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terça-feira, 4 de agosto de 2020

Obra de duplicação da BR-010 em Imperatriz deve ser reiniciada este mês

Projeto prevê a duplicação da BR-010 até a entrada da cidade de Davinópolis.


A duplicação do trecho urbano da BR-010, na cidade de Imperatriz, que ficou paralisada por um bom tempo, deve ganhar novo impulso. O reinício das obras está previsto para este mês, segundo o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit).

A ordem de serviço para o reinício da duplicação foi assinada na semana passada pelo Ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas. O deputado federal Hildo Rocha, que esteve pessoalmente na cidade, também participou da solenidade de assinatura da ordem de serviço. O projeto prevê a duplicação da BR-010 iniciando no Rio Cacau, onde termina a rodovia duplicada, até a entrada da cidade de Davinópolis. Além da construção de mais quatro novas pistas de rolamento serão feitas obras de arte especiais; complementação e alargamento, construção de viaduto, uma passarela e uma ciclovia ao longo do passeio das marginais.

BNDES faz desinvestimento bilionário na Vale e ações ficam em leilão por quase duas horas; papéis fecham em leve alta

Expectativa é de que outras empresas sejam alvos de venda de ativos, segundo informações da Bloomberg

As ações da mineradora Vale (VALE3) ficaram quase duas horas sem negociar na B3, abrindo por volta das 11h40 (horário de Brasília), em meio à grande operação de venda de ações em bloco do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), de acordo com informações da Bloomberg.

A estimativa inicial era de que tivessem sido negociadas entre 100 milhões e 130 milhões de ativos VALE3 cotados a R$ 58,76, representando um desconto de 2,49% frente os R$ 60,26 do fechamento da véspera. Assim, poderia levantar entre R$ 5,87 bilhões a R$ 7,6 bilhões com o desinvestimento.

Já a Bloomberg destacou, segundo fontes, que o banco vendeu R$ 8,13 bilhões em ações. A venda em bloco começou a R$ 58,76, com a proposta de venda de 100 milhões de ações, mas a demanda foi forte e acabou saindo a R$ 60,26, com a venda de 135 milhões de ações. O BNDES não respondeu imediatamente a pedidos de comentários.

A operação acontece um dia após a Bloomberg noticiar, citando fontes de mercado, que o BNDES estava buscando vender US$ 1 bilhão de sua fatia na Vale neste mês.

O BNDES possuía até a manhã de hoje uma participação total de 323,5 milhões de ações da Vale, correspondente a 6,3% do capital da mineradora, ou R$ 20 bilhões. Do total, 117,5 milhões de papéis, ou 2,26% do negócio, estão amarrados ao acordo de acionistas até novembro. Já do montante fora do contrato, foram colocadas à venda mais de 60% da posição no leilão de hoje.

As ações não negociaram durante o tempo do leilão tendo em vista a instrução 168 da CVM, que prevê que a Bolsa brasileira deverá adotar procedimentos especiais de negociação para operações que incluam quantidade de ações superior à média diária negociada nos últimos pregões ou qualquer bloco substancial de ativos, o que ocorreu nessa sessão. Desta forma, ficou preservada a estabilidade e o preço do papel, uma vez que uma quantidade expressiva de ações ofertada no mercado em uma mesma oferta poderia causar desequilíbrio.

Analistas do Itaú BBA citaram que a operação poderia gerar uma pressão de curto prazo nos papéis, em razão de ‘overhang’ (excesso de ações no mercado), mas destacaram ver a operação de venda pelo BNDES como positiva. Na visão deles, essa operação pode fechar parte do recente ‘gap’ contra seus pares australianos. O banco segue com visão positiva para a mineradora, apontando o desconto de 30% frente seus pares.

Cabe destacar, contudo, que as ações saíram do leilão praticamente estáveis, registrando, às 12h (horário de Brasília), leve alta de 0,65%, a R$ 60,65, para em seguida perderem força. Contudo, mesmo em meio à forte queda do Ibovespa, de 1,57%, na sessão, os ativos conseguiram fechar em alta, de 0,73% (R$ 60,70). Em julho, a companhia alcançou o seu maior valor de mercado na B3, encerrando o pregão da véspera avaliada em R$ 320 bilhões.

Nesta terça-feira, o minério de ferro, um dos grandes catalisadores para os ativos, teve nova alta, de 1,4%, a US$ 118 a tonelada (com pureza de 62% negociado no porto de Qingdao), em meio ao maior otimismo sobre a recuperação econômica da China e com os investidores questionando a capacidade da mineradora brasileira de aumentar a produção da commodity.

Desta forma, o BNDES, segundo aponta a Bloomberg, teria aproveitado o cenário para seguir com o seu processo de desinvestimentos. O banco também deve desinvestir até US$ 1 bilhão na gigante petrolífera Petrobras (PETR3;PETR4), segundo a agência.

O portfolio de empresas de capital aberto do BNDES totaliza cerca de R$ 61,4 bilhões, segundo dados do final de março no site do banco. As vendas propostas retomariam um processo de encolhimento do balanço do banco e de redução da volatilidade de seu patrimônio interrompido pela pandemia de Covid-19.

Em fevereiro, o BNDES vendeu R$ 22 bilhões em ações da Petrobras e ainda detém 8% do capital da produtora de petróleo. Além delas, o banco de fomento também pretende vender suas participações na fabricante de celulose Suzano (SUZB3) e na produtora de embalagens de papel Klabin (KLBN11), segundo apontam fontes da Bloomberg.

