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segunda-feira, 28 de dezembro de 2020

AUXÍLIO BEm vai liberar até R$1.800 até esta quinta, 31; saiba como receber

O chamado "Auxílio BEm" ficará em vigor até a próxima quinta-feira, 31 de dezembro.


O Benefício Emergencial de Preservação do Emprego e da Renda (BEM) foi criado durante durante a pandemia do novo coronavírus e foi instituído com uma medida provisória em abril. O benefício emergencial  já havia passado por duas prorrogações. O chamado “Auxílio BEm” ficará em vigor até a próxima quinta-feira, 31 de dezembro.

Dessa forma, as empresas deverão encerrar os acordos feitos com os funcionários, seja de redução de jornada e salário ou suspensão dos contratos.

Segundo advogados trabalhistas, as empresas deverão voltar à jornada normal a partir da próxima sexta-feira, 1º de janeiro. A medida somente não será tomada caso o programa seja prorrogado pelo governo federal.

“Isso porque, pela lei trabalhista, a suspensão ou redução de jornada e de salário não são permitidas, mas foram permitidas por uma excepcionalidade criada pela pandemia e o estado de calamidade”, informou Daniel Moreno, sócio do escritório Magalhães & Moreno Advogados.

Segundo ele, os funcionários que tiveram o contrato suspenso ou o salário reduzido pelo emprego terão direito à estabilidade no emprego pelo mesmo período em que tiveram o contrato suspenso ou a redução de salário. A exceção para essa regra é o processo de demissão por justa causa.

O auxílio-bem visou preservar 10 milhões de empregos com o programa durante a pandemia. De acordo com o Governo Federal, quase metade dos acordos celebrados englobou a suspensão dos contratos de trabalho. O setor de serviços, o mais atingido pela pandemia, respondeu por mais da metade dos acordos celebrados.

Os contratos suspensos foram cobertos pelo Governo até o limite do teto do seguro-desemprego, ou seja, R$ 1.813,03. O valor foi liberado para funcionários de empresas com receita bruta de até R$ 4,8 milhões. Já quem teve a jornada reduzida recebe o salário proporcional da empresa e um complemento relativo a uma parte do valor do seguro-desemprego.

Veja como ficaram os pagamentos dos benefícios para preservação de emprego:

  • Suspensão do contrato de trabalho: recebe 100% da parcela do seguro-desemprego, que pode variar de R$ 1.045 a R$ 1.813,03 (exceto no caso de funcionário de empresa com receita bruta superior a R$ 4,8 milhões – neste caso: recebe 30% do salário + 70% da parcela do seguro-desemprego)
  • Redução de 25% na jornada: recebe 75% do salário + 25% da parcela do seguro-desemprego
  • Redução de 50% na jornada: recebe 50% do salário + 50% da parcela do seguro-desemprego
  • Redução de 70% na jornada: recebe 30% do salário + 70% da parcela do seguro-desemprego
  • Nenhum trabalhador vai ganhar menos do que um salário mínimo

Como receber o benefício emergencial?

O pagamento será realizado por crédito em conta poupança existente em nome do trabalhador ou em Conta Social Digital, aberta automaticamente pela CAIXA, quando:

  • não tiver sido informada conta no ato da adesão;
  • houver impedimento para o crédito na conta indicada;
  • houver erros nos dados da conta informada.

A movimentação da conta poupança social CAIXA poderá ser efetuada com o uso do aplicativo CAIXA Tem, disponível para download nas lojas Android e IOS. O benefício não poderá ser depositado em nome de terceiros.

Auxílio de R$300 e R$600: Última semana de pagamentos LIBERADA para todos, veja

Ao longo de 2020, o Governo Federal efetuou a liberação de até 9 parcelas do benefício, sendo às cinco primeiras no valor de R$ 600 e as últimas quatro parcelas de R$300



A Caixa Econômica Federal chega na última semana de pagamentos do auxílio emergencial, benefício que foi pago a fim de amenizar os impactos econômicos causados durante a pandemia do novo coronavírus. No último dia 23, o benefício foi encerrado para os inscritos no Bolsa Família.

Ao longo de 2020, o Governo Federal efetuou a liberação de até 9 parcelas do benefício, sendo às cinco primeiras no valor de R$ 600 e as últimas quatro parcelas, também chamadas de parcelas residuais. O valor final foi definido no valor de R$ 300.

O pagamento do auxílio emergencial acontece até esta semana. O último pagamento acontece até esta terça-feira (29).

