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terça-feira, 19 de julho de 2016

Abrafrigo faz alerta sobre possível crise no setor frigorífico

Segundo o sindicato, três fatores prejudicam o setor: enfraquecimento do consumo doméstico, desaceleração das exportações e o baixo preço pago pelo produto brasileiro no mercado internacional.
A Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo) faz um alerta em comunicado sobre uma possível crise "sem precedentes" que pode provocar impacto no setor, em breve. Na nota, divulgada nesta segunda, dia 18, o sindicato cita três fatores de dificuldades que, segundo a Abrafrigo, historicamente não costumam andar juntos, mas que desta vez ocorreram ao mesmo tempo. As situações citadas pelo sindicato são o enfraquecimento do consumo doméstico de carne bovina, desaceleração das exportações e o baixo preço pago pelo produto brasileiro no mercado internacional. O presidente da associação, Péricles Salazar, afirma, na nota, que a situação atual "está muito próxima a de fechamento de unidades e desemprego, algo que não imaginamos que pudesse vir a ocorrer tão cedo".
Sobre a demanda doméstica, a Abrafrigo observa que o consumo no Brasil já chegou a 40 quilos/ano por habitante, mas hoje está em 32 quilos/habitante/ano. Em relação às exportações, a associação afirma que o mercado externo tem sido de difícil crescimento por causa da diminuição das importações de países como Rússia e a Venezuela, por causa da queda da cotação do petróleo.
Apesar de quedas pontuais nas exportações brasileiras, dados da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) mostram que os embarques totais de carne bovina, considerando in natura, industrializados, cortes salgados e miúdos, aumentaram 12% no primeiro semestre de 2016 ante igual período do ano passado, totalizando cerca de 736 mil toneladas. Em receita, a alta foi de 1,3%, alcançando US$ 2,8 bilhões.
A Abrafrigo pondera que o Brasil exporta somente 20% da carne bovina que produz e que há a perspectiva de crescimento de pelo menos 4,1%, para um total de 1,915 milhão de toneladas exportadas no acumulado deste ano, mas que este possível resultado acima do registrado em 2015, perde sua força em virtude do terceiro fator: baixos preços do produto no mercado internacional. A instituição comenta que os baixos preços pagos pelo produto brasileiro fizeram com que o valor da desvalorização do real perante o dólar "fosse anulado e mesmo as empresas exportadoras correm risco de prejuízo".
Canal Rural

WhatsApp: Justiça do Rio manda bloquear aplicativo

Facebook recusou ceder informações para uma investigação policial.
Operadoras de telefonia foram notificadas para suspender acesso ao app.

A Justiça do Rio de Janeiro decidiu que o WhatsApp seja bloqueado em todo o Brasil, informou a GloboNews nesta terça-feira (19); veja reportagem no vídeo acima. As empresas de telefonia foram notificadas após o Facebook se recusar a cumprir uma decisão judicial para fornecer informações para uma investigação policial.
A decisão tomada pela juíza Daniela Barbosa manda as operadoras suspenderem o acesso imediatamente. Segundo a GloboNews, as provedoras de conexão foram notificadas da decisão por volta das 11h30.
Segundo Barbosa, o Facebook, empresa proprietária do WhatsApp, foi notificado três vezes para interceptar mensagens que seriam usadas em uma investigação policial em Caxias, na Baixada Fluminense.
Não é a primeira vez que um tribunal decide pela suspensão do acesso ao aplicativo no Brasil. Um dos bloqueiros anteriores ocorreu em dezembro de 2015, quando a Justiça de São Paulo ordenou que as empresas impedissem a conexão por 48 horas em represália ao WhatsApp ter se recusado a colaborar com uma investigação criminal. O aplicativo ficou inacessível por 12 horas e voltou a funcionar por decisão do Tribunal de Justiça de SP.
Ícone do Whatsapp, um dos aplicativos de conversa mais populares do mundo, é visto na tela de um smartphone (Foto: Fábio Tito/G1)Ícone do Whatsapp, um dos aplicativos de conversa mais populares do mundo, é visto na tela de um smartphone (Foto: Fábio Tito/G1)
Bloqueio em maio
A investigação que culminou no bloqueio do em maio deste ano foi iniciada após uma apreensão de drogas na cidade de Lagarto, a 75 km de Aracaju.
O juiz Marcel Montalvão pediu em novembro de 2015 que o Facebook informasse o nome dos usuários de uma conta no WhatsApp em que informações sobre drogas eram trocadas. As informações desse processo corriam em segredo de Justiça.
Segundo o delegado Aldo Amorim, membro da Diretoria de Combate ao Crime Organizado da Polícia Federal em Brasília, a investigação foi iniciada em 2015 e esbarrou na necessidade informações relacionadas às trocas de mensagens via WhatsApp, que foram solicitadas ao Facebook. A empresa não cumpriu a decisão.

domingo, 17 de julho de 2016

Empresas brasileiras ainda passam longe de novas dívidas

/Exame
Plataforma da Petrobras
Plataforma da Petrobras: a empresa captou quase 7  bilhões de dólares no exterior, numa “janela” de oportunidade
  
