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quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

Citroen Ressurge no Brasil, o Novo C4 já é Sucesso de Vendas, Agora Lança o C4 Cactus para pessoas com deficiência

Marca francesa troca novamente a versão para pessoas com deficiência, oferecendo mais equipamentos

A Citroën ainda está tentando ajustar a oferta do C4 Cactus para pessoas com deficiência. Durante o lançamento do carro, a opção para PCD era a versão Feel, meses depois trocada pela configuração Live, com menos equipamentos. Agora a marca diz que está se adaptando às exigências deste público e volta a oferecer o crossover na versão Feel Business, por R$ 69.990, caindo para R$ 55.228,47 com as isenções, porém com menos equipamentos do que a antiga configuração Feel para PCD. E quem já encomendou o C4 Cactus Live Business irá receber a nova versão sem custo adicional.
Há uma melhora na lista de equipamentos do Citroën C4 Cactus Feel Business, que passa a incluir central multimídia com câmera de ré, ar-condicionado digital e alarme. Porém, comparada à primeira versão do Feel Business, ficou sem o volante multifuncional, faróis de neblina, piloto automático e rodas de liga leve de 17”. Ainda conta com controle de estabilidade e tração, assistente de partida em rampas, direção elétrica, retrovisores com ajuste elétrico e vidros elétricos dianteiros e traseiros com função one touch.
A motorização segue a mesma: 1.6 16V FlexStart aspirada, que gera 122 cv a 5.800 rpm e 16,4 kgfm de torque a 4.000 rpm, com etanol, sempre em conjunto com o câmbio automático de 6 marchas. Já o 1.6 turbo de 173 cv e 24,5 kgfm está disponível somente na versão Shine, a partir de R$ 95.490, valor que o deixa fora do limite de R$ 70 mil para receber todos os descontos para PCD.
Fotos: divulgação

Galeria: Citroën C4 Cactus Feel Business

Damares Alves gera polêmica, virá piada nas redes sociais

'Menino veste azul e menina veste rosa': frase de Damares Alves gera polêmica

Vídeo que mostra a ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos foi gravado após o discurso de posse

Futura ministra de Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves
Futura ministra de Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves - 
Brasília - Um vídeo da ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, percorreu as redes sociais nesta quarta-feira. Nele, Damares afirma que "é uma nova era no Brasil" e que "menino veste azul e menina veste rosa". 
A gravação foi feita na quarta, dia em que a ministra tomou posse do cargo. No fim do vídeo, ela foi aplaudida pelo público presente. Na cerimônia, Damares ressaltou que "menina será princesa e menino será príncipe".
O vídeo foi um dos assuntos mais falados do Twitter. Alguns usuários da rede ironizaram a fala da ministra: "Frozen indo tirar satisfação com a dona Damares pra saber essa história de que menino veste azul e menina veste rosa"; "Putz, como a Damares Alves vai ficar sabendo que as princesas vestem azul? Com certeza cor tem gênero e elas são meninos né". 

Thammy Miranda é pego de surpresa e deve assumir vaga como vereador em São Paulo

A partir de fevereiro ele vai ocupar uma vaga na Câmara de Vereadores da maior cidade do Brasil.

"Filho" de Gretchen, o ator Thammy Miranda deve se tornar vereador pela cidade de São Paulo.

É que após a última eleição municipal realizada no final de 2016 o filho de Gretchen conquistou 12408 votos, o que lhe garantiu o cargo de suplente.
Só que o ocupante da cadeira na câmara de vereadores, Conte Lopes, do PP, vai ser diplomado deputado estadual.
Assim, Thammy será intimado a assumir o cargo.
Se tudo sair como o previsto, o ator deve ocupar a posição a partir de fevereiro e deve serguir até o final de 2020 quando serão realizadas novas eleições municipais.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

