behrens, lembrou da relação solidária entre metalúrgicos alemães e brasileiros, que este ano completou 30 anos e está cada vez mais profunda. “Ao longo desse tempo, temos visto o empenho do movimento sindical dos dois países para garantir a solidariedade entre nós e a busca por igualdade de direitos. E parcerias para viabilizar conferências como essas só aprofundam mais nossa união. Nossas redes são feitas por homens e mulheres e, mesmo com raízes profundas como as árvores, precisam ser regadas e adubadas. Por isso, a FHB vai realizar a 4ª Conferência em 2016, esperando os metalúrgicos brasileiros na Alemanha para mais uma rodada de debates sobre as nossas propostas para a ação sindical e para uma política industrial que garanta direitos e qualidade de vida aos trabalhadores e às sociedades dos dois países”, destacou Behrens.

A secretária da Mulher da CNM/CUT e diretora do Instituto Integrar, Marli Melo, assinalou que as conferências foram construídas para refletir sobre os impactos da crise financeira internacional nos trabalhadores. “Mas os motivos que nos move a continuar com a parceria é que, embora Brasil e Alemanha sejam diferentes, a classe trabalhadora é a mesma nos dois países e no mundo, lutando contra a exploração, a desigualdade e o direito de organização sindical. Se o capital não tem fronteiras, os trabalhadores também não têm. E os exemplos são as nossas redes sindicais e a conquista dos Acordos Marco Globais”, afirmou.

O secretário geral e de Relações Internacionais da CNM/CUT, João Cayres, agradeceu o apoio da Fundação Hans Böckler para a viabilização da 3ª Conferência e também ressaltou a importância da parceria para qualificar a ação sindical dos metalúrgicos e metalúrgicas brasileiras, particularmente nas multinacionais alemãs instaladas no país.
Crédito: Roberto Parizotti
João Cayres
João Cayres (microfone) fala durante o painel sobre relações internacionais
Relações internacionais
No último painel do evento (confira os demais nos links ao final desta matéria), foram debatidas as relações internacionais do movimento sindical metalúrgico dos dois países e apresentadas as principais linhas de ação da IndustriALL Global Union, a federação internacionais de trabalhadores na indústria. Para isso, o painel contou com a presença do secretário geral adjunto da entidade internacional, o brasileiro Fernando Lopes. A seu lado, no painel, estavam as dirigentes do IG Metall Angela Hidding e Angelica Jimenez-Romo, além de representantes das Comissões de Fábrica da Bosch (Gertrud Moll), da Volkswagen (Wolfgang Schultz) e da Basf (Fritz Hoffman).
Os sindicalistas alemães resgataram a importância da parceria histórica entre os metalúrgicos dos dois países, que este ano completa 30 anos, reafirmando que ela se contrapõe à ideia empresarial de que os trabalhadores devem seguir a lógica da concorrência entre as diferentes plantas. Todos enfatizaram que o que move a categoria metalúrgica é a construção da solidariedade de classe e a luta contra a exploração. Eles citaram vários exemplos dessa parceria, desde o apoio dos alemães às greves no ABC paulista na década de 1980 e as ações dos brasileiros em favor de lutas dos metalúrgicos naquele país, como contra as demissões na matriz da ThyssenKrupp. Hoffman relembrou também ações de solidariedade entre os trabalhadores químicos dos dois países.
Crédito: Roberto Parizotti
Painel sobre relações internacionais destacou solidariedade
Painel sobre relações internacionais destacou importância da solidariedade de classe

Angelica Jimenez ressaltou que, sem as ações solidárias das últimas três décadas, os quase 200 representantes da categoria no Brasil e na Alemanha não estariam reunidos nessa 3ª edição da Conferência. “A lógica neoliberal quer nos transformar em concorrentes, mas a lógica sindical nos transforma em parceiros solidários”, reforçou, listando exemplos de sucesso da parceria, como o apoio à construção das redes sindicais, à formação de trabalhadores (em especial os jovens metalúrgicos) e a conferências bilaterais para intercâmbio de informações.