Veja quantas parcelas você receberá na prorrogação do auxílio

As parcelas extras do auxílio emergencial no valor de R$ 300 são válidas apenas para os beneficiários que já estão recebendo o benefício de R$ 600. No entanto, o número de parcelas depende de quando o trabalhador, que não faz parte do Bolsa Família, começou a receber o benefício no valor inicial.

As novas parcelas no valor R$ 300 começam a ser pagas somente após a conclusão das cinco parcelas iniciais de R$ 600. Novas inscrições não serão feitas, portanto, apenas quem foi aprovado para as parcelas de R$ 600 poderá receber as parcelas extras.

A quantidade total de parcelas que o cidadão terá direito vai depender de quando ela começou a receber o auxílio. O máximo são nove parcelas, sendo as cinco primeiras de R$ 600 e as quatro últimas de R$ 300.

  • Quem recebeu a 1ª parcela em abril: 9 parcelas
  • Quem recebeu a 1ª parcela em maio: 8 parcelas
  • Quem recebeu a 1ª parcela em junho: 7 parcelas
  • Quem recebeu a 1ª parcela em julho: 6 parcelas
  • Quem recebeu a última parcela de R$ 600 em agosto: vai receber 4 parcelas de R$ 300 nos meses de setembro, outubro, novembro e dezembro;
  • Quem recebeu a última parcela de R$ 600 em setembro: vai receber 3 parcelas de R$ 300 nos meses de outubro, novembro e dezembro;
  • Quem recebeu a última parcela de R$ 600 em outubro: vai receber 2 parcelas de R$ 300 nos meses de novembro e dezembro;
  • Quem recebeu a última parcela de R$600 em novembro: vai receber apenas 1 parcela de R$ 300, em dezembro.

Pagamentos desta semana

Ainda nesta última semana de 2020, alguns pagamentos serão realizados pela CAIXA a fim de fechar o calendário completo de depósito em conta poupança social digital.

Apesar de os depósitos do auxílio emergencial  acabarem em dezembro, o saque não será  encerrado no final de 2020. Cerca de dez saques estão previstos para janeiro.

Um calendário específico foi criado pela Caixa Econômica Federal para os beneficiários que já receberam o benefício, mas ainda aguardam a liberação do saque. De acordo com o novo cronograma, o auxílio emergencial poderá ser sacado até janeiro de 2021.

Depósito em poupança social digital

  • 28 de dezembro (segunda-feira): Nascidos em novembro
  • 29 de dezembro (terça-feira): Nascidos em dezembro

Saque em transferência

  • 4 de janeiro (segunda-feira): Nascidos em março
  • 6 de janeiro (quarta-feira): Nascidos em abril
  • 11 de janeiro (segunda-feira): Nascidos em maio
  • 13 de janeiro (quarta-feira): Nascidos em junho
  • 15 de janeiro (sexta-feira): Nascidos em julho
  • 18 de janeiro (segunda-feira): Nascidos em agosto
  • 20 de janeiro (quarta-feira): Nascidos em setembro
  • 22 de janeiro (sexta-feira): Nascidos em outubro
  • 25 de janeiro (segunda-feira): Nascidos em novembro
  • 27 de janeiro (quarta-feira): Nascidos em dezembro

Muitos Tentam Esconder Essa Noticia “Esse vírus não vai desaparecer da nossa vida nunca mais”, diz pesquisadora da Fiocruz

Margareth Dalcolmo explica que cuidados contra a doença devem ser mantidos mesmo após a vacinação. Médica aconselha o uso de máscaras pelos próximos dois anos



A pesquisadora e pneumologista Margareth Dalcolmo, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), afirmou em entrevista à Folha de S.Paulo que os protocolos sanitários contra o coronavírus deverão ser seguidos no Brasil mesmo após a vacinação.

“Vamos ter de manter os cuidados por muito tempo. Esse vírus não vai desaparecer da nossa vida nunca mais. Nada foi tão pandêmico quanto ele”, afirma Dalcolmo.

“No Brasil, não há um município que não tenha caso registrado. O vírus vai ficar endêmico. Portanto, o fato de ser vacinado não nos isenta de andar de máscara pelos próximos dois anos, por exemplo. De termos cuidado com ambientes fechados, de solicitarmos testes negativos para embarcar em voos internacionais”, completou.

A médica também criticou o discurso antivacina do presidente Jair Bolsonaro. “É um discurso equivocado e obscurantista que só vai ser quebrado na medida que nós, de maneira consistente e transparente, dissermos a verdade às pessoas”, afirma.

