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terça-feira, 4 de agosto de 2020
Obra de duplicação da BR-010 em Imperatriz deve ser reiniciada este mês
BNDES faz desinvestimento bilionário na Vale e ações ficam em leilão por quase duas horas; papéis fecham em leve alta
Rodrigo Maia diz que Bolsonaro não cometeu crimes que justifiquem impeachment
Para Maia, Bolsonaro "cometeu erros" no combate à pandemia do novo coronavírus, minimizando a perda das quase cem mil vidas perdidas, mas nenhuma das ações do presidente justifica um impeachment.
Acho que o presidente errou ao minimizar o impacto da pandemia, a questão da perda de vidas, vamos chegar aí a cem mil vidas perdidas. Acho que ele criou um falso conflito — disse.
Questionado sobre por que não arquiva os pedidos de impeachment à sua mesa já que não pretende levá-los adiante, Maia disse que não pretende conturbar a crise sanitária.
— Nós estamos no meio de uma pandemia, e qualquer decisão agora leva um recurso ao plenário. Nós vamos ficar discutindo impeachment sem nenhuma motivação para isso. Eu não estou usando isso para ameaçar, não é do meu feitio. O presidente Bolsonaro sabe, que desses que estão colocados, eu não vejo nenhum tipo de crime atribuído ao presidente — declarou Rodrigo Maia.
O presidente da Câmara evitou bater em Bolsonaro, mas disse que o governo "perde oportunidades" de implementar a agenda econômica de reformas com a qual foi eleito em 2018.
— Acho que o presidente Bolsonaro está perdendo algumas oportunidades importantes em relação àquilo que me fez até votar nele no segundo turno. Mas o presidente não tinha também experiência — diz ele.
Com mandato previsto para se encerrar em fevereiro de 2021, Maia disse que não vai tentar uma reeleição no cargo, ao contrário do que pode acontecer com Davi Alcolumbre, presidente do Senado.
Ele voltou a apoiar o avanço do procurador-geral da República, Augusto Aras, sobre a operação Lava-Jato, a que se referiu como "operação política". Ele diz ser favorável ao compartilhamento de dados das forças-tarefas com a PGR.
Em relação à reforma tributária, Maia criticou mais uma vez a proposta de criação de um novo imposto semelhante à CPMF, que poderia resultar em aumento da carga tributária com impacto negativo na economia.
domingo, 2 de agosto de 2020
‘Caminhamos para o precipício ambiental’, diz CEO da Suzano
A reunião foi positiva e reforça a necessidade de dialogarmos e construirmos juntos, entes públicos, iniciativa privada e sociedade, um caminho que permita ao Brasil assumir um papel de protagonismo nas discussões ambientais globais.
Quando os empresários começaram a ficar mais vocais para as questões ambientais?
A Suzano já tem como tradição trabalhar nessa questão ambiental há muito tempo. Nós já fazemos parte da Coalizão Brasil - Clima, Florestas e Agricultura, que reúne empresas privadas, academia e ONGs, e também participamos do Conselho Empresarial Brasileiro para Desenvolvimento Sustentável. Nesse conselho, as empresas discutem formas de causar impacto. Recentemente, esse assunto ganhou mais representatividade. A razão é que o mundo acordou. Vamos ter de tomar ações relevantes para reverter o caminho que estamos seguindo. Vamos na direção do precipício ambiental e não podemos cair nele.
Quando se percebeu que estávamos indo para um precipício ambiental?
É nítido o fato de que estamos tendo aquecimento global. Ao tomarmos essa consciência, o mundo sabe que precisa tomar uma ação. E, para mim, é muito claro que teremos de fazer uma redução da emissão de CO2 ao longo do tempo. Vamos ter de aumentar muito o nível de eficiência de um modelo global para chegar lá. É inevitável também discutir a questão do plástico. Não podemos conviver com plásticos descartáveis crescendo na velocidade atual.
O País ficou mais exposto em função das queimadas da Amazônia que voltaram a crescer.
Como as empresas se organizaram para enviar carta a Mourão?
O vice-presidente Mourão demonstrou desde que assumiu o Conselho da Amazônia, uma forma positiva, com elenco de propostas que tem muito alinhamento com o pensamento das empresas. E nós decidimos ofertar o nosso apoio a essas teses que são bastantes relevantes. A primeira é do combate ao desmatamento ilegal, que eu acho a tese mais significativa daquela carta. Mas nós precisamos resolver outras questões importantes, como a rastreabilidade dos produtos para se ter certeza que não foram utilizadas áreas de desmatamento para essa produção. Outra importante questão é do crédito de carbono. O Brasil poderia estar gerando US$ 10 bilhões por ano fazendo o combate ao desmatamento ilegal. E ao fazer o combate, poderia gerar esses créditos de carbono e negociá-los. Portanto, ter um papel geopolítico expressivo no mundo. O Brasil pode ser uma potência ambiental no mundo.
Como criar essa consciência?