(Com informações da Bloomberg)

Rodrigo Maia diz que Bolsonaro não cometeu crimes que justifiquem impeachment

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou não ver motivos para levar adiante os pedidos de impeachment de Jair Bolsonaro que estão sobre sua mesa. A declaração foi dada na noite desta segunda-feira no programa "Roda Viva", da TV Cultura.


Para Maia, Bolsonaro "cometeu erros" no combate à pandemia do novo coronavírus, minimizando a perda das quase cem mil vidas perdidas, mas nenhuma das ações do presidente justifica um impeachment.

Acho que o presidente errou ao minimizar o impacto da pandemia, a questão da perda de vidas, vamos chegar aí a cem mil vidas perdidas. Acho que ele criou um falso conflito — disse.

Questionado sobre por que não arquiva os pedidos de impeachment à sua mesa já que não pretende levá-los adiante, Maia disse que não pretende conturbar a crise sanitária.

— Nós estamos no meio de uma pandemia, e qualquer decisão agora leva um recurso ao plenário. Nós vamos ficar discutindo impeachment sem nenhuma motivação para isso. Eu não estou usando isso para ameaçar, não é do meu feitio. O presidente Bolsonaro sabe, que desses que estão colocados, eu não vejo nenhum tipo de crime atribuído ao presidente — declarou Rodrigo Maia.

O presidente da Câmara evitou bater em Bolsonaro, mas disse que o governo "perde oportunidades" de implementar a agenda econômica de reformas com a qual foi eleito em 2018.

— Acho que o presidente Bolsonaro está perdendo algumas oportunidades importantes em relação àquilo que me fez até votar nele no segundo turno. Mas o presidente não tinha também experiência — diz ele.

Com mandato previsto para se encerrar em fevereiro de 2021, Maia disse que não vai tentar uma reeleição no cargo, ao contrário do que pode acontecer com Davi Alcolumbre, presidente do Senado.

Ele voltou a apoiar o avanço do procurador-geral da República, Augusto Aras, sobre a operação Lava-Jato, a que se referiu como "operação política". Ele diz ser favorável ao compartilhamento de dados das forças-tarefas com a PGR.

Em relação à reforma tributária, Maia criticou mais uma vez a proposta de criação de um novo imposto semelhante à CPMF, que poderia resultar em aumento da carga tributária com impacto negativo na economia.

domingo, 2 de agosto de 2020

‘Caminhamos para o precipício ambiental’, diz CEO da Suzano

Um dos líderes do movimento de empresários e associações que enviaram carta ao vice-presidente Hamilton Mourão pedindo medidas para combater o desmatamento da Amazônia, o presidente do grupo Suzano, Walter Schalka, diz que a sustentabilidade tem de unir empresas e governo para que o Brasil possa virar uma potência ambiental no mundo.

Para o executivo, que comanda a maior companhia de celulose do mundo, o governo deve evitar a polarização e colocar o Brasil no protagonismo das discussões ambientais. A seguir, os principais trechos da entrevista ao Estadão.

A reunião foi positiva e reforça a necessidade de dialogarmos e construirmos juntos, entes públicos, iniciativa privada e sociedade, um caminho que permita ao Brasil assumir um papel de protagonismo nas discussões ambientais globais.

Quando os empresários começaram a ficar mais vocais para as questões ambientais?

A Suzano já tem como tradição trabalhar nessa questão ambiental há muito tempo. Nós já fazemos parte da Coalizão Brasil - Clima, Florestas e Agricultura, que reúne empresas privadas, academia e ONGs, e também participamos do Conselho Empresarial Brasileiro para Desenvolvimento Sustentável. Nesse conselho, as empresas discutem formas de causar impacto. Recentemente, esse assunto ganhou mais representatividade. A razão é que o mundo acordou. Vamos ter de tomar ações relevantes para reverter o caminho que estamos seguindo. Vamos na direção do precipício ambiental e não podemos cair nele.

Quando se percebeu que estávamos indo para um precipício ambiental?

É nítido o fato de que estamos tendo aquecimento global. Ao tomarmos essa consciência, o mundo sabe que precisa tomar uma ação. E, para mim, é muito claro que teremos de fazer uma redução da emissão de CO2 ao longo do tempo. Vamos ter de aumentar muito o nível de eficiência de um modelo global para chegar lá. É inevitável também discutir a questão do plástico. Não podemos conviver com plásticos descartáveis crescendo na velocidade atual.

O País ficou mais exposto em função das queimadas da Amazônia que voltaram a crescer.

Como as empresas se organizaram para enviar carta a Mourão?

O vice-presidente Mourão demonstrou desde que assumiu o Conselho da Amazônia, uma forma positiva, com elenco de propostas que tem muito alinhamento com o pensamento das empresas. E nós decidimos ofertar o nosso apoio a essas teses que são bastantes relevantes. A primeira é do combate ao desmatamento ilegal, que eu acho a tese mais significativa daquela carta. Mas nós precisamos resolver outras questões importantes, como a rastreabilidade dos produtos para se ter certeza que não foram utilizadas áreas de desmatamento para essa produção. Outra importante questão é do crédito de carbono. O Brasil poderia estar gerando US$ 10 bilhões por ano fazendo o combate ao desmatamento ilegal. E ao fazer o combate, poderia gerar esses créditos de carbono e negociá-los. Portanto, ter um papel geopolítico expressivo no mundo. O Brasil pode ser uma potência ambiental no mundo.