“Quando alguém ingenuamente diz que não vai se vacinar, também não vai viajar. Nem vai matricular criança na escola. São medidas que não são, ao meu juízo, coercitivas. Eu vejo essas medidas como civilizatórias”, completou a pesquisadora.

“O pior está por vir”, diz imunologista dos EUA Anthony Fauci sobre a pandemia

 "Podemos ter um forte aumento de infectados por causa das viagens de fim de ano e da provável reunião de pessoas (...) o pior ainda está por vir", disse o imunologista Anthony Fauci, que também é conselheiro do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para assuntos relacionados à Covid-19



O imunologista Anthony Fauci afirmou, neste domingo (27), acreditar que o pior da pandemia do coronavírus "ainda está por vir". "Estamos realmente em um ponto muito crítico. Podemos ter um forte aumento de infectados por causa das viagens de fim de ano e da provável reunião de pessoas (...). O pior ainda está por vir", disse o médico, conselheiro do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para assuntos relacionados à Covid-19. A entrevista foi concedida à CNN.

Sobre a nova variante do Sars-CoV-2, encontrado no Reino Unido, o médico afirmou que a mudança não parece tornar as pessoas mais doentes.

"Obviamente, isso é algo que sempre levamos a sério, mas acho que o público precisa se lembrar que esses são vírus de RNA e estão em mutação contínua o tempo todo. Na maioria das vezes, as mutações não têm um significado funcional", disse Fauci, que também fará parte da equipe de saúde focada no combate à pandemia do próximo presidente dos EUA, Joe Biden.

Para Bolsonaro, fabricantes de vacinas é que devem procurar Brasil, não o contrário

No momento em que vários países, inclusive da América Latina, anunciam o início da imunização contra covid-19, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) voltou a minimizar a demora para liberação e aquisição, por parte do governo, de vacinas. Segundo ele, diante de um mercado consumidor "enorme" no Brasil, os laboratórios é que deveriam estar interessados nos pedidos de autorização junto à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e em vender a vacina ao Brasil.


"O Brasil tem 210 milhões de habitantes, um mercado consumidor de qualquer coisa enorme. Os laboratórios não tinham que estar interessados em vender para a gente? Por que eles não apresentam documentação na Anvisa?", indagou Bolsonaro a um grupo de apoiadores no Palácio da Alvorada, em Brasília, na manhã de hoje. Pessoal diz que eu tenho que ir atrás [da vacina]. Quem quer vender [é que tem].

Bolsonaro voltou a repetir a história de que as bulas de vacinas apontam que a responsabilidade sobre o uso do medicamento e possíveis efeitos colaterais são do consumidor e também que não irá tomar vacina pois já contraiu covid-19. Segundo o presidente, "o cheque de R$ 20 bilhões" para a compra de vacinas já foi assinado por ele, referindo-se à MP (Medida Provisória) que autoriza a liberação desse dinheiro para compra de imunizantes e outros itens necessários na campanha de vacinação, como agulhas e seringas.

"Tem muita gente de olho nesse dinheiro", disse ele, sem citar nomes. "Impressionante como uma ou outra pessoa que a gente conhece, não vou dizer o nome aqui, jamais se preocuparia com a vida do próximo. A preocupação é outra. Não vou falar qual que é", emendou, na mesma linha. Vacinação não tem data para começar.

Bolsonaro repetiu que não está preocupado com o início da campanha de vacinação no Brasil pois o processo depende da Anvisa. "Se eu vou na Anvisa e digo 'corre aí', vão falar que estou interferindo", completou o presidente. O governo federal tem acordos de intenção de compra de vacinas com Instituto Butantan/Sinovac, AstraZeneca/Oxford e Pfizer/Biontech, mas nenhum negócio ainda foi fechado. Não há data exata para o início do plano de imunização.

Ontem, o Brasil ultrapassou a marca de 191 mil mortos pela covid-19, segundo levantamento feito pelo consórcio de veículos de imprensa do qual o UOL faz parte.

domingo, 27 de dezembro de 2020

Jarlis Adelino Opinião em evidência, Fala Sobre Empregabilidade em Açailândia-MA


Muito se fala em empregabilidade no município, Açailândia-MA, já foi um grande seleiro de emprego e renda, porém estamos vivendo um momento difícil, depois do fechamento de grandes siderúrgicas muitos outros seguimentos econômicos também sofreram e sofre até hoje gerando fechamento do comércio e perda de mão-de-obra. O que pode ser feito para resgatarmos a empregabilidade no município.

