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sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Vida na Terra se originou 220 milhões de anos antes do que se pensava

Cientistas se basearem em fósseis que datam de 3,7 bilhões de anos.
'Esta descoberta representa um novo ponto de referência', diz pesquisador.

Cientistas australianos revelam a existência de fósseis que datam de ao menos 3,7 bilhões de anos (Foto: Allen Nutman/University of Wollongong/AP) 
Cientistas australianos revelam a existência de fósseis que datam de ao menos 3,7 bilhões de anos (Foto: Allen Nutman/University of Wollongong/AP)
A vida na Terra se originou 220 milhões de anos antes do que se pensava até agora, indicaram nesta quinta-feira (1) cientistas australianos ao revelar a existência de fósseis que datam de ao menos 3,7 bilhões de anos.
Estas pequenas estruturas, chamadas de estromatólitos, foram encontradas na Groenlândia e emergiram à superfície após o degelo de uma placa no maciço de Isuea, no sudoeste desta grande ilha.
Estes estromatólitos - estruturas fossilizadas "de origem biológica", de 1 a 4 centímetros - demonstram que a vida emergiu pouco depois da formação da Terra (há 4,5 bilhões de anos), destaca o pesquisador Allen Nutman da Universidade de Wollongong.
Acrescenta que isso permite abrigar a esperança de que uma forma muito básica de vida pode, em algum momento, existir no Planeta Marte.
"Esta descoberta representa um novo ponto de referência sobre a mais antiga prova de vida na Terra, afirma o professor Martin Julian Van Kranendonk, especialista geólogo da Universidade de Nova Gales do Sul e um dos coautores do estudo, divulgado na revista Nature.
Esta descoberta pode ajudar na busca de vida básica em Marte, considerado o planeta do sistema solar mais propício para a existência de formas de vida.
"Há 3,7 bilhões de anos, Marte era provavelmente ainda úmido, inclusive com oceanos", explica à AFP Allen Nutman.
"Se a vida se desenvolveu tão rapidamente na Terra, permitindo a formação de coisas como estes estromatólitos, seria mais fácil detectar sinais de vida em Marte".
"Em vez de estudar unicamente a 'assinatura' química do planeta, poderíamos ver nas imagens de Marte coisas como os estromatólitos", explica.
Até hoje, a mais antiga prova de vida na Terra foi descoberta por pesquisadores australianos e canadenses, nas rochas de Strelley Pool Chert, na região Pilbara na Austrália. Tinha 3,5 bilhões de anos.

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