Alistamento militar vai até o fim de junho

As inscrições podem ser feitas online ou nas Juntas de Serviço Militar

Começa nesta quarta-feira o prazo para que jovens que completarão 18 anos em 2019 se alistem para o serviço militar obrigatório. As inscrições vão até o último dia útil de junho e pode ser feita pelo site www.alistamento.eb.mil.br ou pessoalmente nas Juntas de Serviço Militar.
O alistamento é obrigatório para jovens do sexo masculino, mas, constitucionalmente, as Forças Armadas (Aeronáutica, Exército e Marinha) devem atribuir serviço alternativo às atividades de caráter essencialmente militar para os candidatos que alegarem “imperativo de consciência” para não prestar serviço militar por crença religiosa ou convicção filosófica ou política.
O jovem que não se alistar pode ser punido com uma multa cujo valor varia conforme o tempo decorrido até que se apresente à Junta Militar. Além disso, quem não regulariza sua situação pode ser impedido de tirar passaporte, ser empossado em cargo público, entre outras sanções.
Segundo o Ministério da Defesa, além de prover e capacitar quadros para as Forças Armadas (Aeronáutica, Exército e Marinha), o Serviço Militar “é um importante instrumento de afirmação da unidade nacional”.
Seleção
Feito o alistamento, os inscritos deverão ficar atentos à data em que deverão comparecer para participar do processo de seleção que, habitualmente, ocorre de fevereiro a novembro. A data para o comparecimento à Comissão de Seleção deve ser consultada no mesmo site de alistamento.
De acordo com o Ministério da Defesa, os recrutas são escolhidos por dois critérios principais. O primeiro é a combinação do vigor físico com a capacidade analítica, medida de maneira independente do nível de informação ou de formação cultural. O segundo é o da representação de todas as classes sociais e regiões do país. A seleção também leva em conta aspectos culturais, psicológicos e morais.

Bolsonaro assina MP que retira LGBTs das diretrizes dos Direitos Humanos

Para a deputada federal Talíria Petrone (Psol), a edição desta MP representa o aprofundamento da exclusão daqueles que já eram excluídos

Brasília - O presidente Jair Bolsonaro assinou, nesta terça-feira, uma Medida Provisória (MP) na qual os LGBTs ficaram de fora das diretrizes do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, da pastora Damares Alves. A MP 870/19 estabelece a organização básica dos órgãos da Presidência da República e dos Ministérios. A edição foi publicada nesta terça-feira no Diário Oficial da União. 
No governo Bolsonaro, o Ministério dos Direitos Humanos foi transformado em Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos. Na MP estão listados como diretrizes e políticas destinadas à promoção dos direitos humanos: direitos da mulher, da família, da criança e do adolescente, da juventude, do idoso, da pessoa com deficiência, da população negra, e das minorias étnicas e sociais.
Para a deputada federal Talíria Petrone (Psol), a edição desta MP representa o aprofundamento da exclusão daqueles que já eram excluídos. "Somos o país que mais assassina LGBTs. Há estupro coletivo de mulheres lésbicas, negação da existência das pessoas trans. Retirar essa população, já tão marginalizada, das diretrizes dos Direitos Humanos é reforçar a morte e segregação dessas pessoas. É com muito repúdio que a gente vê essa invisibilidade dos LGBTs na pauta dos Direitos Humanos", disse a deputada.
Para a parlamentar, os Direitos Humanos devem corrigir as desigualdades. Por isso, mesmo que diretrizes para a Comunidade LGBT sejam abrigadas em outra pasta, é impossível pensar em Direitos Humanos sem considerar especificidades, como orientação sexual e identidade de gênero.
fonte: https://meiahora.ig.com.br

Bolsonaro assina primeiro decreto e confirma salário mínimo em R$ 998,00 Valor Fica Abaixo da Estimativa do Orçamento da União que era de R$ 1.006,00

Orçamento formulado pelo governo Temer previa R$ 1.006. Fórmula utilizada considera inflação de 2018, que deve ficar abaixo do esperado, e variação do PIB.