Como criar essa consciência?

Uma condição necessária para se chegar lá é o endereçamento da questão fundiária brasileira. Ao resolver os problemas fundiários, vamos saber quem são os responsáveis. Quando uma área da Amazônia queima, fica uma discussão enorme sobre quem é o responsável por aquela área. Como não tem responsabilidade, ninguém tem penalidade.

Temos visto um racha no agronegócio. Uma parte dos produtores diz que os países criticam por que são protecionistas.

Acho que esse é um falso dilema. Existe sim protecionismo estrangeiro e existe sim ilegalidade no Brasil. Precisamos combater as duas coisas. Precisa combater o protecionismo. Então, não dá para a gente usar como exemplo a forma inadequada como cada um dos lados está adotando para entrar nesse Fla-Flu. Existem entre os produtores o bom e o mau exemplo e, portanto, a gente não pode ficar se baseando nos maus exemplos para poder continuar a mesma política de não combater adequadamente o desmatamento ilegal.

Há muitas críticas em relação à gestão do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles. Ele tem errado a mão?

Prefiro não comentar.

Vivemos uma crise política em meio à pandemia. Isso não prejudica o debate ambiental?

A polarização que está acontecendo já há bastante tempo não é benéfica para o País. Temos problemas estruturais que precisamos resolver em várias áreas. Temos problemas de déficit fiscal crônico, precisamos gerar um modelo de desenvolvimento para o Brasil. O País não poderá ser só um produtor de commodities no futuro. Temos problema de educação. Tem questão ambiental. Não podemos deixar que essa polarização nos impeça de fazer as transformações que o Brasil precisa.

Será um longo caminho para o Brasil reverter a imagem lá fora?

Não é um longo caminho. Precisa de ações concretas. O Mourão tem uma oportunidade incrível de fazer isso acontecer porque todo mundo está dando suporte a ele nessa direção. O Brasil precisa exercer influência na COP26 (conferência mundial sobre o clima que será realizada em 2021). O Brasil pode alavancar isso. Se fizer isso, a partir de 2022, vamos estar bastante preparados para esse processo.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.


Fiocruz deve começar a produzir vacina contra covid-19 em dezembro

Produção da vacina de Oxford deve ser de 30 milhões de doses entre dezembro e janeiro e 70 milhões nos dois primeiros trimestres de 2021

O acordo entre Fiocruz e AstraZeneca para a produção da vacina contra a covid-19 prevê o início da produção em dezembro deste ano e garante total domínio tecnológico para que Bio-Manguinhos, unidade da Fiocruz produtora de imunobiológicos, tenha condições de produzir a vacina de forma independente.

Este acordo define os parâmetros econômicos e tecnológicos para a produção da vacina da covid-19, desenvolvida pela Universidade de Oxford já está em fase de estudos clínicos no Brasil e em outros países. Ele é resultado da cooperação entre o governo brasileiro e governo britânico, anunciado em 27 de junho pelo Ministério da Saúde.

Covid-19: vacina de Oxford é a mais 'avançada' do mundo, diz Fiocruz

O próximo passo será a assinatura de um acordo de encomenda tecnológica, previsto para a segunda semana de agosto, que garante acesso a 100 milhões de doses do insumo da vacina, das quais 30 milhões de doses entre dezembro e janeiro e 70 milhões ao longo dos dois primeiros trimestres de 2021. 

O Ministério da Saúde quer investir R$ 1,8 bilhão para começar a produzir a vacina da farmacêutica AstraZeneca contra o novo coronavírus, cujos testes são conduzidos pela Universidade de Oxford. Desse valor, R$ 522 milhões irão para a estrutura da unidade da Fiocruz que produz imunobiológicos, a Bio-Manguinhos, e R$ 1,3 bilhão é de despesa referente a pagamentos previstos no contrato de encomenda tecnológica.

Energia eólica entra em potência máxima empurrada pelos ventos do Nordeste

Nesta época do ano, período de pouca chuva em que os reservatórios das hidrelétricas precisam ser poupados, a energia eólica tem uma função estratégica e vem ocupando cada vez mais espaço entre as fontes de energia do país.

Os ventos já são a segunda fonte de energia do país - ficando atrás somente das hidrelétricas. E a partir de agora, a produção entra em potência máxima - empurrada pela produção no Nordeste.

É a chamada "safra dos ventos", que vai até outubro. O que se colhe é a energia gerada pelos parques eólicos: 85% deles estão na região Nordeste. E este empurrão da natureza vem em boa hora, com a reabertura de parte do comércio e da indústria fechados durante a pandemia, o que aumenta o consumo de energia elétrica.

"A gente já está percebendo uma recuperação da carga justamente porque a economia está voltando. E nós vamos ter um forte papel, da fonte eólica, no segundo semestre, que é o período que a eólica gera mais e atingimos os chamados recordes de geração", comenta a presidente da ABEEólica, Elbia Gannoum.

O primeiro já aconteceu no dia 21 de junho: a geração eólica chegou a dez mil megawatts, energia suficiente pra abastecer todo o Nordeste, só com os ventos, por um dia inteiro.

"E podemos aproveitar essa grande dádiva que a natureza nos deu, que é a complementaridade das fontes de geração; hidrelétrica, eólica; nos meses que uma tem uma capacidade de geração mais baixa é compensada pela outra", diz o coordenador do núcleo de energia da Fiec, Joaquim Rolim.