São Paulo — Por cerca de seis meses, de setembro de 2015 — quando a agência de risco Standard & Poor’s tirou o grau de investimento do Brasil — ao início de 2016, as empresas brasileiras viveram um período financeiramente caótico. A combinação de juros elevados com alta do dólar e bancos com medo de emprestar fez com que mesmo companhias saudáveis passassem por um sufoco danado.
As mais endividadas, como a siderúrgica CSN e a empresa aérea Gol, passaram a renegociar suas dívidas. Quem não conseguiu fechar acordo com credores pediu recuperação judicial — em junho, a operadora Oi, dona de uma dívida de 65 bilhões de reais, iniciou o maior processo desse tipo no país.
Além de enfrentar a pior recessão da história, as empresas têm de superar uma faceta nova da crise: um aperto sem precedentes no crédito. De janeiro a maio, as companhias instaladas no Brasil emitiram pouco mais de 19 bilhões de reais em títulos de dívida para financiar suas atividades, menos da metade do volume registrado no mesmo período de 2015.
Não houve abertura de capital nesse intervalo; algumas empresas, caso da operadora logística Rumo e da farmacêutica Brasil Pharma, fizeram ofertas de ações para pagar dívidas, em operações que somaram 3,5 bilhões de reais.
As captações no exterior alcançaram 8,3 bilhões de dólares — mas cerca de 80% desse valor veio apenas da Petrobras, que emitiu títulos lá fora para tentar reduzir seu endividamento. Quem recorreu ao mercado o fez por absoluta necessidade. Afinal, captar recursos está mais caro.
De acordo com um levantamento da empresa de análises econômicas Eleven Financial, o custo do financiamento das companhias brasileiras no mercado local mais que dobrou desde 2014. No mercado externo, a alta foi de quase 60%. A falta de interesse de empresas saudáveis por crédito também se deve à recessão.
“Muitas estão com grande capacidade ociosa. Não há por que fazer novos investimentos, ainda mais num cenário de incertezas”, diz Rafael Cagnin, economista do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial. A troca de governo representou uma tímida mudança nos ânimos — tanto das empresas quanto dos investidores.
Além da Petrobras, a mineradora Vale e o frigorífico Marfrig emitiram títulos de dívida no exterior entre maio e junho, depois da aprovação do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff no Senado.
“O mercado tem se mostrado muito volátil, mas estão surgindo janelas para emissões”, afirma Sonia Zagury, diretora de finanças da Vale, que captou 1,25 bilhão de dólares no início de junho (1 bilhão de dólares foi usado para pagar dívidas). Em geral, as empresas estão pagando mais caro para levantar recursos hoje do que há três anos. A Marfrig é uma exceção, já que seus números melhoraram nos últimos dois anos.
Os títulos atuais pagam um rendimento de 8% em dólares aos investidores, 5% menos do que a emissão feita em 2011. A empresa esperava captar 500 milhões de dólares, mas a demanda superou a expectativa e a companhia conseguiu 750 milhões de dólares. “O apetite dos investidores nos surpreendeu”, diz Eduardo Miron, diretor financeiro da Marfrig. 
O que pode ajudar as empresas brasileiras a se financiar no exterior é o fato de a taxa de juro estar baixíssima nos países desenvolvidos.
Os juros estão próximos de zero nos Estados Unidos e estão negativos há meses em países como Suécia, Suíça, Dinamarca, Japão e, mais recentemente, até mesmo na Alemanha — ou seja, os investidores estão pagando para emprestar dinheiro aos governos e às empresas de menor risco.
“Com os juros tão baixos, os investidores procuram oportunidades, e é aí que podem entrar os papéis das empresas brasileiras se o país mostrar alguma estabilidade”, diz Roberto Dib, sócio da assessoria financeira Tag. No Brasil, os juros elevados ainda têm assustado as empresas, que já estão em situação frágil.
“As companhias têm medo de estruturar uma emissão e precisar pagar muito para atrair investidores”, afirma Rafael Zlot, gestor de crédito do banco Brasil Plural. As empresas que decidiram arriscar fizeram emissões para grupos restritos de investidores. Com maior garantia de demanda, o risco de susto é menor.
O único financiamento via mercado de capitais que tem crescido é o de emissão de títulos ligados ao agronegócio, os CRAs, que contam com incentivos fiscais. As produtoras de celulose Fibria e Suzano emitiram CRAs em 2015 e neste ano — já captaram, ao todo, cerca de 1,8 bilhão de reais. E a Fibria pretende arrecadar mais de 1 bilhão de reais neste ano.
“Com a redução do financiamento do BNDES, tivemos de buscar alternativas, e o CRA é a mais barata delas. Temos a intenção de fazer novas captações nesse modelo”, diz Marcelo Bacci, diretor financeiro da Suzano.
Como o investidor não paga imposto de renda sobre a rentabilidade desses títulos, o custo de captação das empresas ficou próximo do CDI — se fossem emitir papéis sem o benefício fiscal, pagariam, em média, 3 pontos percentuais acima do CDI (veja quadro ao lado).
O tamanho do mercado, porém, é pequeno: apesar de o total de emissões de CRAs ter aumentado 215% nos últimos 12 meses, o volume ficou em 6,6 bilhões de reais, pouco mais de 10% do mercado total de dívida corporativa no país. As empresas brasileiras se endividaram como nunca na última década — emitindo títulos no Brasil e no exterior e tomando empréstimos nos bancos.
Agora estão com o pé no freio, mas os analistas acreditam que o movimento seja cíclico. “Como a expectativa é de queda de juros no Brasil, especialmente se o novo governo conseguir aprovar reformas, faz sentido esperar antes de se endividar. Quando a perspectiva de melhora ficar mais clara, as empresas devem voltar a captar”, diz o economista Ricardo Amorim.
Os mais otimistas já começam a retomar os projetos de abertura de capital. Como EXAME antecipou, a Infraero está contratando bancos para fazer a oferta de ações de duas subsidiárias. A Caixa Econômica Federal está estruturando sua seguradora para abrir o capital.
Executivos de mercado acreditam que, se alguma operação sair do papel, será apenas depois da votação da conclusão do processo de impeachment — quando a incerteza em relação ao Brasil diminuirá, pelo menos um pouco.

Suzano Papel e Celulose assina acordo para unidade de peróxidos de hidrogênio

A Suzano Papel e Celulose assinou acordo com a Peróxidos do Brasil, joint venture do Grupo Solvay e PQM, para a construção de uma unidade industrial satélite de peróxidos de hidrogênio na fábrica de celulose da Suzano, localizada em Imperatriz (MA).
A unidade a ser instalada deverá entrar em operação até o final de 2017 e será uma mini planta satélite sob o conceito tecnológico myH2O2.
"Acreditamos que essa tecnologia nos ajudará a ser mais competitivos e eficientes, uma vez que nos permitirá redução de custos na compra de um importante insumo que hoje trazemos de outro estado. O volume de fornecimento previsto já contempla o nosso aumento de capacidade, que estará implementado em 2017", diz Walter Schalka, CEO da Suzano Papel e Celulose, em nota enviada à imprensa.