O dirigente da IndustriALL, por sua vez, enumerou as bandeiras que movem a atuação da federação internacional em defesa dos 50 milhões de trabalhadores do ramo industrial que representa em todo o mundo. Para ele, o fortalecimento das entidades sindicais é uma dessas bandeiras primordiais, porque “sindicatos fortes influenciam a vida política das nações e contribuem para mudar as sociedades, a exemplo do que vem ocorrendo no Brasil nos últimos 12 anos”.

Além disso, Fernando Lopes – que já foi presidente da CNM/CUT no início dos anos 2000 – destacou a importância dos Acordos Marco Globais como instrumentos para se garantir o trabalho decente, outra bandeira da federação internacional. “A luta contra o trabalho precário perpassa toda a ação da IndustriALL. Infelizmente, em países como Bangladesh, as empresas violam os mais básicos direitos dos trabalhadores. Lá o salário dos trabalhadores na indústria têxtil, por exemplo, é de US$ 60 por mês”, afirmou, lembrando que a IndustriALL conseguiu uma importante vitória para combater o trabalho precário naquele e em outros países, com a assinatura de um AMG por 35 multinacionais do setor têxtil, que também vale para sua cadeia de fornecedores.

A defesa dos direitos sindicais e contra a perseguição de sindicalistas também está entre as bandeiras da IndustriALL. Lopes disse ainda que a entidade luta pelo desenvolvimento industrial sustentável, por meio de uma política construída por todos os atores sociais. “Mas tudo isso só pode se concretizar se tivermos sindicatos fortes e atuantes”, considerou.

O painel foi coordenado do por João Cayres, que lembrou a parceria com a IndustriALL, o IG Metall, a Fundação Friedrich Ebert e a DGB (central sindical alemã) para a formação sindical de trabalhadores na indústria na América Latina e Caribe, particularmente os jovens. “É muito gratificante ver os resultados desse trabalho, que amplia a nossa política solidária de lutar pela igualdade, inclusive de gênero, em todo o mundo”, concluiu.
Crédito: Roberto Parizotti
Grupo de participantes da 3ª Conferência
Grupo de participantes da 3ª Conferência Expressões da Globalização

50 GENIAIS FILMES POLÍTICOS E SOCIAIS

Considero estes 50 filmes, grandes obras-primas geopolíticas e sociopolíticas, lógico que faltará muitos filmes que deveriam estar aqui. Penso que o cinema é uma forma de arte muito dinâmica de aprendizagem e obtenção de conhecimento, por isso acho importante que filmes como estes sejam mais divulgados, auxiliando a educação política e social de várias pessoas através do entretenimento.

confira no aqui:http://lounge.obviousmag.org/polimorfismo_cultural/2013/04/50-geniais-filmes-politicos-e-sociais.html 

Mesmo depois da eleição, disputa de projetos continua

As eleições gerais de 2014 entram para a história brasileira por terem sido a mais disputada desde o restabelecimento da democracia em nosso país. Entram também para história pelo acirramento dos embates ideológicos travados ao longo das campanhas do primeiro e segundo turnos.

Os resultados nas urnas indicaram que, a despeito da reeleição da presidenta Dilma Rousseff – uma vitória fundamental para a continuidade do projeto político defendido pela classe trabalhadora – o movimento sindical e os movimentos sociais terão ainda mais desafios pela frente.

Teremos de tensionar muito mais nossa relação com o Congresso Nacional – que a partir de 2015 será muito mais conservador do que o atual. Será necessário muita mobilização para garantir direitos já consolidados e para avançar em nossa pauta.

Uma amostra de que não podemos cochilar aconteceu no último dia 28, quando a Câmara dos Deputados derrubou o decreto da presidenta Dilma que regulamenta a participação social (prevista na Constituição). Ou seja, dois dias depois da eleição, as forças conservadoras do Legislativo comprovam que não querem participação popular e sinalizam, com isso, quais interesses representarão com mais vigor a partir do próximo ano.

Além de defender o projeto vitorioso nas urnas, no paralelo as entidades de classe e sociais terão de cobrar da presidenta Dilma Rousseff a ampliação do diálogo com o sindicalismo e as organizações da sociedade civil, para que suas demandas sejam contempladas e para impedir que os setores retrógrados – que têm os meios de comunicação como principais aliados – imponham a sua agenda ao país, fazendo com que o Executivo fique na defensiva.