Nessa época do ano, período de pouca chuva em que os reservatórios das hidrelétricas precisam ser poupados, a energia eólica tem uma função estratégica e vem ocupando cada vez mais espaço entre as fontes de energia do país. Tudo relacionado a ela tem grandes dimensões: as pás que fazem parte das hélices, as torres e as áreas onde os parques são instalados.

Um deles, no Ceará, vai começar a funcionar em dezembro. As 49 torres, montadas ali, vão gerar energia suficiente para 400 mil casas e mil empregos para engenheiros, técnicos, operadores e até arqueólogos.

O Francisco José da Silva é um dos contratados para vasculhar as escavações em busca de objetos de antepassados que viviam ali.

"Eu tenho uma paixão pela energia eólica, por ser uma energia limpa, e isso agrada muito profissionalmente porque eu sou arqueólogo e existe toda uma função social em cima da profissão", comenta o arqueólogo.

A expectativa da associação do setor é aumentar em 11% a capacidade de geração em 2020 em todo país, o que anima os empreendedores.

"Nós conseguimos manter o nosso cronograma final de entrega da obra né. No segundo semestre de 2021 nós estaremos em plena operação com esse empreendimento, aproveitando o máximo da energia eólica nesse período", comenta o coordenador de obras, Igor Davi Silveira da Cunha.

Novo coronavírus pode estar circulando há 70 anos em morcegos, aponta pesquisa

Pesquisadores dos Estados Unidos, Reino Unido, China e Bélgica identificaram três possíveis datas para o surgimento dessa cepa viral: 1948, 1969 e 1982

A revista científica Nature Microbiology, publicou uma pesquisa na última terça-feira (28), onde tentou identificar a origem do Sars-CoV-2, vírus responsável pela atual pandemia de covid-19. Pesquisadores dos Estados Unidos, Reino Unido, China e Bélgica identificaram três possíveis datas para o surgimento dessa cepa viral: 1948, 1969 e 1982.

O subgênero viral do qual o Sars-CoV-2 e o Sars-CoV fazem parte, chamado de sabercovírus, passa por recombinações frequentemente e possui uma diversidade genética importante, principalmente na China, segundo o estudo.

De acordo com os pesquisadores, o Sars-CoV-2 não é uma variação de nenhum sabercovírus encontrado até o momento e a presença de receptores ACE2 humanos, que possibilita que o vírus infecte os seres humanos, é, provavelmente, uma característica ancestral e não algo que foi adquirido recentemente.

O estudo tentou recriar a árvore genealógica do vírus, utilizando três técnicas diferentes de comparação com outros sabercovírus, para chegar a essas datas. Dessa forma o estudo identificou o vírus RaTG13 como o parente mais próximo do Sars-CoV-2, porém cada técnica aponta uma data provável diferente para a separação.

O artigo explica que os coronavírus são altamente recombinogênicos, ou seja, recombinam partes de RNA, pequenas sub-regiões do material genético, que podem ter origens independentes.

O artigo informa que os vírus da gripe reagrupam, mas não sofrem recombinação homóloga nos segmentos de RNA, o que significa que as perguntas sobre origens para surtos de influenza sempre podem ser reduzidas às perguntas sobre origens para cada um dos oito segmentos de RNA de influenza.

sábado, 25 de julho de 2020

TCU vai pautar renovação antecipada de ferrovias operadas pela Vale no dia 29

O ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Bruno Dantas informou que a Corte pautará na próxima quarta-feira, dia 29, as renovações antecipadas das concessões da ferrovias Carajás e Vitória-Minas, operadas pela Vale. “Vamos analisar a vantajosidade do modelo proposto pela ANTT e pelo Ministério da Infraestrutura para a prorrogação dessas ferrovias”, disse Dantas em um evento virtual realizado neste sábado, 25, pelo Instituto Brasiliense de Direito Público(IDP).

No dia 10 de julho, o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, disse que as discussões com o TCU sobre o valor do frete do minério nas ferrovias da Vale estavam “evoluindo” bem. A área técnica do tribunal questionou a metodologia para definição da tarifa usada nos estudos para as prorrogações. Para eles, o formato apresentado desconsiderava a metodologia já avaliada pelo Conselho Administrativo de Defesa da Concorrência (Cade).

A expectativa de Freitas, em 10 de julho, era de que o TCU deliberasse sobre as renovações dentro de 30 a 45 dias. O ministro disse, na ocasião, que já havia apresentado argumentos ao TCU para mostrar que não fazia sentido usar a metodologia do Cade, porque geraria “valores muito fora da realidade” dos preços-teto definidos pelo governo.

O ministro Bruno Dantas, que é o relator da ação no TCU, disse que o tribunal não analisará a legalidade ou a constitucionalidade da antecipação das concessões das ferrovias. “O Supremo Tribunal Federal já disse que é perfeitamente constitucional e legal, mas a vantajosidade é algo que só o TCU pode fazer”, afirmou.

“A proposta do governo que foi encaminhada para o tribunal prevê a prorrogação antecipada, com pagamento de uma outorga elevada. Além disso, a Vale assumiria a construção de uma ferrovia inteira e entregaria essa ferrovia à União, com orçamento pré-aprovado, e a União vai licitar”, explicou, em referência à ampliação da Ferrovia de Integração Centro-Oeste (Fico).

