
Apesar de sanadas as pendências financeiras, especialmente depois de
encerradas as negociações sobre os aditivos no contrato com a
patrocinadora Crefisa, Paulo Nobre ainda tem seus momentos de 'mecenas'
do clube de Palestra Itália. Agora, o presidente alviverde utilizou o
patrimônio pessoal para reforçar o elenco de Cuca.
Segundo apurou a reportagem do UOL Esporte
com pessoas próximas ao presidente, Nobre pagou do próprio bolso pelas
contratações do meia-atacante Roger Guedes e do zagueiro colombiano
Yerry Mina; este último, convocado para a disputa da Copa América
Centenário, ainda não estreou pelo time.
O negócio pode ser considerado de risco. Caso os jogadores se
desvalorizem, Paulo Nobre sofreria com o prejuízo do negócio. Conforme
apurado, o Palmeiras só teria benefícios.
O presidente será
ressarcido pelo investido - ou seja, embolsará a mesma quantidade do
gasto pelos jogadores; apenas em caso de desvalorização, Nobre
'morreria' com a diferença negativa nas mãos. O Palmeiras, em
contrapartida, receberia apenas o lucro de uma transferência - ou seja, o
'a mais' do dinheiro investido pelo mandatário.
Contratado em
abril deste ano, Róger Guedes, 19 anos, rapidamente ganhou espaço com o
técnico Cuca. Titular na semifinal do Paulista contra o Santos, o
meia-atacante manteve o posto neste início de Brasileiro – atuou como
titular em quatro compromissos na Série A.
Mina, em
contrapartida, é aguardado para reforçar o elenco depois da Copa
América. O defensor colombiano chamou a atenção do Palmeiras em virtude
da boa participação na Libertadores deste ano, quando defendeu o
Independiente Santa Fé.
Os gastos pessoais de Nobre no Palmeiras geram duras críticas do Comitê
de Orientação Fiscal do clube e até de conselheiros – que apontam a
instituição como 'refém' do presidente. Não foi a primeira vez em que o
dirigente usou o patrimônio pessoal no dia a dia alviverde.
Durante os três meses de rusga com a Crefisa, que vetou o pagamento das
parcelas mensais do patrocínio em virtude da falta de aditivos no
contrato, Paulo Nobre inflou o cofre palmeirense ao pagar as cotas com o
dinheiro do próprio bolso - os empréstimos do dirigente alcançam a casa
dos R$ 22 milhões somente em 2016. O mandatário será reembolsado até o
final do ano.
Ao extrapolar a barreira da necessidade e investir
nas contratações, Nobre se tornou alvo de críticas da oposição
palmeirense. O conselheiro da oposição Roberto Frizzo se apega à
irregularidade da equipe para criticar as ações do mandatário no
mercado.
"É interessante o aporte financeiro quando em caso de
necessidades urgentes, mas gasto no futebol é um mau gasto, porque os
resultados não têm alcançado os objetivos até o momento", disse.
A assessoria do Palmeiras, procurada pela reportagem, diz que o clube não se pronunciará sobre o assunto.
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