Após ofender clube, atacante Riascos tem saída do Cruzeiro anunciada

Riascos está fora do Cruzeiro. Após dar declarações polêmicas e ofensivas ao clube, o atacante colombiano teve a sua saída do clube anunciada pelo diretor de futebol celeste, Thiago Scuro, que salientou que o jogador nem mesmo voltará com a delegação para Belo Horizonte, após a derrota por 2 a 0 para o Fluminense, na cidade de Mesquita, no Rio de Janeiro.
Insatisfeito com a postura apresentada por Riascos, o diretor cruzeirense condenou firmemente a atitude do colombiano e foi contundente ao afirmar que o jogador pagará legalmente pelo investimento feito pela diretoria em sua contratação, conhecendo o "lado mais duro" da cúpula cruzeirense.
"Diante de todos os acontecimentos que nós tivemos ao término da partida, que foi uma declaração, um posicionamento extremamente infeliz, inaceitável por parte do nosso atleta Riascos, ofendendo a instituição, ofendendo a sua história. Não é este tipo de conduta que a gente precisa esperar de atletas profissionais de futebol, que tem as condições de trabalho que o Cruzeiro oferece. Um clube que cumpre todos os compromissos, que fez um grande investimento na contratação deste jogador. Veio para o clube, não teve as oportunidades que teve no ano passado, foi cedido, viveu um bom momento. Enfim, diante desta postura do Riascos, nós não aceitamos de forma alguma a participação de um atleta com esta conduta, com este posicionamento", colocou.
"O Riascos a partir de agora está fora da delegação do Cruzeiro. Passa a ser um problema administrativo e do jurídico. Desde já digo aos senhores que o Cruzeiro vai até o final para que ele pague da forma legal prevista, da forma mais dura possível pelo comportamento que ele teve. Nós não vamos admitir em hipótese alguma que qualquer tenha este tipo de tratamento com a instituição. O Cruzeiro vive sim um momento difícil de organização, mas é só o respeito, o trabalho e a honestidade que vai nos colocar onde merecemos estar. É isso, o Riascos está fora e vai ver o lado mais duro da direção do Cruzeiro a partir de agora", completou.
Também questionado sobre o assunto, o técnico Paulo Bento evitou tecer comentários, mas transpareceu o incômodo com as declarações de Riascos. Desta maneira se encerra a passagem ruim do colombiano pelo Cruzeiro, que o contratou no começo do ano passado.
Após jogar apenas quatro partidas pelo clube celeste, o atacante foi cedido ao Vasco no ano passado, onde viveu bom momento, sendo reintegrado ao Cruzeiro em maio desta temporada. Com a camisa cruzeirense, Riascos ainda fez mais 11 partidas, anotando um gol.
Entenda o caso - Após a derrota por 2 a 0 para o Fluminense, Riascos mostrou completa insatisfação com a situação da Raposa no Brasileirão e com seu retorno ao time mineiro, após boa passagem pelo Vasco, dando declarações agressivas e, até mesmo, desrespeitosas ao clube.
"Para mim não está normal (a situação). A verdade que não estou feliz com isso que está acontecendo. Temos que procurar uma solução, porque não pode tirar minha felicidade para vir para jogar nesta m… aqui", disparou o colombiano.
Já durante a partida, o atacante colombiano mostrou certo descontrole, tomando um cartão amarelo bobo, além de ter dado um chute completamente injustificável do meio-campo pouco antes do final do jogo.

sábado, 16 de julho de 2016

Para ministro da Saúde, pacientes imaginam doenças

Lúcio Bernardo JR/ Câmara dos Deputados
Ricardo Barros, novo ministro da saúde, do PP
Ricardo Barros: "A maioria das pessoas chega ao posto de saúde ou ao atendimento primário com efeitos psicossomáticos"
Fabiana Cambricoli, do Estadão Conteúdo
São Paulo - O ministro da Saúde, Ricardo Barros, disse nesta sexta-feira (15) que a maioria dos pacientes que procuram atendimento em unidades de atenção básica da rede pública apenas "imagina" estar doente, mas não está.
De acordo com o ministro, é "cultura do brasileiro" só achar que foi bem atendido quando passa por exames ou recebe prescrição de medicamentos e esse suposto "hábito" estaria levando a gastos desnecessários no Sistema Único de Saúde (SUS). Entidades médicas criticaram a fala de Barros.
"A maioria das pessoas chega ao posto de saúde ou ao atendimento primário com efeitos psicossomáticos. Por que 50% dos exames laboratoriais não são retirados pelos interessados? Por que 80% dão resultado normal? Porque foram pedidos sem necessidade", disse o ministro, na manhã de ontem (15), em evento na sede da Associação Médica Brasileira (AMB), em São Paulo.
Barros disse que a população costuma associar uma boa consulta à solicitação de exames e defendeu que os médicos ajudem a mudar esse pensamento. "Se (o paciente) não sair ou com receita ou com pedido de exame, ele acha que não foi ‘consultado’. Isso é uma cultura do povo, mas acho que todos nós temos de ajudar a mudar, porque isso não é compatível com os recursos que temos", declarou.
"Não temos dinheiro para ficar fazendo exames e dando medicamentos que não são necessários só para satisfazer as pessoas, para elas acharem que saíram bem atendidas do postinho de saúde."
O ministro defendeu que os médicos façam uma investigação mais criteriosa do paciente, antes de solicitar exames ou prescrever remédios. "O médico tem de apalpar o cliente, fazer anamnese, tem de conversar com a pessoa", afirmou.
Críticas
Representantes de entidades médicas discordaram da afirmação de Barros de que a maioria da população procura postos de saúde sem estar, de fato, doente.
"De maneira geral, qualquer unidade de saúde terá 70% dos exames com resultado normal. Isso acontece porque o paciente não é bem examinado, não é bem interrogado, e são solicitados os exames errados. Ou então, na rede pública, o exame demora tanto para ficar pronto que, até lá, o paciente já sarou e não vai retirar o resultado", diz Antonio Carlos Lopes, presidente da Sociedade Brasileira de Clínica Médica.
Ele afirma que a solicitação de exames desnecessários está relacionada a falhas na formação ou na postura do médico. "O paciente não tem culpa nisso. A maioria tem queixa real, que não é devidamente valorizada pelo médico", afirmou.
Presidente da Associação Médica Brasileira (AMB), Florentino Cardoso afirmou que o paciente nem tem o poder de escolher se quer fazer exames ou tomar remédios e é preciso avaliar melhor os dados informados pelo ministro antes de qualquer conclusão.
"O julgamento do que o doente precisa é médico. Às vezes está lá que o doente não foi pegar (o resultado do exame), mas o doente ou o médico viram na internet. Precisamos saber quais lugares têm essa população de pacientes atendidos com exames normais ou que não foram buscá-lo. Porque, senão, fica algo jogado no ar." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Coca-Cola Brasil vai lançar Café Leão em agosto