Decreto assinado pelo presidente Jair Bolsonaro e publicado nesta terça-feira (1º) em edição extra do "Diário Oficial da União" fixou o salário mínimo em R$ 998 neste ano. O valor atual é de R$ 954.
Com isso, o valor ficou abaixo da estimativa que constava do orçamento da União, de R$ 1.006. O orçamento foi enviado em agosto do ano passado pelo governo Michel Temer ao Congresso.
O que a equipe econômica do governo Michel Temer dizia é que a inflação de 2018 (um dos fatores que determinam o valor) vai ser menor que o projetado anteriormente - quando foi proposto salário mínimo de R$ 1.006 em 2019.
De acordo com informações do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócioeconômicos (Dieese), o salário mínimo serve de referência para o rendimento de cerca de 48 milhões de trabalhadores no Brasil.

Flávio Dino toma posse no Maranhão e propõe conclusão de obras federais com recursos do estado

Durante evento, governador disse que o contato com o governo federal será feito esta semana para propor a conclusão de creches no interior do Maranhão.

Flávio Dino (PCdoB) tomou posse, pela segunda vez, como governador do Maranhão, na tarde desta terça-feira (1º), na Assembleia Legislativa do Maranhão, em São Luís. A sessão solene no plenário Nagib Haickel foi conduzida pelo deputado Othelino Neto (PCdoB), presidente da casa. O vice-governador Carlos Brandão (PRB) foi empossado logo em seguida. Em seu primeiro discurso, anunciou investimentos nas áreas de assistência social e educação, como a proposta que fará ao governo federal para concluir obras incabadas no interior referentes à creches. 
Segundo Flávio Dino, ele irá propor ao governo federal que as obras federais paradas de creches em cidades do interior maranhense sejam concluídas com recursos do estado. “Estou dirigindo um ofício ao excelentíssimo Ministro de Estado da Educação oferecendo ajuda financeira do Maranhão, para a conclusão das creches federais paradas no nosso estado. Nós temos creches federais paradas em vários municípios do Maranhão e nós queremos que essas creches sejam concluídas e dada a seriedade do nosso compromisso e da ajuda da bancada federal do Maranhão”, afirmou.
Ainda sobre a educação, anunciou ainda o investimento quanto ao transporte escolar para os municípios do interior. “A aquisição de mais 200 ônibus escolares para serem distribuídos aos municípios do Maranhão, também o acompanhamento de todas as redes municipais visando a mensuração do próximo IDEB, para que nós possamos ter resultados sustentáveis, não só a rede estadual eleve sua nota, mas também as redes municipais”, concluiu. 
Antes, anunciou o programa Cheque Cesta Básica. A iniciativa deve conceder apoio financeiro com recursos do ICMS de produtos consumidos na cesta básica para as mulheres gestantes do estado, por um período de nove meses.
“Pela primeira vez no nosso país, existirá um programa de devolução do ICMS sobre os produtos da cesta básica. Todos os impostos arrecadados com a cesta básica serão transformados em benefícios sociais. O primeiro deles, cujo o decreto regulamentador será assinado hoje perante a Assembleia, refere-se as mulheres gestantes. Nós devemos começar no máximo no mês de maio o pagamento de R$ 900 para cada gestante do Maranhão em parcelas, de acordo com uma condicionalidade, ou seja, o comparecimento nas consultas de pré-natal nos seis meses, as seis consultas, durante os nove meses de gestação e mais três meses na vida da nova criança. Serão nove parcelas de R$ 100 com o objetivo de combater a desigualdade social e ao mesmo tempo a mortalidade infantil. Porque nós sabemos que a boa alimentação é um caminho para que nós possamos ter uma gestação de qualidade, com segurança, para as mães mais pobres do Maranhão”, disse. 

