Candidato ao governo de São Paulo afirma que acompanhamento durou cerca de 40 minutos e diz que abordagem “não foi padrão”
O motorista, segundo Haddad e seu advogado, Hélio Silveira, ficou assustado com a situação e decidiu parar em um hotel, onde poderia contar com câmeras de segurança e maior movimentação de pessoas. Ainda de acordo com o relato, ele teria questionado os policiais sobre o motivo da ação e ouvido a frase “vaza, vaza”.
Haddad afirmou que só tomou conhecimento do episódio na manhã desta quarta-feira. Segundo o candidato, o motorista ainda estava abalado com o ocorrido.
“Não foi uma abordagem padrão”, disse Haddad. Segundo ele, em uma abordagem convencional, os policiais solicitariam a parada do veículo, apresentariam a identificação e verificariam documentos. “Uma coisa é você pedir para o cara parar. [...] Mas não foi isso", narrou.
O candidato afirmou que, de acordo com o motorista, os policiais teriam permanecido próximos ao veículo, sem realizar uma abordagem formal.
“Foi sempre parelhar o carro, você ficar colado no carro, você estacionar e não sair para pedir documento, se apresentar. Não foi normal”, afirmou.
Haddad disse, porém, que não pretende fazer uma acusação contra os policiais sem que haja esclarecimentos sobre o episódio. O candidato afirmou que trabalha com a hipótese de um equívoco ou de uma situação relacionada ao trabalho policial.
“Eu estou pressupondo boa-fé. Pode ter sido uma abordagem por algum motivo, confundiram a placa do carro, estavam procurando um suspeito, qualquer coisa”, afirmou.
Segundo Haddad, o objetivo de comunicar o caso é obter esclarecimentos, já que a ação, pelo relato recebido, fugiu do procedimento que ele considera habitual.
“Eu não posso deixar de reportar o que aconteceu, porque é um cidadão como qualquer um de vocês que tem seus direitos e que não pode se sentir inseguro na sua cidade”, disse.
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