Mas o desafio maior será garantir o nível de mobilização que alcançamos no segundo turno da eleição, que trouxe para o nosso campo milhares de jovens – entre os quais, certamente, estavam os que conseguiram suplantar o repúdio contra partidos, sindicatos e organizações ligadas à esquerda demonstrado nas manifestações de junho de 2013.

Temos de ter clareza que a presença significativa de jovens na campanha de Dilma Rousseff não representou a adesão imediata deles ao nosso projeto, mas sim a adesão à luta contra a direita e o retrocesso representado pela candidatura tucana e seus apoiadores.

Isso nos dá uma nova possibilidade de nos reencontrar com os segmentos que podem se somar à batalha para aprofundar as transformações sociais em nosso país. O movimento sindical, particularmente, tem muito trabalho pela frente.

Temos, efetivamente, de abrir cada vez mais espaços de participação para a juventude trabalhadora nas instâncias sindicais, formulando junto com ela (e não no lugar dela) as ações para que as entidades de classe sejam um dos principais pontos de aglutinação de suas demandas e um dos principais caminhos para consolidar conquistas e aprofundar o projeto político que acabamos de reeleger.

A eleição deste ano deixou bem claro que o processo de disputa “de corações e mentes” está aberto. O resultado foi, por um lado, enorme – diante do jogo sujo deflagrado pela direita, principalmente pelos meios de comunicação. Por outro lado, cabe reconhecermos que foi um resultado apertado porque, até esta eleição, nós – movimento sindical, partidos de esquerda e movimentos sociais – não mobilizamos e não atuamos com o vigor necessário para atrair os jovens para o nosso campo.

Não podemos mais deixar o “barco correr” e apenas lembrar de que isso é necessário às vésperas de cada eleição. Enfim, temos de manter acesa a chama das mobilizações do segundo turno, nem que, para isso, tenhamos de nos “reinventar” e rever as lutas cotidianas, para continuar construindo o país pelo qual temos dedicado toda a nossa trajetória.

* Paulo Cayres é trabalhador na Ford e presidente da Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Embraer prevê 700 novas entregas no mercado de jatos em 20 anos

A fabricante de aviões Embraer prevê que as companhias aéreas na América Latina receberão cerca de 700 novos jatos no segmento de 70 a 130 assentos nos próximos 20 anos, o que representa 11% da demanda mundial no período para o segmento.

Em comunicado divulgado nesta quinta-feira, a empresa estima que 63% das unidades serão para apoiar o crescimento e 37% substituirão aeronaves mais antigas. A frota de jatos de 70 a 130 assentos aumentará das atuais 280 unidades para 750 até 2033.

Com o crescimento econômico e investimentos levando a uma maior integração regional, diz a Embraer, os mercados secundários estão preparados para impulsionar a procura de novas viagens aéreas. Para que isso ocorra, afirma, a otimização das frotas e o dimensionamento correto serão fundamentais.

A primeira entrega de jato da empresa na América Latina ocorreu em 2005, quando a Copa Airlines, do Panamá, recebeu um E190. Atualmente, cerca de 200 jatos estão em serviço com oito operadores de sete países da região, onde a Embraer é líder no segmento de jatos de até 130 assentos, com 70% de participação de mercado.

“A região apresentará um sólido crescimento anual econômico de 3,8% nos próximos 20 anos com base em um ambiente externo favorável, estabilidade política e macroeconômica e distribuição de renda mais equitativa”, estima a companhia.

O crescimento anual da demanda por transporte aéreo tem sido robusto ao longo dos últimos cinco anos, segundo a fabricante, em torno de 7%, tendência que deverá continuar ao longo dos próximos 20 anos, quando a região crescerá 6% ao ano.

“Apesar do domínio de aviões maiores, a América Latina é principalmente composta por mercados de baixa e média densidade. Em 2013, mais de 50% de todos os mercados intra-regionais tiveram um ou menos voos diários utilizando jatos narrow-body (corredor único). Esse desequilíbrio entre capacidade e demanda pode criar ineficiência”, afirma a companhia.