Dentre as medidas de combate ao desemprego mais citadas pode-se enumerar: facilitação do consumo e do crédito, incentivo ao investimento privado, implementação de políticas fiscais e monetárias adequadas, aumento das despesa pública (com ampla utilização do Estado e do próprio município como empregador e com o desenvolvimento de políticas, isso por si só mexe com a economia e de forma automática impulsiona a geração de emprego em renda. Açailândia já deu o primeiro passo, quando decidiu continuar com o governo municipal, isso trouxe sem dúvida estabilidade política ao município, agora é aguardar as atitudes administrativas torcendo para que o prefeito Aluísio Silva Sousa acerte nas indicações políticas e técnicas do seu novo governo.

Por Jarlis Adelino
Redação do Blog Jarlis Adelino

CEO do Grupo Itapemirim anuncia saída da empresa

 Rodrigo Vilaça, CEO do Grupo Itapemirim, foi o primeiro executivo da empresa a dar pistas e a divulgar o projeto de criação da empresa aérea, ainda no início de 2020.


Em matéria publicada durante esse feriado de Natal, o Jornal O Globo reportou que Rodrigo Vilaça deixou a posição de CEO do grupo após desentendimentos com o dono do conglomerado, Sidnei Piva.

Não foram detalhados quais os pontos de conflito entre os dois executivos ou como isso afetará os planos da empresa, principalmente da ITA Transportes Aéreos, que planeja iniciar no transporte regular de passageiros em março de 2021.

Outros projetos da empresa e que estavam sendo executados por Vilaça incluem entrar na concessões de ferrovias, integrando o modal aéreo, rodoviário e ferroviário, algo até então inédito no país.

No setor aéreo, a empresa planeja receber a primeira aeronave no começo do próximo mês, a qual está na Espanha, segundo informações de executivos da empresa. Enquanto isso, a equipe da empresa aérea, que segue liderada por Tiago Senna, trabalha para certificar a empresa e homologar suas bases. Recentemente, as contratações para pessoal de solo começaram e, do lado dos tripulantes de voo, os treinamentos já estão avançando

Opinião em Evidencia - A atual e pobre música brasileira e Internacional o que será que aconteceu ?

A qualidade de certas músicas brasileiras já foi questionada por diversos personagens do universo artístico. Recentemente o cantor Victor, da dupla sertaneja Victor e Léo, fez um discurso ácido se referindo ao atual momento de nossa música sertaneja: "Não deixaria meus filhos ouvirem a maioria das músicas sertanejas atuais. Pornografia e sensualidade excessiva em canções não são para criança ouvir".

O compositor criticou as músicas que exploram o duplo sentido em suas letras, mas a sertaneja é apenas uma gota em meio a um oceano de baixa qualidade musical, algo não muito diferente ocorre em outros universos. Estilos como o funk, o axé e o pagode passam por um momento sofrível no que diz respeito à inovação e qualidade musical. Infelizmente a época em que vivemos não pode ser considerada lá tão inovadora, seja para esses estilos mais novos, seja para tantos outros que em outras épocas espelharam toda uma revolução social, como a MPB, por exemplo.

Não sou um compositor e tampouco tenho qualquer tipo de formação musical, mas existem certos tipos de músicas que incomodam tão somente por causa de suas letras recheadas de ostentação, vulgaridade e violência. Como dizer que há crítica social ou mesmo algum tipo de criatividade nas seguintes músicas: o funk "cola a bunda no chão vai, cola a bunda no chão vai, cola a bunda no chão vai"; a sertaneja "ponho o carro, tiro o carro, à hora que eu quiser, que garagem apertadinha, que doçura de mulher, tiro cedo e ponho à noite, e às vezes à tardezinha"; ou ainda o pagode com letras como "eu chego no pagode chamando a atenção, todo mundo para pra ver a atração, carro importado, perfume mais caro só roupa de marca, ninguém entende nada". Poderia citar tantas outras músicas, mas algumas contêm tanta baixaria que nem ao menos podem ser citadas neste espaço.