Aroma e sabor diferenciados, com pureza de grãos. A Coca-Cola Brasil lança no mercado brasileiro, em agosto, o Café Leão, produto com grãos 100% arábica, cultivados, torrados e embalados no país, com o objetivo de ampliar o acesso do consumidor à categoria de cafés especiais. O Café Leão marca a entrada da Coca-Cola Brasil no segmento de cafés, por meio Leão, uma marca de origem brasileira com 115 anos de tradição no segmento de chás.
Com uma mistura de grãos do cerrado mineiro e das montanhas do Espírito Santo, a produção do Café Leão envolverá uma rede de pequenos e médios cafeicultores das duas regiões. O produto estará disponível em duas torras: escura, com a bebida encorpada e equilibrada com aroma e sabor intensos; e média, com aroma e sabor balanceados com dulçor marcante. O Café Leão será o primeiro da companhia no mundo para o consumo em casa, que busca valorizar o ritual do preparo do café.
“O café brasileiro é reconhecido como um dos melhores do mundo. No entanto, combinações de grãos tipo arábica, nossa melhor e mais valorizada espécie de café, dificilmente chegam às casas dos brasileiros porque são em grande parte direcionados ao mercado externo. Leão quer levar para o brasileiro o melhor do café que é produzido aqui”, diz o vice-presidente de Novos Negócios da Coca-Cola Brasil, Sandor Hagen.
De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), o Brasil é o maior produtor e exportador de café e o segundo maior mercado consumidor em volume total do mundo. O segmento de cafés finos e diferenciados apresenta taxas de crescimento de 15% a 20% ao ano.
“Ao entrarmos nesse mercado, estimulamos o debate sobre o café tipo exportação. A Leão quer expandir a disponibilidade de café de alta qualidade no mercado, aumentando o acesso do consumidor brasileiro a esse tipo de produto, para que esse segmento possa se desenvolver e ajudar no crescimento da categoria no Brasil”, afirma Sandor Hagen.
Inicialmente, o Café Leão será encontrado no Rio de Janeiro, São Paulo e Curitiba, com a previsão de chegar aos principais pontos de venda de todo o país a partir de janeiro de 2017. Em setembro, os consumidores brasileiros também poderão adquirir o Café Leão em canais de e-commerce.
O produto está disponível em quatro embalagens: 500g em grãos de torra média, 500g em grãos de torra escura (preço sugerido de R$ 25 cada), 250g moído de torra média e 250g moído de torra escura (preço sugerido de R$ 9,50 cada).
A divulgação do novo Café Leão está baseada em promover a experimentação do produto. Por isso, em agosto, serão realizadas ações itinerantes em pontos de venda. A campanha de comunicação – que inclui design das embalagens, experiências de degustação, plataforma on-line, mídia digital e materiais de pontos de venda – foi desenvolvida pela agência Pharus.
(Redação - Agência IN)

quinta-feira, 14 de julho de 2016

Número de pessoas infectadas pelo vírus da Aids volta a subir no Brasil

A Unaids alerta que os avanços pelo mundo nos primeiros dez anos do século XXI perderam força
O número de pessoas infectadas pelo vírus da aids volta a subir no Brasil, enquanto a Unaids - programa da Organização das Nações Unidas (ONU) para combater a doença - alerta que os avanços pelo mundo nos primeiros dez anos do século XXI perderam força. Dados publicados pela entidade revelam que, se cerca de 43 mil novos casos foram registrados no Brasil em 2010. Em 2015, a taxa subiu para 44 mil.

O Repórter Rio entrevistou a diretora do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Adele Schwartz Benzaken.  Em termos globais, a agência de combate à Aids aponta que o número de novas infecções pelo mundo caiu apenas de forma modesta, de 2,2 milhões em 2010 para 2,1 milhões em 2015. O Brasil e a América Latina, porém, caminharam em uma direção oposta. No total, a população vivendo com Aids no Brasil passou de 700 mil para 830 mil entre 2010 e 2015, com 15 mil mortes por ano.

"O Brasil sozinho conta com mais de 40% das novas infecções de aids na América Latina", alertou a Unaids. Confira a entrevista completa sobre o assunto no player acima.

Brasil cai para nono lugar no ranking da Fifa após fracasso na Copa América

Apesar da derrota na final do torneio, a Seleção Argetina segue na primeira colocação, seguida por Bélgica e Colômbia

Campinas, SP, 14 - O fracasso na Copa América Centenário custou ao Brasil a perda de mais duas posições no ranking da Fifa. Na atualização mensal da lista, publicada nesta quinta-feira, a seleção aparece na nona colocação, com 1.156 pontos, em uma relação que continua sendo liderada pela Argentina, enquanto Portugal subiu para a sexta posição com o título da Eurocopa.
Em um grupo com Equador, Haiti e Peru, o Brasil, então sob o comando de Dunga, demitido após o fiasco nos Estados Unidos, somou apenas quatro pontos em três jogos e acabou sendo eliminado na fase de grupos. Assim, como efeito da campanha ruim, perdeu mais dois postos na lista que também serve como parâmetro para a definição dos cabeças de chave da Copa do Mundo.
A atualização de julho do ranking conta com o impacto da disputa de três torneios continentais - além da Copa América, a Copa da Oceania e a Eurocopa. Apesar disso, não ocorreram alterações na relação das cinco primeiras colocadas, com a ponta permanecendo com a Argentina, vice-campeã da edição centenária da Copa América, com 1.585 pontos.
Seleção Brasileira não passou da primeira fase na Copa América Centenário
Seleção Brasileira não passou da primeira fase na Copa América Centenário
Eliminada nas quartas de final da Eurocopa, a Bélgica continua na segunda colocação, com 1.401 pontos, à frente da Colômbia, com 1.331, após ficar na terceira posição na Copa América. A Alemanha, semifinalista da Eurocopa, é a quarta colocada, com 1.319 pontos, apenas três a mais do que o Chile, campeão da Copa América Centenário.
PORTUGAL SUBIU!
Outra seleção campeã continental ao faturar a Eurocopa, Portugal ascendeu para a sexta posição, com 1.266 pontos. Derrotada na decisão do torneio que foi país-sede, a França ganhou dez posições na lista e voltou ao Top do ranking da Fifa, atingindo o sétimo lugar.
A Espanha, que não ficou nem perto de defender o seu bicampeonato da Eurocopa, pois foi eliminada nas oitavas de final, perdeu duas posições no ranking e agora ocupa o oitavo lugar, logo à frente do Brasil. Já a Itália, que caiu nas quartas de final, fecha a relação das dez primeiras colocadas.
Surpresa da Eurocopa ao atingir as semifinais, a seleção de País de Gales subiu 15 posições e agora ocupa o 11º lugar, à frente do Uruguai, que deixou o Top 10 após ser eliminado na fase de grupos da Copa América Centenário, e da Inglaterra, que caiu nas oitavas de final da Eurocopa.
O México continua sendo a melhor seleção da Concacaf, na 14ª posição, seguido por Croácia e Polônia, ambos batidos pelos portugueses na Eurocopa, nas oitavas e quartas de final, respectivamente. Já a Islândia saltou para a 22ª posição após ficar entre as oito melhores equipes da Eurocopa.
A Argélia é a melhor seleção africana classificada, em 32º lugar, sete posições à frente da principal equipe da Ásia, o Irã. Já a Nova Zelândia subiu 54 postos e atingiu a condição de número 93 do mundo após ser campeã da Oceania.
A próxima atualização da lista será apresentada em 11 de agosto.
Confira a classificação atualizada do ranking da Fifa:
1º - Argentina, 1.585 pontos
2º - Bélgica, 1.401
3º - Colômbia, 1.331
4º - Alemanha, 1.319
5º - Chile, 1.316
6º - Portugal, 1.266
7º - França, 1.189
8º - Espanha, 1.165
9º - Brasil, 1.156
10º - Itália, 1.155
11º - País de Gales, 1.137
12º - Uruguai, 1.130
13º - Inglaterra, 1.107
14º - México, 1.044
15º - Croácia, 1.022
16º - Polônia, 1.011
17º - Equador, 1.002
18º - Suíça, 957
19º - Turquia, 915
19º - Hungria, 915

