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quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Lucro do Santander Brasil sobe 4,3% e chega a R$ 1,8 bilhão no 3º trimestre

Em 12 meses, resultado representa alta de 10,3%.
No mesmo período de 2015, lucro foi de R$ 1,7 bilhão.

Do G1, em São Paulo
Enquanto moradores de muitos países latino-americanos apertam o cinto, bancos elevam a rentabilidade em várias nações da região (Foto: Reuters) 
 
Santander Brasil teve lucro líquido de R$ 1,884 bilhão no 3º trimestre (Foto: Reuters)
O Santander Brasil, maior banco estrangeiro no país, divulgou nesta quarta-feira (26) ter registrado lucro líquido de R$ 1,884 bilhão no terceiro trimestre deste ano, alta de 4,3% sobre o trimestre anterior e de 10,3% em 12 meses. No mesmo período de 2015, o lucro foi de R$ 1,7 bilhão.
De acordo com a Reuters, o resultado é apoiado por reprecificação de empréstimos e venda de mais serviços financeiros que compensou o impacto de alta nas provisões para perdas com empréstimos. Analistas esperavam lucro de R$ 1,462 bilhão para os três meses encerrados em setembro, segundo pesquisa da agência.
No segundo trimestre, o lucro líquido foi de R$ 1,806 bilhão, uma alta de 8,8% em relação aos ganhos nos três meses anteriores.
O banco registrou índice de inadimplência de operações de crédito vencidas há mais de 90 dias de 3,5%, ante 3,2% no mesmo período de 2015 e no segundo trimestre deste ano.
O banco teve receitas com prestação de serviços de R$ 3,437 bilhões no terceiro trimestre. Sobre o mesmo período do ano passado, a linha apresentou alta de 17,7% e no comparativo trimestral houve aumento de 3,3% nas receitas.
Como resultado, as provisões para perdas com crédito subiram 13% sobre o segundo trimestre, para R$ 2,837 bilhões, nível mais alto em mais de três anos. O índice de cobertura, um indicador de reservas disponíveis, caiu 0,1 ponto percentual, para 198,1%, o menor nível deste ano.
O retorno sobre patrimônio líquido médio anualizado, excluindo ágio, uma medição de lucratividade de um banco, foi de 13,1%, subindo pelo terceiro trimestre seguido e maior nível desde o primeiro trimestre de 2012.
O Santander Brasil encerrou o trimestre passado com carteira de crédito ampliada de R$ 310,965 bilhões, uma queda de cerca de 6% sobre o mesmo período do ano passado. Já os ativos somaram R$ 661,186 bilhões ao final de setembro, queda de cerca de 6% sobre um ano antes.
O interesse dos bancos por ampliar crédito num cenário de demanda prolongadamente baixa deve levá-los a repassar o corte da Selic nas linhas de financiamento, disse nesta quarta-feira o presidente-executivo do Santander Brasil, Sérgio Rial.
O executivo disse também que o banco deve começar a ver estabilidade ou queda de seus índices de inadimplência a partir do primeiro trimestre de 2017, refletindo em parte a reversão em curso das expectativas em relação à economia brasileira.
"Há sinais inequívocos de retomada da economia", disse Rial a jornalistas ao comentar os resultados do banco no terceiro trimestre.

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