Infelizmente, boa parte das músicas aliena ao passo que não lança um olhar crítico a nossa sociedade. Pelo contrário, desvaloriza a mulher, incentiva a violência e cria um processo de comercialização de atitudes, ideias e comportamentos. Hoje, pouca novidade há na produção musical, além disso, até mesmo a música evangélica, que deveria servir para outro fim que não fosse meramente o lucro, tem vivido uma fase extremamente pobre. Grande parte do que é produzido pela indústria cultural não tem nada de novo, ousado ou mesmo crítico, na verdade, não passa de mais do mesmo. Mas vou além, onde estão os novos poetas, escritores, compositores e críticos? Vivemos um momento não muito frutífero no que concerne à cultura.

Parafraseando uma famosa música de Rita Lee: o que foi que aconteceu com a música popular brasileira? Com aquelas músicas que moviam multidões e que questionavam a sociedade e a realidade social. Existem músicas tão importantes que se tornaram verdadeiros registros históricos da humanidade, é o caso dos artistas que descreveram os períodos mais duros do regime militar, como, por exemplo, a canção "Deus lhe Pague", de Chico Buarque, em que o compositor utiliza a ironia para fazer críticas à situação repressiva que os brasileiros viviam: "Por esse pão pra comer, por esse chão pra dormir, a certidão pra nascer e a concessão pra sorrir. Por me deixar respirar, por me deixar existir. Deus lhe pague". O rock nacional também já foi mais frutífero, quem não se lembra das letras carregadas de críticas sociais da banda Legião Urbana, a exemplo da música "Geração Coca-Cola": "Quando nascemos fomos programados a receber o que vocês nos empurraram com os enlatados dos USA, de 9 às 6. Desde pequenos nós comemos lixo, comercial e industrial".

Mas hoje, as músicas da moda, em sua maioria, não carregam nada além de vulgaridade, erotização e violência, são apenas medíocres. Hoje, sim, poderíamos chamar de Idade das Trevas a fase cultural em que vivemos. A expressão que caiu em desuso foi utilizada pelo estudioso italiano Francesco Petrarca, para denunciar a literatura latina da Alta Idade Média (do século V ao X) e denominar um período que, segundo ele, nada de útil produziu. Mas, para nós, ainda há esperanças. No entanto é preciso que uma revolução cultural aconteça. Talvez nem mesmo nossa geração veja essas mudanças, mas é preciso que nossa nação invista na produção cultural verdadeira e não na diversão pública. A música precisa voltar a ser portadora de tradições e não um mero conjunto de palavras inúteis.

Opinião: Se olharmos para trás, na história da música brasileira, em todos os seus gêneros, vamos constatar o óbvio, muito se perdeu em qualidade e criatividade nas duas últimas décadas. A impressão que eu tenho é de que tudo que deveria ser criado, em termos de qualidade no cenário musical, foi feito antes dos anos 2000. Pelo menos no que se refere ao que está sendo tocado nos meios de comunicação do País. É claro que toda regra tem exceções e vez ou outra, muito raramente até, aparece uma música que compensa a gente dedicar o tempo para ouvi-la.

No geral, o que tem feito sucesso nas duas últimas décadas são hits completamente descartáveis. A indústria fonográfica só investe em ‘porcarias’ e há uma padronização em alguns gêneros que enjoa. É o coletivo se sobrepondo ao individual.

OMS adverte que Covid-19 não será ‘a última pandemia’

 A Organização Mundial da Saúde (OMS) advertiu que o novo coronavírus não será a última pandemia e lembrou que os avanços sanitários serão insuficientes se não houver mudanças com relação ao aquecimento global e o bem-estar animal.


O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, alertou para “o perigo dos comportamentos de curto prazo”, em uma mensagem de vídeo gravada por ocasião da celebração no domingo do primeiro Dia Internacional de Preparação para Epidemias.

“A história nos mostra que não será a última pandemia”, afirmou, destacando que é preciso tirar boas lições da pandemia do novo coronavírus.

“Durante muito tempo, o mundo agiu em meio a um ciclo de pânico e negação”, assegurou.

“Gastamos dinheiro quando a crise eclode, mas quando acaba, nos esquecemos e não fazemos nada para prevenir a seguinte. É o perigo dos comportamentos de curto prazo”, lamentou o diretor-geral desta agência da ONU.

O primeiro Informe anual sobre Preparação Mundial de Emergências Sanitárias, publicado em setembro de 2019, já havia alertado para a pouca preparação da humanidade para grandes pandemias, meses antes de começar a crise da covid-19.

“A pandemia revelou os vínculos estreitos entre a saúde das pessoas, dos animais e do planeta”, disse.

