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domingo, 12 de março de 2017

O grande plano da NASA para Marte ser um planeta habitável

Sem atmosfera, Marte está sujeito ao impacto das radiações e dos ventos solares
Sem atmosfera, Marte está sujeito ao impacto das radiações e dos ventos solares. NASA


A NASA já tem um plano para transformar Marte num planeta habitável. E não, não é ficção científica. Cientistas da agência espacial norte-americana apresentaram recentemente uma proposta que passa por criar, de forma artificial, um campo magnético e, assim, uma atmosfera.

Há muito que Marte é objeto de estudo, e de fascínio, por parte de cientistas de todo o mundo. As suas caraterísticas fazem dele o planeta mais habitável do nosso Sistema Solar. Em 2015, a confirmação de que o planeta tinha correntes de água em estado líquido adensaram o entusiasmo da comunidade científica.

Mas Marte não tem atmosfera e é um planeta de extremos. As temperaturas atingem os 20°C de dia, mas à noite podem chegar aos -80°C. E por causa destas temperaturas baixas a água líquida acaba por desaparecer. Além disso, está sujeito ao impacto da radiação e dos ventos solares.

Acontece que dados recolhidos pelas missões Maven, pelas missões da NASA, da Mars Express e da ESA sugerem que o Planeta Vermelho já foi bem diferente daquilo que é agora.

Os cientistas acreditam que Marte tinha um campo magnético natural, tal como a Terra, que desapareceu há cerca de 4,2 biliões de anos. E foi o desaparecimento desse escudo protetor que levou ao desaparecimento da atmosfera nos anos seguintes.

Ora, o que os investigadores da Divisão de Ciência Planetária da NASA (PSD, na sigla em inglês), propõem é recuperar esse campo magnético, isto é, recriá-lo de forma artificial, através de tecnologia de ponta. O plano foi apresentado recentemente no workshop de Visões para a Ciência Planetária 2050, promovido pela agência.
 “No futuro, é possível que a tecnologia possa gerar um campo magnético de 1 a 3 Teslas contra o vento solar”, explicou o cientista Jim Green.

A ideia passa por instalar um dipolo magnético, isto é, um elemento que produz um campo magnético dipolar (com dois polos opostos), num satélite. Um satélite que acompanhe o planeta na sua órbita e, consequentemente, o proteja.

Com uma magnetosfera artificial, os ventos solares seriam desviados e haveria um aumento da temperatura que poderia criar condições para manter a presença de água em estado liquído.
 “Um atmosfera marciana com maior temperatura e pressão irá permitir ter água em estado liquido e isso irá melhor a exploração humana na década de 2040”, sublinhou Green
Há dois anos, a NASA revelou que quer, não só levar o Homem a Marte, como levá-lo para ficar: isto é, pretende criar colónias humanas no planeta até 2030.

Para Green, se fosse criado um campo magnético artificial, "as novas condições em Marte permitiriam que os investigadores e exploradores estudassem o planeta com muito mais detalhe".

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