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terça-feira, 8 de maio de 2018

Petrobras tem lucro de R$ 6,9 bilhões no 1º trimestre, alta de 56%

Petrobras registrou lucro líquido de R$ 6,961 bilhões no 1º trimestre de 2018, melhor resultado dos últimos 5 anos. O resultado representa uma alta de 56% frente ao mesmo período do ano passado (R$ 4,45 bilhões).
Trata-se do melhor resultado trimestral nominal desde o 1º trimestre de 2013, quando petroleira registrou lucro líquido de R$ 7,69 bilhões, segundo dados da provedora de informações financeiras Economatica. Ou seja, trata-se do maior lucro desde o início a Lava Jato, cuja primeira operação foi realizada em março de 2014.
No 4º trimestre de 2017, a estatal tinha registrado prejuízo líquido de R$ 5,477 bilhões.
Já as vendas da Petrobras cresceram 9% no 1º trimestre ante os 3 primeiros meses de 2017, para R$ 74,46 bilhões. Na comparação com o 4º trimestre, entretanto, houve queda de 3%.
“São resultados bem robustos”, avaliou o presidente da companhia Pedro Parente ao comentar os resultados.
Segundo a Petrobras, o crescimento do lucro no 1º trimestre foi determinado pelos seguintes fatores:
  • Ganho de R$ 3,223 bilhões com a venda dos campos de Lapa, Iara e Carcará
  • Aumento dos preços internacionais do petróleo, que resultou em maiores margens nas exportações
  • Maior lucro com vendas combustíveis e derivados
  • Maiores margens e volumes na comercialização de gás natural
  • Menores gastos com ociosidade de equipamentos e redução das despesas
No consolidado de 2017, a Petrobras teve prejuízo líquido de R$ 446 milhões, acumulando 4 anos consecutivos de perdas.
“Estamos cumprindo à risca o que prometemos no nosso plano de negócios anunciado em 2016 e o resultado do primeiro trimestre mostra que as escolhas têm sido acertadas e que o esforço tem valido a pena. Com este resultado, consolidamos a trajetória de recuperação da Petrobras", destacou Parente em comunicado.

Redução do endividamento

A dívida líquida da Petrobras encerrou o 1º trimestre em R$ 270,7 bilhões, ante e R$ 280,7 bilhões em dezembro do ano passado. Em dólares, a queda do endividamento líquido foi de US$ 84,8 bilhões para US$ 81,4 bilhões, representando uma redução de 4%, segundo a estatal.
O lucro de juros antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado somou R$ 25,67 bilhões, alta de 2% ante os R$ 25,25 bilhões no primeiro trimestre de 2017.

Distribuição de R$ 652,2 milhões para acionistas

Com o lucro líquido registrado no primeiro trimestre de 2018, a Petrobras anunciou que irá remunerar todos os seus acionistas no valor de R$ 0,05 por ação, igualmente para preferenciais e ordinárias. A distribuição para os acionistas não era feita pela Petrobras desde 2014.
O valor a ser distribuído para os acionistas será de R$ 652,2 milhões e será pago em 25 de maio de 2018 "na proporção da participação de cada acionista e provisionado nas demonstrações contábeis do 2º trimestre de 2018, com base na posição acionária de 21 de maio de 2018", informou a Petrobras.
No final de abril, os acionistas da Petrobras aprovaram uma mudança no estatuto da petroleira que define o pagamentos de dividendosintercalares ou dos juros sobre o capital próprio a cada trimestre.

Produção cai no 1º trimestre

A produção total de petróleo e gás natural da Petrobras no 1º trimestre somou 2,68 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boed), sendo 2,582 milhões no Brasil, 4% inferior na comparação com o mesmo período de 2017. Segundo a estatal, a queda refletiu, principalmente, as paradas programadas e o desinvestimento em Lapa.

Já a produção de derivados caiu 7%, enquanto a venda doméstica recuou 9% na comparação anual, impactada, segundo a Petrobras, pelo "aumento da importação de terceiros e perda de participação de mercado da gasolina para o etanol".
Em relação ao trimestre imediatamente anterior, houve queda no volume de vendas de gasolina e diesel. A petroleira destacou, entretanto, que teve recuperação da participação no mercado de diesel, que saiu de 74% em 2017 para 79% em abril de 20181. "Na gasolina, as importações registraram pequena elevação, mas a participação de mercado da companhia aumentou, de 83% em 2017 para 86% em abril de 2018", acrescentou.

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