A Embraer diz ainda que tem visto em diversas companhias aéreas o uso de aeronaves no segmento de 70 a 130 assentos pode melhorar efetivamente a conectividade em mercados de baixa e média densidade, complementando voos narrow-body fora dos horários de pico em rotas principais.

(Fonte: Valor Econômico)

Facebook desenvolve rede social dedicada a relacionamento profissional, diz FT

O Facebook FB.O está secretamente trabalhando em um novo website chamado “Facebook no Trabalho”, o qual permitiria que os usuários mantivessem seu perfil profissional separado de seu perfil pessoal, relatou o jornal Financial Times.
O novo site, que pareceria muito com o Facebook, competirá com a rede social para profissionais LinkedIn, com o Google, e com a Microsoft, segundo o jornal. 
O novo site do Facebook permitirá que usuários conversem com colegas, se conectem com contatos profissionais e colaborem com documentos, segundo o FT, que citou fontes não identificadas na reportagem.
O Facebook não estava disponível para comentários, considerando que estava fora do horário comercial nos Estados Unidos. 

Os funcionários da rede social há tempos têm usado o site para seu trabalho diário, e a rede agora está testando isso com empresas, de acordo com o jornal.

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Reforma para retirar direitos trabalhistas é andar no sentido contrário ao da Constituição Federal

Qual o impacto da Lei 13.015/2014 sobre o processo trabalhista?
Essas alterações feitas pelo legislador, que entraram em vigor em setembro, efetivamente são mudanças muito fortes nos procedimentos dos recursos de revistas, dos embargos ao TST e também envolvem alterações significativas nos TRTs. A minha impressão é que a profundidade das alterações exigiria um tempo maior para adaptação. O TST formulou uma resolução para tentar colaborar com a adequação do sistema a essa mudança legal [trata-se do Ato 491/2014, publicado em 23 de setembro de 2014]. Esse ato procura fazer alguns ajustes, mas, como as mudanças envolvem também os TRTs, o seu impacto nos fluxos dos processos pode ser muito grande. Nós esperamos que a celeridade e a efetividade da prestação jurisdicional não sejam prejudicadas, porque esse é o objetivo maior do funcionamento do sistema judicial em uma democracia.
Haverá dificuldades na adaptação a essas novas disposições?
Naturalmente que todos nós, magistrados, servidores e advogados, deveremos agir com o máximo de boa vontade para que o objetivo do legislador seja alcançado sem prejuízo na prestação da jurisdição. O objetivo do legislador foi incentivar a uniformização jurisprudencial no Brasil. Isso é muito positivo, porque somos uma federação, o direito é nacional e é bom que ele seja o mais transparente e harmônico possível. Contudo as mudanças para esse objetivo foram muito grandes e muito minuciosas, envolvendo o dia a dia do TST e de todos os tribunais regionais, o que nos coloca em forte expectativa quanto a esse processo de adaptação.
Há críticas quanto ao excesso de súmulas e orientações jurisprudenciais por parte do TST. O senhor concorda com esse pensamento?
Os tribunais superiores, tanto o TST quanto o Superior Tribunal de Justiça (STJ) e o Supremo Tribunal Federal (STF), somente se justificam se exercerem o papel de uniformizadores da jurisprudência. Eles não são e nem podem ser uma terceira instância para examinar o caso concreto e trazer uma solução diferente para o que é levado ao seu exame. O TST recebe mais de 100 mil recursos por ano. É evidente que não é razoável, nem racional, nem constitucional que esse tribunal se torne uma instância revisora das decisões dos TRTs. A prestação jurisdicional está muito bem feita, desde que conte com a participação de um juiz singular em primeiro grau e uma corte coletiva em segundo grau. Não é necessária uma instância revisora de terceiro grau. Por isso os tribunais superiores têm de uniformizar jurisprudência, sendo as súmulas e as orientações jurisprudenciais meros instrumentos para isso. Se o TST não editar súmulas, não vai exercer seu papel. Me parece que a criação de súmulas é um resultado natural do exercício da função constitucional das cortes superiores.
É preciso alterar a Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT)?
A CLT é um diploma que tem sido atualizada intensamente ao longo dos anos pelo legislador e pela jurisprudência. Como a CLT é muito enxuta, dentro dela você tem direito individual do trabalho, direito coletivo, direito processual do trabalho e até a estrutura da Justiça do Trabalho. Isso apenas em 900 artigos, o que é uma demonstração de que é um diploma sintético. Isso é uma vantagem, porque permite a atuação da jurisprudência para atualizar o texto jurídico. A jurisprudência trabalhista tem cumprido seu papel. Qualquer melhora em qualquer diploma será bem-vinda, mas fazer uma reforma para retirar direitos trabalhistas é andar no sentido contrário do que determina a Constituição. A reforma pela reforma não se justifica. Se houver alguma mudança, deve ser para aperfeiçoar e melhorar as condições de vida e de trabalho dos brasileiros. Esse é o projeto constitucional.
Como o senhor enxerga o ensino jurídico no país?
O ensino jurídico brasileiro nos últimos 20 anos cresceu muito. Houve um crescimento exagerado até de cursos. Naturalmente esse crescimento desmesurado leva à perda da qualidade do ensino em várias instituições, e isso deve ser objeto de análise e acompanhamento pelas instituições competentes para isso, em particular o Ministério da Educação. É bom que haja expansão do ensino superior, mas preservada a qualidade de ensino. Superada essa questão da qualidade, me parece que é importante um reforço curricular nas disciplinas que traduzem o projeto constitucional de um Estado Democrático de Direito. As disciplinas que enfatizam a centralidade da pessoa humana na vida social. Algum aperfeiçoamento em busca de uma melhor perspectiva e maior peso para as disciplinas voltadas ao Estado Democrático de Direito e à dimensão social e humanística da Constituição são aperfeiçoamentos que devem ser feitos nas grades curriculares.