“Todos os esforços para melhorar os sistemas sanitários serão insuficientes se não forem acompanhados de uma crítica da relação entre os seres humanos e os animais, assim como da ameaça existencial representada pelas mudanças climáticas, que estão transformando a Terra em um lugar mais difícil para se viver”, acrescentou.

O novo coronavírus provocou pelo menos 1,75 milhão de mortos e infectou 80 milhões de pessoas no mundo desde que os primeiros casos foram detectados na China, em dezembro de 2019, segundo contagem feita pela AFP com base em dados oficiais.

sábado, 26 de dezembro de 2020

Laudos de especialistas do Bahia apontam que Ramírez não foi racista com Bruno Henrique

 Segundo a perícia, o jogador do time baiano teria dito 'ta quanto?'



Depois da polêmica de injúria racial envolvendo Índio Ramírez, do Bahia, e Gerson, do Flamengo, um novo vídeo de uma discussão entre o jogador do time baiano e Bruno Henrique durante o jogo do último domingo promete causar mais discussões. O club tricolor resolveu contratar uma perícia própria para investigar o caso, e todos as cinco empresas contratadas apontam em laudo que o atacante não falou a palavra 'negro'.

Os laudos do Bahia contradizem as provas apresentadas pelo Flamengo, anunciadas pelo Vice Geral, Rodrigo Dunshee. O Rubro-Negro confirma veemente a ofensa de Ramírez a Bruno Henrique. 

De acordo com os laudos do Bahia, analisados também pelo especialista linguista e chileno, com a língua espanhola com língua materna, Eduardo Llanos, o jogador Ramírez não teria dito a palavra 'negro' e sim a frase provocativa, "Tá quanto?". 

O Flamengo resolveu não se pronunciar sobre os novos laudos apresentados pelo Bahia e disse que vai aguardar a decisão da Justiça.

Quanto ao caso de racismo com o jogador Gerson, imagens não foram capturadas no momento da discussão, em razão disso o caso é investigado por depoimentos.

Trabalhadores terceirizados da Vale denunciam abusos de poder na mineradora

Após a morte de Júlio Cordeiro, na sexta-feira (18), áudios e vídeos passaram a circular nas redes sociais

O turno de trabalho de mineradores terceirizados da Vale seguiu a rotina, neste sábado (19), em Brumadinho (MG), apesar de os funcionários se sentirem inconsoláveis com a morte do amigo Júlio César de Oliveira Cordeiro, de 34 anos. Ele era contratado pela empresa Vale Verde, terceirizada da mineradora Vale, e foi soterrado na última sexta-feira (18) após um deslizamento de terra de talude na Mina do Córrego do Feijão. 

Um desses funcionários, que não quis se identificar, disse à reportagem do Brasil de Fato que, em vez de acolhimento e palavras de conforto, ouviram da chefia: “Vocês precisam saber que trabalham na mineração, numa área com risco de rompimento, e cada um de vocês precisa ter a consciência que, assim como Júlio, pode não voltar mais para casa”. 
Há anos, o sentimento de medo é algo que acompanha o dia a dia dos trabalhadores da mineração e moradores do entorno, principalmente depois do crime da Samarco em Mariana (MG), em 5 de novembro de 2015, que deixou 19 mortos e um impacto ambiental devastador. Quatro anos depois, o rompimento da barragem da Vale em Brumadinho (MG), em 25 de janeiro de 2019, matou 272 pessoas, sendo que 11 continuam desaparecidas. A maioria das vítimas teve a vida ceifada enquanto vestia a camisa das empresas.

O operador de retroescavadeira Júlio César é a vítima mais recente. Morreu por asfixia, segundo laudo do Instituto Médico Legal (IML) de Minas Gerais, depois do desmoronamento de parte da encosta de um talude, que é um plano de terreno inclinado construído para garantir a estabilidade do aterro e conter os rejeitos de mineração. Cordeiro era casado e pai de um bebê de quatro meses. No dia da morte, chovia na região e ele fazia a limpeza da barragem B1 da Mina do Córrego do Feijão.

De acordo com Tatiana Telles e Koeler de Matos, chefe da Divisão de Medicina Legal do Interior da Polícia Civil de Minas Gerais, o corpo da vítima deu entrada no Posto Médico Legal de Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, como desconhecido. “Ao iniciarem os trabalhos de necropsia, encontraram um crachá e foram feitas diligências junto ao setor de saúde da empresa Vale, no sentido de se contactar a família para que esta comparecesse ao IML para o reconhecimento do corpo, que ocorreu na manhã de sábado (19)”. 