Solenidade

O governador chegou a Assembleia Legislativa por volta das 16h desta terça-feira (1º) acompanhado da primeira-dama, Daniela Lima. Ele foi recepcionado pelo deputado reeleito Otlhelino Neto. Em seguida, foi cumprimentado por outros parlamentares que também o aguardavam na entrada do Palácio Manoel Beckman. 
À mesa estiveram ainda autoridades como o presidente do Tribunal de Justiça (TJ-MA), desembargador José Joaquim Figueiredo dos Anjos, os senadores eleitos Weverton Rocha (PDT) e Eliziane Gama (PPS), o presidente da Câmara dos Vereadores de São Luís, Osmar Filho (PDT), o prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda (PDT), entre outros. O plenário recebeu outras autoridades que acompanharam a sessão de aproximadamente 1h30. 
Em discurso à imprensa, Flávio Dino falou ainda que pretende fazer um governo com equilíbrio fiscal rigoroso, voltado também para as questões de direitos humanos, afirmando que “todos e todas vivam em uma sociedade democrática e igualitária”. Destacou ainda que quer fazer investimentos com recursos públicos, mas também criar um ambiente mais favorável ao investimento da iniciativa privada. 
Depois da solenidade na Assembleia Legislativa, o governo e o vice seguiram para o Palácio dos Leões, na Praça Dom Pedro II, Centro Histórico, onde foi realizada a cerimônia de recondução ao cargo.

Aposentados com salário mínimo receberão valor reajustado em 25 de janeiro

A partir de quarta-feira, 2 de janeiro, o INSS retoma os depósitos da última folha de pagamentos de 2018

Data exata para que o dinheiro caia na conta dos segurados depende do número final do cartão de benefício

Os aposentados e pensionistas do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) com benefício igual ao salário mínimo receberão os valores reajustados a partir do dia 25 de janeiro. O índice ainda não está finalizado, mas a última previsão do governo Michel Temer (MDB) foi de um aumento final de 5,45%, levando o piso dos salários e aposentadorias dos atuais R$ 954 para R$ 1.006. Para quem recebe acima do salário mínimo, o depósito do benefício reajustado começará em 1º de fevereiro.
Se o último índice de inflação previsto pelo governo for o confirmado no início deste próximo ano, as aposentadorias, pensões por morte e auxílios acima do salário mínimo serão pagas com uma correção de 4,20%. A data exata em que o valor cai na conta dos segurados depende do número final do cartão de benefício. O índice final de reajuste do mínimo segue indefinido por duas razões. A primeira é que o presidente Michel Temer não publicou o decreto com os novos valores -ele ainda pode fazê-lo nesta segunda-feira.
Histórico
Apesar de não ser obrigatório definir esse valor antes da virada do ano, tradicionalmente a publicação saía nos últimos dias. Em 2017, a assinatura foi em 29 de dezembro. O outro motivo está ligado ao índice de inflação, que, por tratar do período acumulado de janeiro a dezembro de 2018, ainda não está fechado. O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgará o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) no dia 11 de janeiro de 2019.
Depósitos são retomados na quarta. Nesta semana, a partir de quarta-feira, 2 de janeiro, o INSS retoma os depósitos da última folha de pagamentos de 2018, referente ao mês de dezembro. Depois da pausa para Ano-novo, os depósitos serão feitos a quem recebe o piso e tem cartão final 6, e para os benefícios maiores que o salário mínimo, de quem tem cartão final 1 e 6.
O dinheiro cairá na conta dos segurados até o dia 8 de janeiro, conforme o calendário oficial do instituto. Esses valores ainda são pagos sem reajuste, pois ainda tratam da folha de aposentadorias e pensões referentes ao mês de dezembro deste ano.

Governo vai dar prosseguimento ao processo de privatização da Eletrobras, diz novo ministro de Minas e Energia

Almirante Bento Albuquerque Júnior participou da transmissão de cargo nesta quarta-feira. Projeto de lei que permitiria a capitalização da Eletrobras não foi aprovado durante o governo Temer.