Prazo para empregado reclamar FGTS não depositado é reduzido

O Supremo Tribunal Federal (STF) alterou ontem regras sobre processos que tentam garantir depósitos de FGTS que não foram realizados por empregadores. Até hoje o trabalhador podia pedir à Justiça que garantisse depósitos não feitos nos últimos 30 anos. A partir de agora, o período ficará restrito aos cinco últimos anos do contrato de trabalho. De acordo com os ministros, o depósito do FGTS é um direito trabalhista que deve ter o mesmo prazo prescricional que os demais: cinco anos. Por isso, consideraram que o prazo de 30 anos, fixado numa lei e num decreto de 1990, é inconstitucional. O STF reafirmou que o trabalhador terá um prazo de dois anos para ingressar na Justiça.

Redução do INSS de doméstico vai à sanção

A redução da contribuição paga ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) pelo empregador e empregado doméstico será avaliada pela presidente Dilma Rousseff. O projeto que trata da medida foi liberado ontem para sanção presidencial pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, quatro meses após a aprovação do texto.
Os deputados aprovaram a chamada "redação final" da proposta, um ato burocrático que não altera o conteúdo. Pela proposta, a alíquota do empregador cai de 12% para 6% e, para o empregado, é fixada também uma alíquota única de 6%. Hoje, ela varia conforme o salário.
Segundo líderes governistas, não há compromisso do governo com o texto. O prazo para a análise da presidente é de 15 dias depois da chegada do projeto no Palácio do Planalto.
O projeto também prevê a redução da alíquota do INSS do empregador, mas regulamenta o pagamento obrigatório da contribuição do FGTS (8%) e o seguro por acidente de trabalho (0,8%), benefícios garantidos com a aprovação, no início do ano passado, da emenda constitucional que ampliou os direitos do trabalhador doméstico.
Nesse caso, não há perda de arrecadação para o governo. O texto ainda acaba com a possibilidade de o empregador deduzir a contribuição previdenciária do Imposto de Renda (IR). Atualmente, é possível declarar o pagamento do empregado e obter a dedução do IR.
Regulamentação
Na próxima semana, a Câmara vai discutir a votação de outra proposta que envolve os direitos dos trabalhadores domésticos.
Os deputados vão definir quando será analisado um parecer que amplia as garantias da categoria, regulamentando pontos da lei que trata dos empregados domésticos.
Aguardam ainda uma definição do Congresso benefícios como seguro-desemprego, FGTS, adicional noturno e ainda auxílio creche.
Horas extras
Nesta semana, deputados e senadores rejeitaram as 57 mudanças no texto feitas pela Câmara. Foram rejeitadas várias propostas, como a que previa pagamento de contribuição sindical por patrões e empregados e outra que acabava com o banco de horas para compensar horas extras trabalhadas. Agora, o projeto terá que ser votado pelo plenário da Câmara dos Deputados.