Uma condição necessária para se chegar lá é o endereçamento da questão fundiária brasileira. Ao resolver os problemas fundiários, vamos saber quem são os responsáveis. Quando uma área da Amazônia queima, fica uma discussão enorme sobre quem é o responsável por aquela área. Como não tem responsabilidade, ninguém tem penalidade.
Temos visto um racha no agronegócio. Uma parte dos produtores diz que os países criticam por que são protecionistas.
Acho que esse é um falso dilema. Existe sim protecionismo estrangeiro e existe sim ilegalidade no Brasil. Precisamos combater as duas coisas. Precisa combater o protecionismo. Então, não dá para a gente usar como exemplo a forma inadequada como cada um dos lados está adotando para entrar nesse Fla-Flu. Existem entre os produtores o bom e o mau exemplo e, portanto, a gente não pode ficar se baseando nos maus exemplos para poder continuar a mesma política de não combater adequadamente o desmatamento ilegal.
Há muitas críticas em relação à gestão do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles. Ele tem errado a mão?
Prefiro não comentar.
Vivemos uma crise política em meio à pandemia. Isso não prejudica o debate ambiental?
A polarização que está acontecendo já há bastante tempo não é benéfica para o País. Temos problemas estruturais que precisamos resolver em várias áreas. Temos problemas de déficit fiscal crônico, precisamos gerar um modelo de desenvolvimento para o Brasil. O País não poderá ser só um produtor de commodities no futuro. Temos problema de educação. Tem questão ambiental. Não podemos deixar que essa polarização nos impeça de fazer as transformações que o Brasil precisa.
Será um longo caminho para o Brasil reverter a imagem lá fora?
Não é um longo caminho. Precisa de ações concretas. O Mourão tem uma oportunidade incrível de fazer isso acontecer porque todo mundo está dando suporte a ele nessa direção. O Brasil precisa exercer influência na COP26 (conferência mundial sobre o clima que será realizada em 2021). O Brasil pode alavancar isso. Se fizer isso, a partir de 2022, vamos estar bastante preparados para esse processo.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Fiocruz deve começar a produzir vacina contra covid-19 em dezembro
Produção da vacina de Oxford deve ser de 30 milhões de doses entre dezembro e janeiro e 70 milhões nos dois primeiros trimestres de 2021
O acordo entre Fiocruz e AstraZeneca para a produção da vacina contra a covid-19 prevê o início da produção em dezembro deste ano e garante total domínio tecnológico para que Bio-Manguinhos, unidade da Fiocruz produtora de imunobiológicos, tenha condições de produzir a vacina de forma independente.
Este acordo define os parâmetros econômicos e tecnológicos para a produção da vacina da covid-19, desenvolvida pela Universidade de Oxford já está em fase de estudos clínicos no Brasil e em outros países. Ele é resultado da cooperação entre o governo brasileiro e governo britânico, anunciado em 27 de junho pelo Ministério da Saúde.
Covid-19: vacina de Oxford é a mais 'avançada' do mundo, diz Fiocruz
O próximo passo será a assinatura de um acordo de encomenda tecnológica, previsto para a segunda semana de agosto, que garante acesso a 100 milhões de doses do insumo da vacina, das quais 30 milhões de doses entre dezembro e janeiro e 70 milhões ao longo dos dois primeiros trimestres de 2021.
O Ministério da Saúde quer investir R$ 1,8 bilhão para começar a produzir a vacina da farmacêutica AstraZeneca contra o novo coronavírus, cujos testes são conduzidos pela Universidade de Oxford. Desse valor, R$ 522 milhões irão para a estrutura da unidade da Fiocruz que produz imunobiológicos, a Bio-Manguinhos, e R$ 1,3 bilhão é de despesa referente a pagamentos previstos no contrato de encomenda tecnológica.
Energia eólica entra em potência máxima empurrada pelos ventos do Nordeste
Nesta época do ano, período de pouca chuva em que os reservatórios das hidrelétricas precisam ser poupados, a energia eólica tem uma função estratégica e vem ocupando cada vez mais espaço entre as fontes de energia do país.
Os ventos já são a segunda fonte de energia do país - ficando atrás somente das hidrelétricas. E a partir de agora, a produção entra em potência máxima - empurrada pela produção no Nordeste.
É a chamada "safra dos ventos", que vai até outubro. O que se colhe é a energia gerada pelos parques eólicos: 85% deles estão na região Nordeste. E este empurrão da natureza vem em boa hora, com a reabertura de parte do comércio e da indústria fechados durante a pandemia, o que aumenta o consumo de energia elétrica.
"A gente já está percebendo uma recuperação da carga justamente porque a economia está voltando. E nós vamos ter um forte papel, da fonte eólica, no segundo semestre, que é o período que a eólica gera mais e atingimos os chamados recordes de geração", comenta a presidente da ABEEólica, Elbia Gannoum.
O primeiro já aconteceu no dia 21 de junho: a geração eólica chegou a dez mil megawatts, energia suficiente pra abastecer todo o Nordeste, só com os ventos, por um dia inteiro.