Nintendo anuncia versão mini do NES com 30 jogos clássicos incluídos

A Nintendo anunciou hoje o NES Classic Edition, uma nova edição do clássico videogame de 8 bits da companhia. O aparelho terá tamanho menor que a versão original, e será lançado em 11 de novembro por 60 dólares (cerca de R$194 na cotação de hoje e sem impostos).
Com tamanho menor que o original e sem suporte à cartuchos, o NES Classic Edition virá com 30 jogos na memória, entre eles Super Mario Bros. 3, Castlevania e Metroid e The Legend of Zelda.
NES Classic virá com 30 jogos clássicos na memória (Foto: Divulgação/Nintendo)NES Classic virá com 30 jogos clássicos na memória (Foto: Divulgação/Nintendo)
O NES Classic Edition se conecta aos televisores modernos via cabo HDMI. O controle terá o icônico formato do console original, e ainda poderá ser conectado ao Wii ou Wii U para ser usado em jogos comprados no Virtual Console. Além disso, o aparelho permitirá criar múltiplos pontos de salvamento durante as partidas, não sendo obrigatório o uso dos famosos passwords.
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Confira abaixo a lista completa de jogos que virão na memória do NES Classic Edition:

Faturamento das indústrias de material de construção cai 10,8%

material de construção
Em junho, vendas de material de construção caíram 3,7% em relação às de maio Arquivo/Agência Brasil
O mês de junho deste ano teve queda de 10,8% no faturamento das indústrias de material de construção na comparação com o mesmo mês do ano passado. Segundo a Associação Brasileira da Indústria dos Materiais de Construção (Abramat), em relação a maio deste ano, o faturamento caiu 3,7%.

Na comparação entre o primeiro semestre deste ano e o mesmo período de 2015, a retração foi de 14,3%. “As condições negativas na economia continuam a afetar o desempenho da indústria. Estamos na expectativa de uma retomada do crédito para reformas e do anunciado estímulo à infraestrutura via concessões e PPPs [parcerias público-privadas]”, disse, em nota, o presidente da Abramat, Walter Cover.
As indústrias de materiais segmentados em base e acabamento também apresentaram queda, de 13,7% e 6,5%, respectivamente, ante junho do ano passado. Em comparação com maio deste ano, houve queda de 3,8% nas vendas de base e de 3,6% nas vendas de materiais de acabamento.
O nível de empregos no setor também caiu. A retração foi de 9,7% nos empregos em relação a junho do ano passado. “Os seguidos resultados negativos e a atual conjuntura econômica fizeram a associação rever a perspectiva para 2016, que passa a ser de 8% de retração na comparação com 2015”, destacou, em nota, a Abramat.

Para os próximos meses, as projeções da entidade indicam continuidade das tendências de queda.

Governo estuda leiloar Congonhas e Santos Dumont, diz ministro

Atualmente, os dois aeroportos, em São Paulo e Rio, pertencem à Infraero.
Segundo Quintella, é necessário 'todo cuidado do mundo' com expectativas.

Os aeroportos de Congonhas (São Paulo) e Santos Dumont (Rio de Janeiro) "podem ou não" ser leiloados pelo governo, afirmou nesta quinta-feira (14) o ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Maurício Quintella. Segundo ele, a equipe do presidente em exercício, Michel Temer, estuda essa possibilidade.
"Essas possibilidades ainda estão em estudo, são medidas que vamos ter de estudar com muita calma. [...] Não posso nem devo antecipar qual modelo será adotado, porque ele ainda não está definido. Esses dois aeroportos podem ou não entrar no programa de concessão", disse.
Ao explicar que o governo avalia os ativos que podem ser concedidos à iniciativa privada, Quintella afirmou que os dois aeroportos são "ativos extremamente importantes", que têm as maiores movimentações e atraem maior interesse.
"Por isso, é preciso ter todo cuidado do mundo para que [informação sobre leilão] não cause expectativa de mercado neste momento e isso não atinja a Infraero", disse.
A Infraero, que administra 60 aeroportos no país, passa por dificuldades financeiras e o governo já anunciou que estuda "um novo modelo de participação da Infraero em aeroportos".
Quintella afirmou, ainda, que defende o "fortalecimento" da Infraero. "Queremos pensar num modelo daqui pra frente que não inviabilize a empresa", afirmou.
Abertura de capital
No final de junho, o Ministério do Planejamento havia informado que Congonhas e Santos Dumont podem passar por abertura de capital (venda de ações). A medida, disse o Planejamento, está sendo vista dentro do processo de reestruturação da Infraero. E a venda de parte dos dois aeroportos aeroportos é considerada "desde que o controle seja mantido com a Infraero".
Também no final de junho, o líder do governo na Câmara, André Moura (PSC-SE), disse que o governo estuda um novo modelo de participação da Infraero em aeroportos.
Para o leilão dos aeroportos de Fortaleza, Salvador, Porto Alegre e Florianópolis, o ministro voltou a dizer que a previsão é que ocorra nos últimos meses deste ano.