Criação do Sistema Único de Trabalho é debatido em fórum


A discussão sobre a proposta de criação do Sistema Único do Trabalho (SUT), defendida pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), centralizou o 3º Fórum Municipal do Mercado de Trabalho de Porto Alegre realizado ontem. Representantes do MTE apresentaram, no evento, os pontos que integram a proposta, elaborada por um grupo de trabalho e entregue em forma de projeto de lei em junho ao titular da pasta, Manoel Dias, questionada por entidades de classe. 

Representando Dias, o diretor do Departamento de Qualificação da Secretaria de Políticas Públicas do MTE, Rafael Galvão, defendeu os itens do projeto. "O objetivo é a padronização e a integração dos sistemas públicos de emprego de todo o País, com a intenção de economizar recursos públicos", afirmou. Para isso, os principais tópicos da proposta tratam da sistematização dos sistemas e conselhos públicos de empregos, atualmente de atuação fragmentada, e a criação de um Fundo Nacional do Trabalho, que acolheria, entre outras receitas, o atual Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). Entre as responsabilidades, também seriam incluídas o fomento ao empreendedorismo, ao microcrédito e à economia solidária.

Além disso, a proposta também padroniza, como entidades deliberativas, os Conselhos Nacional, Estaduais, Distritais e Municipais (que, nesse caso, podem ser também resultantes de consórcios públicos entre municípios de pequena população), que já existem em algumas das instâncias. Todos eles seriam compostos de forma tripartite e paritária, envolvendo governos, empregadores e empregados, e as ações, que teriam de constar em um Plano de Ação elaborado por cada conselho, seriam financiadas por um modelo de cofinanciamento entre os entes federados, que teriam de criar também fundos próprios.

Entre as críticas ao projeto expostas no Fórum, foram levantadas questões como a falta de qualquer citação à saúde e à segurança do trabalho, além da prevalência da União nas decisões do SUT. "A ideia de criação de um sistema único é muito boa, mas temos que redesenhar algumas coisas se é para ter participação popular, como dizem pretender", comentou a secretária nacional de Cidadania e Direitos Humanos da Força Sindical, Ruth Coelho Monteiro. 

Auditores fiscais do trabalho, presentes na plateia, protestaram de forma efusiva pela falta de oportunidades para discutirem pontos da criação do SUT, tanto em nível federal, acusando o governo de não os receberem, quanto no próprio fórum, que, embora tenha aberto uma seção de perguntas escritas, não disponibilizou espaço para manifestações do público. Em setembro, um manifesto assinado por entidades de classe dos auditores e outros órgãos já havia se posicionado contra o projeto por estipular representação dos empregadores na definição da política de fiscalização, além de um alegado aumento na possibilidade de desvio de recursos públicos no sistema de financiamento fundo a fundo. 

Galvão disse que vozes discordantes precisam ser ouvidas, e admitiu que a forma como foi feita a proposta possa não ter sido a ideal para as discussões.

Emprego industrial recua pelo sexto mês seguido


A indústria voltou a cortar postos de trabalho na passagem de agosto para setembro, pelo sexto mês consecutivo. O último recuo foi de 0,7%, informou ontem, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). As dispensas nas montadoras de automóveis e caminhões no País são, há quatro meses, os principais responsáveis pela queda no emprego industrial, que já está 8,3% abaixo do pico registrado em julho de 2008. As sucessivas reduções no número de vagas e nas horas pagas aos trabalhadores já fizeram encolher também a folha de pagamento do setor. 