No evento, que contou com a participação da secretária especial do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), Martha Seillier, Bruno Dantas elogiou o PPI e disse que ele “devolveu a credibilidade ao setor público de infraestrutura”. O ministro reconheceu também que a pandemia de covid-19 tem afetado os projetos de concessões no Brasil. Segundo Dantas, as concessões no setor aeroportuário são as mais impactadas pelo distanciamento social. Martha Seillier, por sua vez, disse que o Brasil “aguarda com ansiedade” as renovações antecipadas das concessões das ferrovias.

sexta-feira, 24 de julho de 2020

Ivermectina só poderá ser vendida com receita enquanto durar a pandemia, decide Anvisa

Decisão já havia sido aplicada a outros medicamentos, como a hidroxicloroquina, a cloroquina e a nitazoxanida. Os remédios têm sido promovidos como eficazes contra a Covid-19, mas não há comprovação científica de que eles funcionem contra a doença. A procura tem causado aumento de preço e falta nas farmácias.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decidiu, em uma portaria publicada no Diário Oficial da União nesta quinta-feira (23), que a ivermectina, um antiparasitário, só poderá ser vendido com receita enquanto durar a pandemia de Covid-19, a doença causada pelo novo coronavírus.

Restrições do tipo já haviam sido aplicadas a outros medicamentos, como a hidroxicloroquina, a cloroquina e a nitazoxanida, um antiparasitário conhecido como Annita. As limitações à aquisição dessas substâncias continuam valendo, também enquanto durar a pandemia.

Os quatro remédios têm sido promovidos, inclusive por médicos, como eficazes contra a Covid-19, mas não há comprovação científica de que eles funcionem contra a doença, seja em casos leves, moderados ou severos.

A procura aumentada pelos medicamentos tem feito com que o preço deles aumente ou que haja falta nas farmácias. A cloroquina e a hidroxicloroquina são usadas para tratar doenças autoimunes, como o lúpus, e alguns tipos de malária. Já a ivermectina, assim como a nitazoxanida, é um antiparasitário.

A restrição vale tanto para as formas puras dos remédios como para medicamentos em que as substâncias aparecem associadas a outras. A resolução só não é válida para medicamentos à base de cloroquina distribuídos em programas públicos governamentais, segundo o texto.

O texto da Anvisa determina que a receita dos medicamentos deverá ser feita em duas vias, e uma delas deverá ficar retida na farmácia. O documento será válido por 30 dias a partir da data da emissão.

As prescrições por cirurgiões-dentistas e médicos veterinários só poderão ser feitas em caso de uso odontológico e veterinário, respectivamente.

quinta-feira, 23 de julho de 2020

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7,1 milhões de trabalhadores ficaram sem remuneração em junho, diz IBGE

O Brasil tinha 83,4 milhões de trabalhadores ocupados em junho, mas cerca de 14,8 milhões estavam afastados do trabalho. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Covid (Pnad Covid-19) mensal, divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Dessa fatia de afastados, 48,4% estavam sem remuneração, o equivalente a 7,1 milhões de trabalhadores. Em maio, o porcentual de afastados sem remuneração era de 51,3%, o equivalente a 9,7 milhões de pessoas.

No Nordeste, 51,8% das pessoas afastadas do trabalho estavam sem remuneração. Em todo o país, a fatia de afastados como decorrência das medidas de distanciamento social para combate à pandemia do novo coronavírus caiu de 18,6% dos ocupados em maio para 14,2% dos ocupados em junho, totalizando 11,8 milhões de pessoas, embora tenha havido redução em todas as grandes regiões do país.

O Nordeste teve a maior proporção de afastados do trabalho devido ao distanciamento social (20,2%), seguido pela região Norte (17,1%), enquanto o Sul foi a região menos afetada pelo isolamento (7,8%). No mês de junho, 27,3% da população ocupada, 18,7 milhões de pessoas, trabalharam menos do que sua jornada habitual, enquanto cerca de 2,6 milhões de pessoas trabalharam acima da média habitual. A média semanal de horas efetivamente trabalhadas em junho foi de 29,5 horas no país, ante uma média habitual de 39,8 horas.

O rendimento efetivo dos trabalhadores foi de R$ 1.944 em junho, 16,6% aquém do rendimento habitual de R$ 2.332. Em maio, a renda efetiva foi 18,5% inferior à habitual.

Caixa lança linha de crédito que permite antecipação do saque-aniversário do FGTS

O presidente do banco prevê que R$ 5 bilhões sejam emprestados por meio da nova linha de crédito, para um milhão de pessoas.

Nesta quinta-feira (23), o presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, informou que o banco irá lançar na próxima segunda-feira (27) a linha de crédito para antecipar saques do FGTS. Somente os trabalhadores que optarem pelo “saque aniversário” do FGTS terão acesso ao recurso.  
Pedro Guimarães informou que a Caixa disponibilizará até três anos de saques aniversário, ou seja, três parcelas, e cobrará uma taxa de juros de 0,99% ao mês. O valor mínimo será de R$ 2 mil. 
O presidente do banco prevê que R$ 5 bilhões sejam emprestados por meio da nova linha de crédito, para um milhão de pessoas. Ainda, segundo Guimarães, a modalidade de saque aniversário do FGTS contou com a adesão de 6,1 milhões de trabalhadores, dos quais 3,9 milhões são clientes da Caixa. 
Pedro Guimarães também informou que as contratações poderão ser feitas por internet banking da instituição financeira. “Nesse momento de pandemia, facilita para que os trabalhadores não precisem ir às agências. Linha chega a ter 75% de redução em relação a outras linhas de crédito. A taxa é mais baixa até do que crédito consignado”, disse. 