A família de Cordeiro vive na cidade de Santa Luzia (MG) e o trabalhador estava alojado em Mário Campos, que faz divisa com Brumadinho, há pelo menos 15 dias. 

Rotina dos trabalhadores da mineração

Amigos da vítima relatam o medo de seguir na mineração. Emocionado, um dos trabalhadores, em áudio* que circula em grupos de trabalhadores e que foi enviado ao Brasil de Fato, fala sobre o perigo de trabalhar na área.

“Eu falei, eu já tinha avisado ao meu supervisor. Os engenheiros falaram que a gente podia subir. Essa chuva que deu ontem avacalhou o trem todo. Esse trem tá perto de estourar de novo, esse demônio desse trem. Que raiva desse demônio desse trem, essa empresa aqui não presta, não”, desabafa. 

Dias antes da morte desta sexta-feira, outro trabalhador registrou seu pavor, por meio de um vídeo*, diante dos riscos da atividade minerária. Ele pede que sua família guarde seu depoimento como prova da violência invisível que sofre a cada dia na mineração em Brumadinho.

“Estou fazendo esse vídeo aqui pra me precaver. Se acontecer qualquer coisa, vocês mandam pra minha família, minha mãe. Isso é um absurdo, essa barragem aqui, olha. O trem está todo encharcado. Olha aonde que eu estou, esse inferno aqui, olha. Isso aqui é o inferno, isso aqui não pode existir não. Olha isso aqui, olha lá. ‘É os primeiro’ a morrer. Mas infelizmente precisa, né? Precisa. Se vocês não conhecem o inferno, é só vir aqui”, declara.

Segundo Marta Freitas, coordenadora do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), historicamente, as mineradoras não zelam pela segurança adequada dos seus trabalhadores e infringem leis. “A mineração é o lugar mais perigoso do mundo para se trabalhar. No caso do Brasil, a chance de você morrer na mineração é três vezes maior do que em qualquer outra atividade. As condições de trabalho são péssimas, mesmo nas grandes empresas, que têm programas internacionais e certificados. Na prática, elas não respeitam a legislação”, denuncia. 

Ainda de acordo com Freitas, as mineradoras descumprem sistematicamente a norma NR 22, que regulamenta a segurança e a saúde ocupacional de trabalhadores da mineração. 

“A norma prevê, por exemplo, que o trabalhador tenha o direito de se recusar a realizar uma atividade caso se sinta em risco na operação. Mas recusar como? Ele tem que falar com o chefe e, se o chefe não concordar, precisa falar com outro de maior grau na hierarquia. Quem avalia se você vai ou não continuar como terceirizado? Trabalhar em mineração significa ter direitos negados. Um deles, que a Organização Internacional do Trabalho aponta é exatamente essa opressão, o desrespeito, o assédio”, conclui.

Violência Invisível

Cordeiro morreu na mesma data em que foi aprovado na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) o projeto de Lei 1200/15 que qualifica os direitos e a luta da população atingida por barragens. Apesar da vitória, Minas Gerais ainda está longe de comemorar avanços concretos na legislação. 

Meses depois da ruptura da barragem B1, em Brumadinho, em julho de 2019, outro trabalhador gravou um vídeo* na barragem B6, onde uma obra seria feita, denunciando os riscos que poderiam envolver a intervenção. O material foi enviado diretamente à reportagem do Brasil de Fato.



“Eles estão querendo que a gente faça um corte de 13 metros de profundidade. Tem uma sonda em cima, bem no talude, tem uma sonda embaixo, no pé do talude, onde vai iniciar o corte, que vai até o encontro do talude da B6. Estou trabalhando com medo. A barragem 6 tá tranquila no momento, mas o que sobrou da 1, na sexta, teve uns tremores de 2 graus. Lá em cima, na ombreira esquerda. Estou com medo”, afirma.

A obra chegou a ser paralisada depois de denúncias, mas foi retomada com acompanhamento de auditores do Ministério Público de Minas Gerais e do Corpo de Bombeiros. Nenhum acidente foi registrado no local. Segundo apurou a reportagem, esse trabalhador decidiu deixar o serviço por medo de morrer durante a atividade.

Recomeço

Em 25 de janeiro de 2019, Reinaldo Augusto das Chagas, aos 41 anos, viveu o pior dia da sua vida, e renasceu da lama. Ele dirigia um caminhão-pipa de uma empresa terceirizada e estava dentro da área da mineradora Vale no momento do rompimento da barragem B1. Ele é um dos 64 sobreviventes da tragédia. 