O novo ministro de Minas e Energia, o almirante Bento Albuquerque Júnior, afirmou nesta quarta-feira (2) que dará prosseguimento ao processo de capitalização da Eletrobras. O processo, iniciado durante o governo do ex-presidente Michel Temer, previa a privatização da estatal através da emissão de ações.
Após a emissão de papéis, a União ficaria com menos de 50% das ações da estatal e não teria mais o controle da empresa. O projeto que permitiria a operação, no entanto, não foi apreciado pelo Congresso Nacional em 2018. 
“Ainda no setor elétrico, sempre se levando em consideração o interesse público, se dará prosseguimento ao processo em curso de capitalização da Eletobras”, disse Bento Albuquerque.
O novo ministro de Minas e Energia assumiu o cargo nesta quarta-feira, em uma cerimônia que contou com a presença do ex-ministro de Minas e Energia Moreira Franco e do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ). 
Após participar da cerimônia, o presidente da Eletrobras, Wilson Ferreira Júnior, afirmou que recebeu o convite do ministro Bento Albuquerque para permanecer à frente da estatal.
Wilson foi nomeado como presidente da Eletrobras em 2016, após o presidente Michel Temer assumir a presidência da República.

Setor elétrico

Durante seu discurso, o novo ministro afirmou que vai se empenhar para reduzir encargos e subsídios pagos na conta de luz.
Ele também falou que vai identificar o real custo e benefício das fontes de energia, defendeu o uso de energias renováveis e falou em ter um “diálogo objetivo, desarmado e pragmático” sobre energia nuclear. 
“O Brasil não pode se entregar ao preconceito e a desinformação desperdiçando duas vantagens competitivas raras que temos no cenário internacional: o domínio da tecnologia e do ciclo do combustível nuclear e a existência de grandes reservas de urânio em nosso território”, afirmou.

Perfil

Bento Albuquerque Júnior foi diretor-geral de Desenvolvimento Nuclear e Tecnológico da Marinha, quando esteve à frente do Programa Nuclear da Marinha. Ele tem pós-graduação em Ciências Políticas e MBA em gestão pública e em gestão internacional.

Moro promete endurecer leis contra crimes e garantir prisão em 2ª instância.

Em discurso de posse nesta quarta-feira (2), o novo ministro da Justiça e Segurança Pública, o ex-juiz federal Sergio Moro, prometeu adotar em sua gestão medidas para endurecer as leis contra corrupção e crime organizado no país. Entre suas primeiras ações está um projeto de lei anticrime, a ser apresentado ao Congresso no início da próxima legislatura, em fevereiro. Moro também afirmou que pretende "deixar mais clara" na lei a obrigatoriedade do cumprimento da pena após condenação em segunda instância, entre outras propostas.
"A missão prioritária dada pelo senhor presidente Jair Bolsonaro foi clara: o fim da impunidade da grande corrupção, o combate ao crime organizado e a redução dos crimes violentos. Tudo isso com respeito ao Estado de direito e para servir e proteger o cidadão", disse Moro. Leia a íntegra do discurso do novo ministro. Apesar de afirmar que seus planos para o ministério ainda estão em elaboração, Moro defendeu como propostas do pacote a ser enviado ao Congresso a previsão de operações policiais disfarçadas e a proibição de progressão de pena para membros de organizações criminosas armadas, por exemplo. "Não haverá aqui a estratégia não muito eficaz de somente elevar penas", disse o ministro.
Moro ainda sugeriu que vai trabalhar para que o Depen (Departamento Penitenciário Nacional), órgão sob responsabilidade, "recupere" o controle do Estado sobre as prisões brasileiras. Também fez a defesa de um banco nacional de perfis genéticos, que classificou como um "instrumento de vanguarda para a elucidação de crimes" e "inibidor da reincidência criminosa".  Ao cabo de quatro anos, nosso compromisso é de que sejam inseridos no banco o perfil genético de todos os condenados por crimes dolosos no Brasil ou, se não conseguirmos a alteração pretendida na lei, de todos os condenados por crimes dolosos violentos Confira as promessas de Moro: 
Secretaria Nacional de Segurança Pública deve padronizar procedimentos, gestão e estrutura, respeitando autonomias locais, como foi feito na intervenção federal no Rio de Janeiro; 
Melhorar a qualidade das penitenciárias federais, destravando investimentos nas estruturas prisionais; 
Banco Nacional de Perfis Genéticos deve inserir, nos próximos quatro anos, dados de todos os condenados por crimes dolosos no Brasil; 
Evitar que refúgio criminoso no exterior seja alternativa; 
negar cooperação a quem solicitar refúgio por motivos político-partidários; 
Liberdade de ação para as polícias e para o Coaf; Reestruturar e fortalecer as diversas forças-tarefas e equipes policiais encarregadas de investigar a "grande corrupção"; 
Gestão e alienação do produto de tráfico de drogas; financiar a segurança pública e a recuperação dos dependentes químicos com os bens confiscados pelos criminosos; 
Apresentação do projeto de lei anticrime: ele deve prever operações policiais disfarçadas para combater o crime, a proibição de progressão de regime para membros de organizações criminosas armadas, e acordos de colaboração para que a Justiça possa resolver rapidamente casos criminais nos quais haja confissão.
Esse [prisão após 2ª instância] foi o mais importante avanço institucional dos últimos anos, legado do saudoso ministro Teori Zavascki. Pretendemos honrá-lo e igualmente beneficiar toda a população com uma Justiça célere, consolidando tal avanço de uma maneira mais clara na lei.