Senado aprova uso do saldo do FGTS para crédito consignado

MP busca facilitar acesso de trabalhadores privados a esses empréstimos.
Pela MP, trabalhador pode dar até 10% do saldo do FGTS como garantia.

O Senado aprovou por unanimidade nesta terça-feira (12) uma medida provisória (MP) que permite que o trabalhador do setor privado ofereça até 10% do saldo de seu Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) como garantia em um empréstimo consignado – com desconto na folha de pagamento.
A MP foi editada pela presidente afastada Dilma Rousseff e foi aprovada pela Câmara dos Deputados nesta terça-feira (12). Como o texto foi aprovado integralmente pelo Congresso, ele vai à promulgação, sem necessidade de sanção do presidente em exercício, Michel Temer.
Pelo texto, o empregado também poderá dar como garantia nas operações até 100% do valor da multa paga pelo empregador, em caso de demissão sem justa causa.
A finalidade da medida é facilitar o acesso ao crédito consignado pelo trabalhador privado.
Essa modalidade de empréstimo, com desconto na folha de pagamento, é mais facilmente concedida, e a juros mais módicos, a funcionários públicos, por terem estabilidade no emprego.
Na ocasião em que foi editada a MP, em março, o Ministério da Fazenda estimou a possibilidade de a MP viabilizar reduções nas taxas de juros cobradas de trabalhadores privados na tomada dos financiamentos.
“A medida reduz o risco de inadimplência associado à alta rotatividade de forma significativa, melhora o perfil de risco das operações de crédito e permite a ampliação dos empréstimos, em linha com o que ocorreu nos outros segmentos. Ademais, possibilita a convergência, no médio prazo, das taxas médias de juros às praticadas para trabalhadores do setor público e para aposentados e pensionistas do INSS”, disse o ministério, em nota, quando a MP foi publicada no “Diário Oficial da União”.
De acordo com a MP, caberá ao agente operador do FGTS, ou seja, a Caixa Econômica Federal, definir os "procedimentos operacionais" para que as novas regras sejam aplicadas.
"O Conselho Curador do FGTS poderá definir o número máximo de parcelas e a taxa máxima mensal de juros a ser cobrada pelas instituições consignatárias nas operações de crédito consignado de que trata este artigo", diz a proposta.

quarta-feira, 13 de julho de 2016

Fotografar vítimas mortas em acidentes de trânsito é crime e pode levar à prisão

http://www.wiltonlima.com.br/

Artigo 212 do Código Penal, disciplina essa conduta como vilipêndio a cadáver, com pena de prisão de até três anos de detenção.

Fotografar um cadáver só pelo fato dele estar em via pública não é justificado por nenhum ato acobertado por lei, pois, é contaminado de vício moral que não legítima essa atitude. Só isso basta para preencher o preceito primário do art. 212, do Código Penal, pois, guardar imagens de pessoas mortas, sem cunho científico, mas apenas por uma vontade pessoal é um procedimento penalmente punível. E se ainda divulgar a imagem guardada poderá responder civilmente pelo dano moral sofrido pelos familiares das vítimas.
A curiosidade pode ficar cara

Se o motorista parar ou estacionar o veículo em uma das faixas, mesmo que seja rapidinho para fotografar o acidente, pode perder 7 pontos na CNH (Carteira Nacional de Habilitação) e ser multado em R$ 191,54. Caso o motorista fique parado na pista, a infração passa ser grave, o motorista pode ser multado em R$ 127,00 e perder 5 pontos na CNH. Se o motorista estacionar no acostamento só por curiosidade também é infração, e pode ser multado em R$ 54,00 e perder 3 pontos na CNH.

terça-feira, 12 de julho de 2016

Dono da Record, Edir Macedo deve comprar outro canal; saiba qual

(Foto: Divulgação)
Em negociações sigilosas que começaram em outubro do ano passado, a Igreja Universal ofereceu pagar à Band R$ 500 milhões pela concessão do canal 21 UHF, pertencente ao grupo bandeirantes. É o que informa o portal Uol.
No entanto, segundo o jornalista Ricardo Feltrin, os executivos da rede não aceitaram a proposta. Em contrapartida, os diretores topam vender o Canal 21 por R$ 800 milhões.
A assessoria de imprensa da rede não comenta assuntos internos. A Universal continua negando qualquer tentativa de compra.
Recentemente, a Band recusou oferta para venda de uma porcentagem da emissora inteira para a Warner (Turner). Há alguns meses a Warner também tentou comprar canais pagos da Band, como o Bandsports. A emissora também se recusou.

sexta-feira, 8 de julho de 2016

Carro não pode ser apreendido em blitz por causa de IPVA atrasado, dizem tributaristas

É inconstitucional apreender carro em blitz porque o motorista está com o IPVA atrasado. Essa é a opinião de tributaristas consultados pela revista Consultor Jurídico, que ressaltam a arbitrariedade da prática adotada em muitos estados brasileiros.
O tema voltou à tona neste ano no Rio Grande do Sul, com operações do tipo sendo feitas pela Secretaria Estadual da Fazenda em Porto Alegre e na cidade de Gravataí. A entidade calcula em R$ 342 milhões a cifra resultante da inadimplência no pagamento do IPVA.
Segundo os especialistas, a inconstitucionalidade está no fato de que nenhum tributo poder ser cobrado de forma coercitiva. "O Estado tem outros meios de cobrança previstos em lei para exigir o imposto atrasado. Deve ser ofertado ao proprietário do veículo discutir a cobrança do imposto citado sem ser privado do seu direito de propriedade", explica Rafael Korff Wagner, vice-presidente do Instituto de Estudos Tributários e sócio da Lippert Advogados.
O especialista em Direito Tributário Guilherme Thompson, do Nelson Wilians e Advogados Associados, também ressalta que multas e impostos em atraso devem ser cobrados por outros meios. “A utilização da apreensão do veículo como método de cobrança configura uso abusivo de poder de polícia, pelo ente público, com reflexos sobre a violação do devido processo legal, bem como violação ao princípio constitucional do não confisco.” 
Para o advogado Igor Mauler Santiago, do Sacha Calmon – Misabel Derzi, a melhor forma de cobrar esse tributo é a execução fiscal. "No máximo, o protesto da CDA — que considero descabido. Mas nunca a apreensão de bens regularmente detidos pelo contribuinte [...] É o mesmo que expulsar de casa o cidadão em atraso com o IPTU."
Na Bahia, em ação proposta pela seccional da OAB no estado, a Justiça considerou as chamadas Blitz do IPVA uma medida ilegal de cobrança do imposto.Reprodução
Ações na Justiça
O debate já chegou aos tribunais. Em 2014, a seccional baiana da Ordem dos Advogados do Brasil propôs ação civil pública pedindo que fossem suspensas as operações intituladas Blitz do IPVA, organizadas pelo Fisco estadual.
A juíza de Direito Maria Verônica Moreira Ramiro, da 11ª Vara da Fazenda Pública, acolheu o pedido da OAB-BA. A partir dessa decisão, o governo do estado da Bahia teve que cobrar o imposto utilizando meios previstos na legislação, abstendo-se de apreender os automóveis dos contribuintes baianos em razão do não pagamento do IPVA, sob pena de multa de R$ 50 mil por operação de blitz.
Essa decisão, porém, não impede que o motorista pego em flagrante receba uma multa de R$ 191,53 e sete pontos na Carteira Nacional de Habilitação, decorrente da falta do Certificado de Registro e de Licenciamento de Veículo (CRLV), documento gerado apenas para quem está com o imposto em dia.