Reinaldo Chagas sobreviveu ao rompimento de Brumadinho (MG), ao retornar ao trabalho na terceirizada da mineradora também se deparou com abusos e saiu da empresa / Carlos Hauck

Reinaldo diz que sentiu o chão tremer e viu a avalanche de rejeitos passar por cima de colegas que gritavam por socorro. Mesmo depois de quebrar o pé na tentativa de fugir, ele conseguiu continuar correndo, com o apoio de um sobrinho, que pedia para que ele não desistisse. Reinaldo se emociona ao lembrar do sentimento de impotência por não ter conseguido salvar os amigos.

“Depois que souberam que havia sobreviventes, a mineradora mandou um ônibus para buscar a gente. Me deixaram no ponto e eu caminhei até minha casa, como se fosse um dia qualquer de trabalho. Andei um quilômetro, por meia hora, com a roupa completamente suja de lama e o pé quebrado. Ao chegar à rua, uma surpresa: todos estavam me esperando. Foi muito emocionante!", conta, lembrando que passou 6 horas sem contato com a família, ainda nas instalações da Vale.  


A foto, postada pela irmã de Reinaldo nas redes sociais, mostra a chegada do trabalhador e de seu sobrinho sobreviventes.   / Reprodução

Reinaldo relata que até hoje não foi chamado pela Vale para passar por nenhum exame médico e que foi convocado para voltar ao trabalho menos de uma semana após a tragédia. Em um momento após seu retorno, no refeitório, ele teria escutado críticas de um gestor devido à tristeza e ao abatimento da equipe. “Ele falou pra gente que quem morreu, acabou. Quem ficou tinha que trabalhar e deixar o passado para trás. Eu fiquei revoltado”, relata.

Uma revolta que levou o trabalhador a deixar de vez a mineração e investir em outro caminho, segundo ele, mais seguro e digno. Abriu um lava-jato, onde trabalha diariamente, com a ajuda da família. Ele veste o uniforme usado no dia do desastre. “Eu uso como um amuleto de sorte. Me lembra da minha força naquele momento. Eu não desejo aquilo para ninguém”.
A morte de mais um trabalhador é, para Reinaldo, a comprovação de uma tragédia anunciada. “Já havia rumores de que o local era instável. O banco já estava desabando, e eles estavam arrumando. Sabiam do risco, o que demonstra, mais uma vez, a imprudência. Aí a gente se pergunta: até quando as pessoas vão precisar morrer e as famílias chorar a dor da perda dos seus parentes?”, questiona.

Sindicato diz ter alertado a Vale 

Segundo Eduardo Armond, diretor do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Pesada de Minas Gerais, desde o ano passado, reuniões são solicitadas à Vale. O objetivo desses encontros seria discutir a situação de segurança e saúde dos trabalhadores em todas as suas áreas de atuação. 

“Em especial, queremos o cumprimento da NR 22. Até hoje não conseguimos retorno da mineradora para composição das comissões de situação de trabalho. Nós avisamos que, com as chuvas, a tendência era ocorrer outra tragédia. Nosso desejo era o de prevenir, solicitar urgentemente que o ritmo de trabalho diminuísse e tivesse acompanhamento do sindicato, mas a Vale não nos retornou ainda”, afirma.

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Sobre as denúncias de assédio por parte de gestores da Vale para que funcionários cumpram suas atividades, mesmo que abalados psicologicamente, Armond afirma que tais relatos são recorrentes. “Sei que denúncias de assédio por parte de lideranças das terceirizadas são comuns. O que acontece é que a Vale pressiona as terceirizadas e essas reproduzem o assédio”, argumenta.

Neste domingo (20), o  sindicato informou que a nova solicitação para composição da comissão de situação de trabalho na mineração foi atendida pela Vale. A reunião foi marcada para esta segunda-feira (21). 

Os alvarás de funcionamento e localização da Vale e de suas terceirizadas na cidade estão suspensos por um decreto da prefeitura de Brumadinho. Segundo o documento, o objetivo é que as causas da morte possam ser esclarecidas e "garantidas as condições de segurança para os trabalhadores que atuam no local”.

Até o fechamento desta reportagem, a assessoria de imprensa da mineradora não atendeu às ligações e solicitações de resposta enviadas por e-mail pelo Brasil de Fato.

*No áudio e nos vídeos desta reportagem, o Brasil de Fato distorceu a voz dos trabalhadores para preservar suas identidades.