Após transferir demarcações para Agricultura, Bolsonaro diz que vai 'integrar' índios e quilombolas

Medida Provisoria editada pelo novo presidente determina que identificação, delimitação e demarcação de terras indígenas e quilombolas passa a ser atribuição do Ministério da Agricultura.

Depois de transferir para o Ministério da Agricultura a atribuição de demarcar terras indígenas e quilombolas, o presidente Jair Bolsonarovoltou a criticar nesta quarta-feira (2), em uma publicação no Twitter, a extensão de terras asseguradas por lei no país para índios e descendentes de escravos. Bolsonaro afirmou na rede social que o governo dele vai integrar essas duas populações na sociedade.
Em uma medida provisória editada nesta terça (1º) para reestruturar a Esplanada dos Ministérios, o novo presidente transferiu da Fundação Nacional do Índio (Funai) para o Ministério da Agricultura a atribuição de identificar, delimitar e demarcar reservas de índios. Até então, a atribuição de definir as terras indígenas era da Funai, fundação que era vinculada ao Ministério da Justiça e agora está sob o guarda-chuva do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos.
No mesmo ato, o novo chefe do Executivo tirou do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) – órgão que era vinculado à Casa Civil – a responsabilidade de definir áreas quilombolas. 
Na mensagem que publicou mais cedo no Twitter, Bolsonaro disse que menos de 1 milhão de pessoas vivem em terras indígenas e quilombolas. Ainda de acordo com o novo presidente, essas populações estão isoladas "do Brasil de verdade". 
"Mais de 15% do território nacional é demarcado como terra indígena e quilombolas. Menos de um milhão de pessoas vivem nestes lugares isolados do Brasil de verdade, exploradas e manipuladas por ONGs. Vamos juntos integrar estes cidadãos e valorizar a todos os brasileiros”, escreveu o presidente na rede social. 
Bolsonaro é critico antigo das demarcações de terras para índios e quilombolas. Em meio à campanha eleitoral, ele afirmou que, caso eleito, não demarcaria um centímetro a mais de reservas para essas duas comunidades. Na ocasião, ele disse que, no governo dele, os índios seriam "emancipados".
O presidente também já afirmou que manter índios em reservas demarcadas é tratá-los como "animais em zoológicos".