Receita abre consulta ao 2º lote de restituição do IR 2016

Marcello Casal Jr./Agência Brasil
Imposto de Renda
Imposto de Renda: segundo lote de restituição vai devolver mais de R$ 2,5 bilhões aos contribuintes
Imposto de Renda
A Receita Federal disponibiliza hoje (8), a partir das 9h, a consulta ao segundo lote de restituição do Imposto de Renda Pessoa Física de 2016.
O novo lote beneficia 1.490.266 contribuintes, totalizando mais de R$ 2,5 bilhões. O crédito bancário para 1.566.533 contribuintes será feito no dia 15 de julho, no valor de R$ 2,7 bilhões.
Desse total, R$ 951,6 milhões se referem ao quantitativo de contribuintes que, por lei, têm preferência no recebimento da restituição. São 477.147 contribuintes idosos e 51.310 contribuintes portadores de alguma deficiência física ou mental ou moléstia grave.
O lote multiexercício de restituição do Imposto sobre a Renda da Pessoa Física contempla também restituições dos exercícios de 2008 a 2015.
Caso o valor não seja creditado, o contribuinte poderá entrar em contato com qualquer agência do Banco do Brasil ou ligar para a Central de Atendimento: 4004-0001 (capitais), 0800-729-0001 (demais localidades) e 0800-729-0088 (telefone especial exclusivo para deficientes auditivos) para agendar o crédito em conta-corrente ou poupança, em seu nome, em qualquer banco. Os valores restituídos são corrigidos pela taxa básica de juros, a Selic.
A restituição ficará disponível no banco durante um ano. Se o contribuinte não fizer o resgate nesse prazo, deverá requerer, por meio da internet, mediante o Formulário Eletrônico - Pedido de Pagamento de Restituição, ou diretamente no serviço virtual de atendimento da Receita, o e-CAC, em Extrato do Processamento da DIRPF.
Para facilitar a consulta às declarações, a Receita disponibiliza aplicativo para tablets e smartphones. Com ele, será possível analisar diretamente nas bases da Receita Federal informações sobre liberação das restituições do Imposto de Renda Pessoa Física e a situação cadastral de uma inscrição no CPF.

http://www.receita.fazenda.gov.br/Aplicacoes/Atrjo/ConsRest/Atual.app/paginas/index.asp 

quinta-feira, 7 de julho de 2016

Bandeira do Brasil passa a ser obrigatória em divulgação de eventos e filmes

Brasília - O Exército Brasileiro promove a troca da Bandeira Nacional na Praça dos Três Poderes (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)
O Brasil adotou oficialmente a atual Bandeira Nacional em 19 de novembro de 1889, substituindo a Bandeira do Império do Brasil. O verde representava a Casa de Bragança de Pedro I, o primeiro imperador do Brasil, enquanto o ouro representava a Casa de HabsburgoArquivo/Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
A partir de hoje (7), a Bandeira do Brasil deverá ser usada na divulgação de atividades,  bens ou serviços resultantes de projetos esportivos, paraesportivos e culturais e de produções audiovisuais e artísticas financiados com recursos públicos. A decisão está em lei publicada nesta quinta-feira no Diário Oficial da União.
De acordo com a publicação, assinada pelo presidente do Senado, Renan  Calheiros (PMDB-AL), a lei foi considerada sancionada porque, após aprovada pelo Congresso, não houve manifestação do presidente interino Michel Temer. 
A lei também estende essa obrigatoriedade aos eventos de futebol de clubes que participam e recebem recursos da Timemania, modalidade de loteria da Caixa Econômica Federal (CEF) em que são usados nomes, marcas e símbolos das agremiações. Na divulgação, a Bandeira deve ser exibida segundo as regras do manual oficial adotado em lei.
De acordo com a Agência Senado, para o autor da proposta, deputado Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR), a medida contribui para institucionalizar a imagem da Bandeira Nacional como “símbolo máximo” da República.
A lei determina que a Bandeira seja exibida nos moldes determinados na Lei 5.700/1971, sancionada por Emílio Garrastazu Médici, presidente na época da ditadura militar (1964-1985). A lei especifica as proporções e cores da bandeira.
Polêmica do verde e amarelo
A Bandeira representa os brasileiros? Historiadora da Universidade de São Paulo e coordenadora do curso de relações internacionais da Universidade de Sorocaba, Maria Aparecida de Aquino esclareceu que a identificação ou a falta dela parte da origem da Bandeira. "Têm bandeiras altamente representativas de um país, por exemplo a francesa. Ela é criada em um momento em que se tem a Revolução Francesa. Ela é altamente representativa da nação", disse. "A Bandeira do Brasil não tem o mesmo peso", acrescentou.
O Brasil adotou oficialmente a atual Bandeira Nacional em 19 de novembro de 1889, substituindo a Bandeira do Império do Brasil. O verde representava a Casa de Bragança de Pedro I, o primeiro imperador do Brasil, enquanto o ouro representava a Casa de Habsburgo de sua esposa, a imperatriz Maria Leopoldina.
O círculo azul com 27 estrelas brancas de cinco pontas substituiu o brasão de armas do Império. As estrelas, cuja posição na Bandeira refletem o céu visto no Rio de Janeiro em 15 de novembro de 1889, representam as unidades federativas. Cada estrela representa um estado específico, além do Distrito Federal.
Ambulante aproveita clima da Copa do Mundo para vender bandeiras do Brasil (Antonio Cruz/Agência Brasil)
Para historiadores, a Bandeira é o principal símbolo do paísArquivo/Antonio Cruz/AgenciaBrasil
Apenas para citar a história recente, a Bandeira foi identificada com grupos específicos e usada politicamente. "Na ditadura, aqueles que eram contrários ao regime ficavam nervosos com a ideia da Bandeira estar muito presente, porque naquele momento a Bandeira era como se fosse uma continuidade do regime e as pessoas engajadas não se sentiam representadas. Mas é uma situação claramente específica", destacou a historiadora.
Mais recentemente, a Bandeira tornou-se símbolo do movimento pró-impeachment da presidenta afastada Dilma Rousseff. "Ali, acho que não tanto a Bandeira, mas o sentido do verde e amarelo. Muitas pessoas viam o verde e amarelo achando que estavam como representativo de toda a nação. O pensamento era de que estavam representando as ideias dos brasileiros e os outros não. Engano. Acho que o momento que estamos vivendo traz um amadurecimento maior de que o mundo não começa e termina em um só partido e que a corrupção não está presente em um só partido."
Maria Aparecida disse acreditar que os brasileiros possam ter a Bandeira como símbolo mais consolidado, como ocorreu com o Hino Nacional na Copa do Mundo de 2014. "As pessoas continuavam cantando o hino mesmo depois de ele ser interrompido nos estádios. O hino, que não é muito representativo, inclusive pela dificuldade de entendimento, acabou sendo o elemento de expansão de uma nacionalidade, de um identidade. Com a Bandeira pode e deve acontecer a mesma coisa. Gostemos ou não dela, é a nossa Bandeira. É o símbolo do país", concluiu a historiadora.