China entra na corrida rumo a Marte ao enviar primeira missão ao planeta

Sonda 'Tianwen-1' irá explorar a superfície e órbita do planeta vermelho; lançamento aconteceu nesta quinta (23) por meio do foguete Long March 5

A primeira missão da China rumo ao espaço profundo está a caminho de Marte. O lançamento do foguete Long March 5 aconteceu às 12h40 (horário local) desta quinta-feira (23), e, se tudo ocorrer como o previsto, a sonda deve chegar ao planeta vermelho daqui a sete meses, em fevereiro de 2021. 
A sonda enviada a Marte é chamada "Tianwen-1" ("perguntas celestiais-1", em tradução livre), inspirada no livro de mesmo nome do poeta chinês Qu Yuan. Ela é formada por três elementos: um módulo de aterrissagem, um rover (robô) e um orbitador. 

O rover, com a ajuda do módulo de aterrissagem, pousará no solo de Marte e atuará por 90 dias coletando informações detalhadas da superfície. Ele é movido a energia solar e equipado com uma câmera e cinco instrumentos científicos. Dentre eles, estão um monitor metereológico, um detector de campo magnético e um radar de exploração subterrânea. Este último irá auxiliar o robô a conhecer o subsolo de Marte, aumentando a expectativa de encontrar água abaixo da superfície. 

Já o orbitador passará cerca de 690 dias estudando a atmosfera do planeta. Ele conta com sete intrumentos: duas câmeras, um radar de exploração de superfície, um espectrômetro de mineralogia, um magnetômetro, um analisador de partículas íon e um analisador de partículas energéticas. 

De acordo com um paper publicado na revista Nature, a missão Tianwen-1 tem cinco objetivos principais: 
Mapear a morfologia e estrutura geológica do planeta
Investigar características do solo, inclusive a presença de gelo ou água
Analisar a composição material da superfície
Medir a ionosfera e outras características do clima e meio ambiente de Marte
Conhecer os campos magnético e gravitacional do planeta
China em Marte

Esta não é a primeira tentativa da China de chegar a Marte. Em 2011, o país enviou um orbitador na missão russa Phobos-Grunt, cujo objetivo era pousar em Phobos, uma das luas de Marte. O foguete apresentou problemas e não conseguiu sair das proximidades da Terra. Meses depois, a sonda — que deveria voltar em 2014 com amostras do solo de Phobos — caiu no oceano pacífico. 

Desta vez, todo o material da missão é de origem chinesa. Anteriormente, as tecnologias usadas na Tianwen foram testadas nas missões lunares Chang'e e Yutu, o que aumenta as chances de sucesso da sonda. 

Com a Tianwen-1, a China entra definitivamente na corrida espacial. Esta é uma das três missões rumo a Marte que acontecem no intervalo de 11 dias. Na última semana, os Emirados Árabes Unidos enviaram um satélite para orbitar o planeta; os Estados Unidos também têm um rover a caminho, o "Perseverance", que deve partir da Terra em 30 de julho.
 Via: BBC

6 'tipos' de covid-19 são identificados com sintomas diferentes

O relato prévio de um artigo elaborado por pesquisadores do King's College de Londres, em 16 de julho, revelou que existem 6 diferentes "tipos" de covid-19, cada um caracterizado por um conjunto específico de sintomas.

Utilizando o aplicativo de rastreamento chamado COVID Symptyom Study (Estudo de Sintomas da covid), os cientistas conseguiram definir e isolar 6 diferentes tipos de manifestação da doença, o que poderá servir como guia para determinar a gravidade dos sintomas e a necessidade ou não de auxílio respiratório em caso de hospitalização.

Uma das autoras do estudo ainda inédito, Claire Steves, explicou à agência Reuters que, "se você consegue prever quem são essas pessoas no quinto dia, você tem tempo para dar a elas apoio e intervenções precoces, como monitoramento do nível de oxigênio e de açúcar no sangue".

Os velhos e os "novos" sintomas

Apesar de tosse persistente, febre e perda de olfato serem frequentemente destacadas como os principais sintomas da covid-19, os dados coletados pelo app incluem também enxaquecas, dores musculares, fadiga, diarreia, confusão, perda de apetite, falta de ar e outros.

Veja abaixo quais são os 6 padrões de sintomas da covid-19 detectados pelos pesquisadores:

"Gripe" sem febre: enxaqueca; perda de olfato; dores muscular, de garganta e no peito; tosse; sem febre.
"Gripe" com febre: enxaqueca; perda de olfato e de apetite; tosse; dor de garganta; rouquidão; febre.
Gastrointestinal: enxaqueca; perda de olfato e de apetite; diarreia, dores de garganta e no peito; sem tosse.
Grave nível 1 (fadiga): enxaqueca; perda de olfato; tosse; febre; rouquidão; dor no peito; fadiga.

Grave nível 2 (confusão): enxaqueca; perda de olfato e de apetite; tosse; febre; rouquidão; dores muscular, de garganta e no peito; fadiga; confusão.