O pessoal ocupado assalariado na indústria recuou 3,9% em setembro ante o mesmo mês do ano passado. O principal impacto foi da atividade de meios de transporte, afirmou Rodrigo Lobo, economista da Coordenação de Indústria do IBGE. Essa menor produção de veículos automotores que já vem acontecendo há algum tempo se reflete no mercado de trabalho da indústria há quatro meses. 

A atividade de meios de transporte registrou redução de 7,8% no pessoal ocupado no País em setembro, na comparação com setembro de 2013. Em São Paulo, maior parque industrial, a queda no número de empregados foi de 7%. O segmento lidera o ranking de impactos de demissões tanto no parque industrial paulista quanto no total nacional há quatro meses. 

Ciência sem Fronteiras tem 13,8% de bolsistas em universidades top 100

Número de estudantes de graduação representa 72% dos bolsistas em universidades top 100
 
Fonte: Ciência Sem Fronteiras
Entre as 100 melhores universidades do mundo, de acordo com o ranking Times Higher Education, divulgado no início de outubro, há 5.425 estudantes brasileiros que obtiveram bolsa pelo programa Ciência sem Fronteiras. O número representa 13,8% dos 39.091 brasileiros, de graduandos a pesquisadores realizando pós-doutorado, que estão atualmente em universidades do exterior por meio do programa do governo.

O resultado vem de um levantamento realizado pelo G1, com as bolsas vigentes e aprovadas até o dia 20 de outubro, a partir de dados disponibilizados pelo próprio programa.

São 3.953 alunos de graduação-sanduíche (ou seja, realizada parte no exterior e parte no Brasil), o que representa 72% dos brasileiros nas instituições "top 100", mais 854 inscritos em doutorado e 401 bolsistas de pós-doutorado (veja tabela completa).
No total, são 2.733 universidades no exterior que recebem bolsistas do Ciência sem Fronteiras, oriundos de 850 instituições brasileiras, conforme dados informados pelo Ministério da Educação (MEC).
Para o secretário executivo do MEC, Luiz Claudio Costa, a presença de mais de 5 mil alunos do Programa entre as 100 melhores instituições de ensino superior do planeta é bastante significativa. "Desde o início do programa, foi uma determinação que nós trabalhássemos alocando os estudantes nas melhores universidades do mundo, então esse número que nós temos de 13,8% dos alunos entre as 100 melhores é extremamente importante", avaliou.
No Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech), dos Estados Unidos, eleito pela quarta vez a melhor universidade do mundo, há apenas um brasileiro estudando por meio do Ciência sem Fronteiras, ao realizar uma pesquisa de doutorado. De acordo com a instituição, há um total de cinco estudantes do Brasil atualmente matriculados.
Já na Universidade Harvard, segunda do ranking, estão 87 brasileiros do programa atualmente, sendo 19 de graduação, 25 de doutorado e 37 de pós-doutorado. Em Oxford, na Inglaterra, terceira do ranking, são 37 brasileiros. Stanford, a quarta colocada, tem 17. E Cambridge, quinta do ranking, conta atualmente com 47 bolsistas do Ciências sem Fronteiras.
VEJA OS BOLSISTAS DO CSF NAS 10 MELHORES UNIVERSIDADES DO MUNDO, SEGUNDO O TIMES HIGHER
InstituiçãoPaísBolsistasPos-doutoradoDoutoradoMestradoGraduação
1º) Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech)EUA10100
2º) Universidade HarvardEUA813725019
3º) Universidade OxfordReino Unido37102700
4º) Universidade StanfordEUA178900
5º) Universidade de CambridgeReino Unido47103700
6º) Universidade PrincetonEUA32100
7º) Instituto de Tecnlogia de Massachusetts (MIT)EUA401314013
8º) Universidade da Califórnia, BerkeleyEUA3091614
9º) Colégio Imperial de LondresReino Unido31141700
Universidade YaleEUA147322
VEJA A TABELA COMPLETA DE ONDE ESTÃO OS BRASILEIROS NAS UNIVERSIDADES TOP 100 DO MUNDO
Fonte: Ciência Sem Fronteiras