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segunda-feira, 13 de junho de 2016

Honda faz recall de 325 mil carros no Brasil para trocar 'airbags mortais'

Fit, City, Civic, CR-V e Accord, feitos entre 2004 e 2011 estão envolvidos.
Defeito em airbags está ligado a 13 mortes no mundo.

Do G1, em São Paulo
honda new fit 2011 (Foto: Divulgação)Honda Fit 2011 (Foto: Divulgação)
A Honda está convocando proprietários de 325.130 veículos no Brasil para troca do sistema de airbag do passageiro. O recall faz parte do defeito dos equipamentos produzidos pela japonesa Takata, que já matou 13 pessoas em todo o mundo.
Segundo o comunicado da Honda, em caso de colisão frontal de intensidade moderada ou severa, há o risco de que fragmentos metálicos do insulflador sejam projetados na direção dos ocupantes, causando ferimentos que podem ser fatais. Veja a lista dos modelos envolvidos:
Civic
Ano modelo 2009: chassis de 9Z100011 até 9Z127320
Ano modelo 2010 e 2011: chassis de AZ100001 a BZ136356
CR-V
Ano modelo 2009: chassis de 9G501261 até 9G504560
Ano modelo 2010 e 2011: chassis de AG500001 a BG512240
Accord
Ano modelo 2004 a 2007: chassis de 4G500001 até 7G501500
Ano modelo 2008 e 2009: chassis de 8C200030 a 9C203865
Ano modelo 2010 e 2011: chassis de AC200030 a BC201026
Fit
Ano modelo 2009: chassis de 9Z101536 até 9Z127455
Ano modelo 2010 e 2011: chassis de AZ100001 a BZ124062
City
Ano modelo 2010 e 2011: chassis de AZ100032 até BZ213443
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O caso dos "airbags mortais" veio a público há 3 anos é considerado o maior recall da história, envolvendo cerca de 50 milhões de carros no mundo todo e está ligado a pelo menos 13 mortes no exterior.
Uma falha no dispositivo fabricado pela empresa japonesa Takata faz com que o airbag, ao ser aberto, atire partes metálicas contra os ocupantes, com possibilidade de ferimentos graves.
A Takata anunciou em maio que mais 40 milhões de veículos serão chamados para recall no mundo inteiro, agora com foco no airbag do passageiro, não mais no do motorista, como feito inicialmente.
 
Importância do recall
Não existe recall por defeito que não seja sério. Segundo o Código de Defesa do Consumidor, o chamado deve ser feito quando houver um defeito de fabricação que coloque em risco a vida do usuário.
Uma vez anunciado o recall, não existe limite de data para fazê-lo. O que pode ocorrer é a montadora determinar uma data de início do atendimento, e não uma para o fim.
Qualquer problema como demora no agendamento, lentidão no reparo e mau atendimento deve ser denunciado no Procon local. Os consertos devem ser totalmente gratuitos.
Um levantamento feito pelo G1 mostrou que mais da metade dos 2,82 milhões de veículos envolvidos em recall no ano passado não atenderam ao chamado até março de 2016.

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