Grave nível 3 (abdominal e respiratório): enxaqueca; perda de olfato e de apetite; tosse; febre; rouquidão; dores musculares, de garganta, no peito e abdominal; fadiga; confusão; dificuldade respiratória; diarreia.

terça-feira, 21 de julho de 2020

Homem é demitido por justa causa após tapa no bumbum de colega em MG

Um homem perdeu uma disputa na Justiça do Trabalho de Minas Gerais após ser demitido por dar um tapa nas nádegas de uma colega durante uma confraternização da empresa em que trabalhava em Betim, na região metropolitana da Belo Horizonte. Ele processou a firma pedindo que a demissão não configurasse justa causa. No entanto, na visão da juíza Karla Santuchi, da 2ª Vara do Trabalho de Betim, a conduta do trabalhador é reprovável e grave o suficiente para justificar a aplicação da justa causa.

"Ainda que tenha ocorrido em festa de confraternização da empresa e não no horário de trabalho, ainda que tenha ocorrido após ingestão de bebida alcoólica, ainda que o autor tenha sido bom funcionário, não há justificativa para o ato do reclamante, que pode ser, inclusive, enquadrado, em tese, no artigo 215-A do Código Penal (crime de importunação sexual)", afirmou Santuchi na sentença.

Durante os trâmites do processo, a empresa apresentou conversas de WhatsApp comprovando que o funcionário não negou a conduta. A juíza também negou os outros pedidos do homem, como o de pagamento das verbas devidas pela dispensa injusta (aviso-prévio indenizado, 13º salário sobre o aviso-prévio, férias proporcionais, multa de 40% sobre o FGTS, multa do artigo 477 da CLT, e entrega de guias para saque do FGTS e recebimento de seguro-desemprego).

Ação da Suzano salta 6% com recomendação; CVC e aéreas disparam até 9% e Petrobras sobe 2%

A sessão foi de ganhos para o Ibovespa em meio ao maior ânimo com o progresso no desenvolvimento de vacina pela Moderna animando os mercados. Contudo, o índice perdeu forças durante o pregão, com os investidores de olho nos novos surtos do coronavírus e na tensão entre EUA e China.

As ações da Petrobras (PETR3, R$ 24,20, +2,37%; PETR4, R$ 23,34, +1,92%) subiram seguindo o petróleo após API indicar queda de estoques americanos e também de olho na reunião da Opep+. A Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados anunciou nesta quarta-feira que aumentará sua produção em agosto, relaxando o nível de cumprimento do acordo multilateral para conter a oferta.

Os países envolvidos, porém, garantem que já acontece um aumento na demanda, por isso avaliaram que o impacto nos mercados deverá ser modesto.

Até agora, o acordo era por um corte de 9,7 milhões de barris por dia, desde maio. A partir de agosto, o corte deve diminuir para “8,1 ou 8,2 milhões” de barris por dia, segundo a entidade. O grupo comentou, contudo, que esse seria um piso e que o corte, na prática, pode ficar um pouco acima disso, chegando talvez a 8,4 milhões de barris. O WTI sobe 1,4% e o brent tem alta de 1,3%.

A Vale (VALE3, R$ 61,79, +0,15%), por sua vez, abriu com ganhos, mas perdeu força, em uma sessão de leve alta do minério de ferro – a commodity negociada em Qingdao com pureza de 62% teve alta de 0,3%, a US$ 112,70. Os investidores ainda aguardam pelo PIB da China às 23h.

Na véspera, vale ressaltar, os papéis VALE3 subiram 7% com a alta do minério e dados da China da balança comercial, com importações e exportações acima do esperado.

Dados da administração alfandegária chinesa revelaram que as importações de minério de ferro subiram 9,6% no primeiro semestre deste ano e atingiram 547 milhões de toneladas. As importações de junho foram de 101,7 milhões de toneladas, alta de 35% em relação ao mesmo mês de 2019.

Ainda no setor de commodities, a Suzano (SUZB3, R$ 38,85, +5,97%) subiu quase 6%: a companhia é a nova “top pick” do Bradesco BBI no setor de papel e celulose.

Entre as maiores altas percentuais, destaque para a CVC (CVCB3, R$ 21,70, +8,71%), que chegou a subir 10%, enquanto Azul (AZUL4, R$ 22,73, +4,51%) e Gol (GOLL4, R$ 21,95, +6,97%), saltaram até 7%. As ações do setor aéreo e de turismo foram as que mais sofreram na pandemia por conta das operações bem menores em meio às medidas de isolamento social. Com uma vacina no radar, há maior otimismo de uma reabertura mais ampla dos mercados, mas também adiciona volatilidade aos ativos.

As empresas de saneamento, por sua vez, sobem em meio à sanção presidencial do novo marco legal do setor, com destaque para a Sabesp, com alta superior a 5%. Bolsonaro fez vetos em onze dispositivos do texto aprovado pelo Congresso que serão analisados de perto pelo mercado. Vale destacar que, logo após a aprovação do projeto de lei pelo Senado, as ações SBSP3 não tiveram um bom desempenho na bolsa, com os investidores embolsando os lucros e também contabilizando os desafios que ainda existem para a privatização da companhia.

Entre os vetos, está um artigo que daria sobrevida aos contratos das empresas estaduais públicas de saneamento. O trecho autorizava que as estatais renovassem por mais 30 anos os contratos de programa (sem licitação) atuais e vencidos, desde que isso ocorresse até março de 2022. O prazo também valeria para formalização das “situações de fato”, quando há prestação de serviço sem contrato assinado.

Essa sobrevida aos contratos, agora barrada, é considerada importante para as estatais porque o novo marco legal proíbe que novos contratos sem licitação sejam fechados. Agora, a concorrência será uma regra no setor, o que vai de encontro ao domínio das empresas públicas nesse mercado.