"E podemos aproveitar essa grande dádiva que a natureza nos deu, que é a complementaridade das fontes de geração; hidrelétrica, eólica; nos meses que uma tem uma capacidade de geração mais baixa é compensada pela outra", diz o coordenador do núcleo de energia da Fiec, Joaquim Rolim.
Nessa época do ano, período de pouca chuva em que os reservatórios das hidrelétricas precisam ser poupados, a energia eólica tem uma função estratégica e vem ocupando cada vez mais espaço entre as fontes de energia do país. Tudo relacionado a ela tem grandes dimensões: as pás que fazem parte das hélices, as torres e as áreas onde os parques são instalados.
Um deles, no Ceará, vai começar a funcionar em dezembro. As 49 torres, montadas ali, vão gerar energia suficiente para 400 mil casas e mil empregos para engenheiros, técnicos, operadores e até arqueólogos.
O Francisco José da Silva é um dos contratados para vasculhar as escavações em busca de objetos de antepassados que viviam ali.
"Eu tenho uma paixão pela energia eólica, por ser uma energia limpa, e isso agrada muito profissionalmente porque eu sou arqueólogo e existe toda uma função social em cima da profissão", comenta o arqueólogo.
A expectativa da associação do setor é aumentar em 11% a capacidade de geração em 2020 em todo país, o que anima os empreendedores.
"Nós conseguimos manter o nosso cronograma final de entrega da obra né. No segundo semestre de 2021 nós estaremos em plena operação com esse empreendimento, aproveitando o máximo da energia eólica nesse período", comenta o coordenador de obras, Igor Davi Silveira da Cunha.
Novo coronavírus pode estar circulando há 70 anos em morcegos, aponta pesquisa
Pesquisadores dos Estados Unidos, Reino Unido, China e Bélgica identificaram três possíveis datas para o surgimento dessa cepa viral: 1948, 1969 e 1982
A revista científica Nature Microbiology, publicou uma pesquisa na última terça-feira (28), onde tentou identificar a origem do Sars-CoV-2, vírus responsável pela atual pandemia de covid-19. Pesquisadores dos Estados Unidos, Reino Unido, China e Bélgica identificaram três possíveis datas para o surgimento dessa cepa viral: 1948, 1969 e 1982.
O subgênero viral do qual o Sars-CoV-2 e o Sars-CoV fazem parte, chamado de sabercovírus, passa por recombinações frequentemente e possui uma diversidade genética importante, principalmente na China, segundo o estudo.
De acordo com os pesquisadores, o Sars-CoV-2 não é uma variação de nenhum sabercovírus encontrado até o momento e a presença de receptores ACE2 humanos, que possibilita que o vírus infecte os seres humanos, é, provavelmente, uma característica ancestral e não algo que foi adquirido recentemente.
O estudo tentou recriar a árvore genealógica do vírus, utilizando três técnicas diferentes de comparação com outros sabercovírus, para chegar a essas datas. Dessa forma o estudo identificou o vírus RaTG13 como o parente mais próximo do Sars-CoV-2, porém cada técnica aponta uma data provável diferente para a separação.
O artigo explica que os coronavírus são altamente recombinogênicos, ou seja, recombinam partes de RNA, pequenas sub-regiões do material genético, que podem ter origens independentes.
O artigo informa que os vírus da gripe reagrupam, mas não sofrem recombinação homóloga nos segmentos de RNA, o que significa que as perguntas sobre origens para surtos de influenza sempre podem ser reduzidas às perguntas sobre origens para cada um dos oito segmentos de RNA de influenza.
sábado, 25 de julho de 2020
TCU vai pautar renovação antecipada de ferrovias operadas pela Vale no dia 29
sexta-feira, 24 de julho de 2020
Ivermectina só poderá ser vendida com receita enquanto durar a pandemia, decide Anvisa
quinta-feira, 23 de julho de 2020
Anuncie No Nosso Blog, Divulgue Sua Marca, Seu Produto, Seu Evento no Nosso Blog
7,1 milhões de trabalhadores ficaram sem remuneração em junho, diz IBGE
Caixa lança linha de crédito que permite antecipação do saque-aniversário do FGTS
O presidente do banco prevê que R$ 5 bilhões sejam emprestados por meio da nova linha de crédito, para um milhão de pessoas.
China entra na corrida rumo a Marte ao enviar primeira missão ao planeta
6 'tipos' de covid-19 são identificados com sintomas diferentes
terça-feira, 21 de julho de 2020
Homem é demitido por justa causa após tapa no bumbum de colega em MG
Ação da Suzano salta 6% com recomendação; CVC e aéreas disparam até 9% e Petrobras sobe 2%
Preços da celulose terão que subir para equilíbrio, diz Suzano
É apenas questão de tempo até que os preços da celulose se recuperem, de acordo com a Suzano, maior produtora do mundo. Grandes estoques mundiais mantiveram os preços 40% abaixo do pico de 2018, apesar do aumento da demanda por papel higiênico e embalagens de alimentos impulsionada pela pandemia. Embora a Suzano ainda obtenha lucro, alguns concorrentes estão perdendo dinheiro, disse o presidente da empresa, Walter Schalka.
















