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quinta-feira, 24 de outubro de 2019

Petrobras tem lucro de R$ 9 bilhões no terceiro trimestre

Valor representa alta de 36% na comparação com o mesmo período de 2018, e queda de 51% na comparação com o trimestre anterior.


Petrobras informou nesta quinta-feira (24) que teve lucro líquido de R$ 9 bilhões no terceiro trimestre deste ano. O resultado representou um aumento de 36% na comparação com o mesmo período de 2018. Em relação ao segundo trimestre deste ano, quando a estatal teve lucro de R$ 18,9 bilhões, os números do terceiro trimestre representaram queda de 51%.

Segundo a Petrobras, o resultado foi puxado pelo aumento da produção de óleo e gás. No terceiro trimestre, a produção média de petróleo e líquido de gás natural (LGN) da Petrobras no Brasil cresceu 16,9% em relação ao mesmo período de 2018, para 2,264 milhões de barris por dia (bpd), em meio ao desenvolvimento da extração em novas plataformas, especialmente no pré-sal.
A empresa informou ainda que o "ganho de capital com a venda da BR Distribuidora" também ajudou a puxar o resultado. A Petrobras anunciou em julho a venda do controle da BR por R$ 9,6 bilhões.

Receitas

No terceiro trimestre, a receita de vendas da Petrobras foi de R$ 77 bilhões - o que representa uma queda de 13,5% na comparação com o mesmo período de 2018 e alta de 6,2% em relação ao trimestre anterior.
O período foi marcado por queda nos ganhos com a venda de gasolina no Brasil. Segundo a empresa, isso aconteceu por causa dos da queda de preços, resultado da menor diferença entre o valor do óleo cru e dos produtos derivados, "apesar dos maiores volumes".
"Em termos da composição da receita de vendas, o diesel continua sendo o produto mais relevante, representando 51% das receitas com vendas de derivados no mercado interno, um aumento de 2,6% com relação ao trimestre anterior, seguido da gasolina, com 20% das vendas, uma queda de 8,7% com relação ao trimestre anterior", disse a empresa em comunicado.
Despesas
O balanço divulgado nesta quinta aponta que as despesas com vendas e gerais e administrativas da Petrobras foram de R$ 7 bilhões no terceiro trimestre, o que representa um aumento de 19,1% em relação aos três meses anteriores.

Segundo a empresa, essa alta nas despesas ocorreu "principalmente devido ao aumento dos gastos logísticos para a utilização dos gasodutos".
Já as despesas exploratórias para extração de óleo e gás foram de R$ 276 milhões, uma redução de 30% em relação ao trimestre anterior.
As outras despesas operacionais totalizaram R$ 7,8 bilhões no terceiro trimestre, uma redução em relação aos R$ 15,6 bilhões no período anterior. Segundo a empresa, "esse resultado reflete e o ganho de capital de R$ 21,4 bilhões com a venda da TAG no segundo trimestre".
Outro fator que influenciou as despesas foi a "maior provisão para perdas com processos judiciais, em R$ 2,8 bilhões, principalmente devido à revisão da estimativa de perda com litígios arbitrais".
Dívida líquida
A empresa encerrou o terceiro trimestre com dívida líquida de US$ 75,4 bilhões - o que representa uma redução de 9,9% na comparação com os US$ 83,674 bilhões dos três meses anteriores. Em relação ao mesmo período do ano passado, houve aumento de 3,5%.
A redução da dívida da companhia foi impulsionada pela recompra de US$ 9 bilhões em títulos de dívida no exterior, incluindo troca de papéis. A Petrobras diz que o movimento foi “essencial para a contínua redução da dívida” e gerou um saldo positivo de R$ 2,6 bilhões (ou US$ 665 milhões).
Investimentos
No terceiro trimestre, os investimentos da companhia somaram US$ 2,6 bilhões, sendo 75% destinado para o investimento de capital.
O investimento de capital é utilizado para ampliar a capacidade dos ativos já existentes e ampliar a produção. Também inclui aquisições de ativos ou empresas e em atividades exploratórias.
O montante investido entre julho e setembro representa é 33,2% em relação ao mesmo período do ano passado (US$ 3,908 bilhões) e estável ante o trimestre anterior (US$ 2,595).
Remuneração ao acionista Conselho de Administração decidiu antecipar a distribuição de remuneração aos acionistas da empresa, sob a forma de juros sobre o capital próprio (JCP).
O momento é de R$ 2,6 bilhões, equivalente a R$ 0,20 por ação.

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