Confira no que ficar de olho:
Sabesp (SBSP3, R$ 61,38, +8,06%), Copasa (CSMG3, R$ 58,98, +4,39%) e Sanepar (SAPR11, R$ 32,48, +6,56%)

O presidente Jair Bolsonaro sancionou o novo Marco Legal do Saneamento Básico, com três vetos. Veja mais o que está em jogo sobre o assunto clicando aqui. 

O projeto viabiliza a injeção de mais investimentos privados no serviço de saneamento. Hoje, em 94% das cidades brasileiras, o serviço de saneamento é prestado por empresas estatais. As empresas privadas administram o serviço em apenas 6% das cidades.

O novo marco prevê que empresas privadas também poderão participar de licitações do setor. Atualmente, prefeitos e governadores podem optar pela licitação ou por firmar termos de parceria diretamente com as empresas estatais. Com a nova legislação, as empresas estatais não poderão firmar novos contratos para a prestação do serviço sem participar de licitação junto com as empresas privadas.

Os atuais contratos em vigor poderão ser prorrogados por mais 30 anos, desde que as empresas comprovem uma saúde financeira suficientemente boa para se manterem apenas com a cobrança de tarifas e contratação de dívida. Além disso, as empresas devem ampliar o fornecimento de água para 99% da população e acesso a esgoto para 90% da população.
Lojas Americanas (LAME4, R$ 35,30, +1,88%)

A Lojas Americanas levantou R$ 7,87 bilhões em seu “follow on”. As ações ordinárias saíram a R$ 34,50 reais e as ordinárias a R$ 29,78.

Os recursos serão utilizados para capitalizar a controlada B2W, dona de sites de comércio eletrônico como Americanas.com, além de investimentos na Ame Digital e na expansão dos negócios.

Segundo a Lojas Americanas, um aumento de capital por subscrição privada de aproximadamente R$ 3 bilhões na B2W (BTOW3) está sendo estudado, mas ainda sem definição sobre as condições gerais da operação.

“Para a companhia a oferta foi um grande sucesso, visto que ela conseguiu emplacar o lote adicional e fixar um preço acima do cotado no mercado, um forte indício de que houve uma demanda bastante forte pela oferta”, destaca a equipe de análise da Levante Ideias de Investimento.
Petrobras (PETR3, R$ 24,20, +2,37%; PETR4, R$ 23,34, +1,92%)

O presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, afirmou estar tranquilo em relação ao pedido de liminar feito pelo Congresso Nacional no Supremo Tribunal Federal (STF) para bloquear a venda de refinarias da companhia. Em videoconferência, o executivo ressaltou que o processo de venda dos ativos da companhia está sendo feito de forma transparente e com a fiscalização do Tribunal de Contas União (TCU).

A Petrobras manteve sua meta de endividamento bruto para 2020, Castello Branco afirmou que ela pode ser superada. A companhia espera uma queda de R$ 60 bilhões, mas sem especificar quando a meta deve ser atingida.

E apesar dos atrasos de cronograma, a estatal não alterou planos de desinvestimentos e deve anunciar novidades na venda de ativos nos próximos meses, acrescentou o executivo, segundo a agência Reuters.
BR Distribuidora (BRDT3, R$ 22,81, +0,31%)

A BR Distribuidora informou que retomou a comercialização de gasolina de aviação após uma paralisação preventiva no fornecimento pela Petrobras, sua única provedora do combustível.

Preços da celulose terão que subir para equilíbrio, diz Suzano

É apenas questão de tempo até que os preços da celulose se recuperem, de acordo com a Suzano, maior produtora do mundo. Grandes estoques mundiais mantiveram os preços 40% abaixo do pico de 2018, apesar do aumento da demanda por papel higiênico e embalagens de alimentos impulsionada pela pandemia. Embora a Suzano ainda obtenha lucro, alguns concorrentes estão perdendo dinheiro, disse o presidente da empresa, Walter Schalka.

"Os preços terão que subir para equilibrar oferta e demanda", disse o executivo em entrevista. Sua visão tem como base os baixos preços que limitam a oferta quando a demanda segue firme, embora em níveis menores em relação às compras motivadas por pânico quando as quarentenas foram impostas. Em contraponto ao cenário positivo para os segmentos de papel higiênico e embalagens, está a perspectiva de desaceleração contínua do segmento de papel de impressão e de escrever, já que a tendência de home office se torna mais permanente para muitas empresas.

O desempenho das ações da Suzano na pandemia acompanha a mudança de tendência da celulose. Na onda vendedora do primeiro trimestre, as ações da empresa estiveram entre as mais resilientes da bolsa brasileira, graças à crescente demanda por papel higiênico e embalagens. A alta do dólar em relação ao real também elevou as receitas de exportação. Na recuperação do segundo trimestre, a Suzano registrou um dos piores desempenhos devido ao baixo preço da celulose, um fator limitante aos esforços de desalavancagem da empresa.

Schalka disse que a empresa está bem posicionada, mesmo com o preço atual da celulose de US$ 460 a tonelada na China, já que seu custo caixa é equivalente a cerca de US$ 120 a tonelada. Marcio Farid, analista do JPMorgan Chase, disse em relatório nesta semana que os preços ainda estão em queda na Ásia, enquanto há sinais de negociações de preços "bastante difíceis" na China. A "abundância de celulose com preço baixo" de vendedores temporários também pressiona o mercado.

Schalka disse que os EUA são o único mercado com demanda acima dos níveis anteriores à pandemia.
Fonte: UOL