Um em cada cinco brasileiros bebe refrigerante todo dia, diz pesquisa

Bebida é o sexto produto mais consumido por jovens de 12 a 17 anos.
Frutas não estão na lista dos 20 produtos mais consumidos nessas idades.

Empresas anunciam que deixarão de vender refrigerante à escolas para crianças de até 12 anos. (Foto: Suelen Gonçalves/G1 AM)Refrigerante em copo com gelo; um dos alimentos que devem ser evitados, segundo o Ministério da Saúde (Foto: Suelen Gonçalves/G1)
Um em cada cinco brasileiros (19%) adultos que vivem nas capitais brasileiras consomem refrigerante ou sucos artificiais todos os dias, informou o Ministério da Saúde nesta quinta-feira (7). Refrigerante é o sexto produto alimentício mais consumido por crianças e adolescentes entre 12 e 17 anos, atrás de arroz, feijão, pão, suco e carnes. Na lista dos 20 produtos mais consumidos por essa parcela da população, as frutas sequer aparecem.
Segundo o ministério, somente 37,6% da população adulta das 27 capitais relataram consumir frutas e hortaliças regularmente – um aumento de 29,9% em comparação com 2010. Carnes com excesso de gordura são frequentemente consumidas por 31,1% da população.

Os dados apresentados pelo ministério são parte do Estudo de Riscos Cardiovasculares em Adolescentes, que entrevistou jovens de 124 municípios, e da pesquisa Vigitel 2014 (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico), que entrevistou 54 mil adultos por telefone nas capitais brasileiras.
O estudo aponta que o feijão é parte da rotina diária de 64,8% dos brasileiros. Doces são consumidos quase todos os dias por 20% da população. Segundo a pesquisa, 15,5% dos brasileiros substituem o almoço ou jantar por lanches.
O ministério identificou que 56,6% dos jovens fazem as refeições em frente à televisão e 73,5% desse público passam mais de duas horas por dia em frente à tela do PC ou do videogame. Segundo a coordenadora-geral de Alimentação e Nutrição, Michele Lessa, a situação cria impacto para a rotina dos adolescentes, que acabam não prestando atenção ao que comem.
Outro dado que a especialista apontou é o fato de que pouco mais da metade (51,8%) dos jovens bebe menos de cinco copos d’água por dia – quando o recomendado é de oito copos. “A gente observa que a água é substituída por suco, que é tão prejudicial quanto o refrigerante”, disse.
Ela também considerou preocupante o fato de que os adolescentes estejam se tornando cada vez mais dependentes de produtos industrializados. O motivo é a falta de conhecimento dos jovens em preparar a própria comida.
Para o o nutricionista Clayton Camargos, a prática é mais saudável. “A vantagem [de preparar a comida em casa] é se alimentar direito e na hora certa, é poder fazer escolhas mais conscientes e mais saudáveis. Preparar a própria comida permite ainda fazer uma análise melhor dos produtos e consequentemente selecionar e optar por aqueles que têm menor quantidade de sódio e açúcar.”
Entrevista coletiva no Ministério da Saúde (Foto: Gabriel Luiz/G1)Entrevista coletiva no Ministério da Saúde (Foto: Gabriel Luiz/G1)
Desafio
O estudo mostrou ainda que um em cada quatro adolescentes sofre de problemas com a balança – 17,1% têm sobrepeso e 8,4% são obesos. A maior parte desse grupo se concentra na região Sul do país. Entre adultos, 53,9% estão acima do peso e 18,9%, obesos. A maior parte desse grupo se concentra na região Sul do país.

A rede pública de saúde brasileira gasta mais de R$ 233 milhões com cirurgias bariátricas por ano, segundo o ministério. O dinheiro é equivalente ao gasto com a construção de 30 unidades de pronto atendimento e 60 unidades básicas de saúde, segundo o ministério.
O gasto em tratamentos contra obesidade no SUS é de R$ 458 milhões. Só o gasto por atendimento de jovens com diabetes, hipertensão, problemas cardiovasculares e cirurgia bariátrica chega a R$ 126,4 milhões.
Decisão interna
Também nesta quinta, o ministro da Saúde, Ricardo Barros, assinou uma portaria proibindo a compra de alimentos não saudáveis com recursos do ministério. Ficam proibidos produtos como refrigerantes e salgadinhos em “coffee breaks” da pasta ou até mesmo na lanchonete. A intenção do ministro é estender a regra a outros órgãos do Executivo.
O ministro disse considerar que regra sobre publicidade de guloseimas pode ser “aprimorada”. Ao lembrar que já existem definições sobre propagandas desse tipo de produto para o público infantil, ele declarou que há espaço para mudança na situação atual.